Em Linhas Gerais

Prefeito de Porto Velho Hildon Chaves consegue por um ponto final ao maldito “SIM”

FILOSOFANDO

“Como são parecidos os radicais da esquerda e da direita. Dirá alguém que as intenções são dessemelhantes. Não. Mil vezes não. Um canalha é exatamente igual a outro canalha.” NELSON RODRIGUES, jornalista, romancista e teatrólogo e cronista brasileiro, nascido em agosto de 1912 e falecido no Rio em dezembro de 1980.

EDITORIALZIM

O presente ano tem uma enorme importância na formatação da política não só para agora mas, também para o ano de 2022. Isso pelo fato de que os resultados eleitorais desse ano vão influenciar a disputa futura, quando o povo brasileiro vai escolher os novos deputados (estaduais e federais), governadores, senadores e presidente da República.

E, assim, 2020 não é um ano crucial só para os prefeitos que estão terminando seus mandatos.

No estado de Rondônia vários prefeitos poderão disputar a reeleição.

O que se pode pretender no último ano de um mandato? É provável que o prefeito que busca seguir na vida pública tente dar mostras de boa gestão em 2020, para fechar o ciclo de quatro anos com capital político positivo. Essa reta final, porém, precisa obedecer a uma série de regras especiais, que fixam balizas para a execução orçamentária por parte das prefeituras.

Nem todos os prefeitos costumam levar a sério as limitações impostas pela lei. Mas esse não é o caso, pelo que se fala na prefeitura de Porto Velho, de Hildon Chaves, que conseguiu no curto espaço do primeiro mandato recuperar as finanças públicas e restabelecer o total respeito à Lei de Reponsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000). O prefeito da capital rondoniense levando sempre a prudência como sua bússola e assim vai agir nesse último ano.

Nesse ano todos os gestores municipais devem estar sempre conscientes de que as  normas são rígidas, mas não exigem nada além de moralidade e razoabilidade, predicados sempre esperados dos eleitos para gerir uma prefeitura, cujas ações têm de ser pautadas pelo bom senso e pelos princípios gerais da administração pública.

Pela lei de responsabilidade fiscal, só para citar um exemplo, nos últimos 8 meses da gestão, os atuais prefeitos estão proibidos de se comprometer com novas despesas que não possam ser quitadas dentro do mandato, conforme prevê o art. 42.

Também será nulo qualquer ato que resulte em aumento de despesa com pessoal, a exemplo de gratificações, nos últimos 180 dias, segundo o art. 21, parágrafo único. Já o art. 38, IV, “b”, veda operações de crédito para antecipação de receita, a fim de evitar gambiarras insustentáveis nas finanças.

Os impedimentos legais para travar a gestão em ano eleitoral não param por aí. Também a Legislação Eleitoral veda vários procedimentos aos prefeitos no seu último ano de mandato.

Ao longo do segundo semestre, os prefeitos são proibidos de conceder qualquer aumento real na remuneração dos servidores. A publicidade oficial é vedada por completo nos três meses prévios à eleição e, no primeiro semestre, o gasto de propaganda fica limitado à média verificada ao longo de 2017, 2018 e 2019, considerando-se o mesmo período do ano.

Apesar da obviedade, vale lembrar que a legislação também proíbe o prefeito de ceder ou usar, em benefício de candidato, bens móveis e imóveis da administração pública, usar indevidamente materiais ou serviços custeados pelo município e ceder servidor público ou usar de seus serviços para comitês de campanha eleitoral durante o horário de expediente.

Como fica evidente, o principal objetivo das regras estabelecidas para o último ano de mandato é evitar que os atuais ocupantes do poder abusem do cargo durante a campanha eleitoral ou criem dívidas para o próximo gestor.

É preciso que o agente político compreenda que sua própria permanência no âmbito público depende do estrito cumprimento da legislação, seja para convencer a sociedade de que fez por merecer sua confiança, seja para ter as contas aprovadas e manter pré-requisitos formais de elegibilidade.

JORNALISMO DIGITAL

Recentemente ocorreu uma operação da polícia, determinada pelo MP rondoniense no combate à corrupção envolvendo instituições públicas e agências de publicidade escolhidas para produzir e distribuir publicidade oficial aos veículos da mídia do estado.

A operação, segundo uma fonte, deve aprofundar numa nova investida da polícia e dos órgãos de controle externo nesse mês. Certamente, mesmo com o definhamento da mídia impressa no estado, as mutretas e as tramoias do passado não terminaram. A proliferada mídia digital rondoniense vai cada vez mais substituindo os jornalões do passado e acaba sendo destinatária da grande parte das verbas de publicidade que antes enriqueciam os jornalões de corruptos como foi Mário Calixto, só para exemplificar, então dono do extinto Estadão do Norte.

CHAPA BRANCA

No jornalismo digital de hoje há uma minoria investindo em veículos independentes. São profissionais corajosos que produz conteúdo de qualidade. Entre esses merecem aplausos os sites  folharondoniense.com.br e quenotícias.com.br. O primeiro editado pelo Gomes e o segundo pelo Aor, de Ariquemes. Ambos publicam essa coluna sem qualquer restrição.

Lamentavelmente a maioria dos sites existentes por aqui devem ser classificados como jornalismo chapa branca. É o tipo de mídia que não tem coragem de publicar uma coluna como essa, para não se indispor com chefes de instituições capazes e, assim, perder a fatia da publicidade paga com o dinheiro público distribuído pelas agências que estão sendo investigadas agora.

FALÊNCIA

Assim como aconteceu com o jornal “O Estadão do Norte” do escroque Mário Calixto, também essa mídia marrom, amestrada, e sem transparência, também sucumbirá. A população vai se qualificando e se tornando exigente consumidora de conteúdo noticioso de qualidade.

É exatamente por esse motivo que até na mídia televisiva rondoniense a audiência não passa de traço. Perdem para a audiência dos veículos digitais de informação na internet. Pesquisas mostram que mês a mês os leitores de tais conteúdos só aumentam.

RESPEITO

A coluna Em Linhas Gerais é a mais antiga de Rondônia. Já foi publicada no mais importantes jornais impressos rondonienses por décadas. Hoje é publicada em vários grupos da rede social Facebook onde mantém a página de Imprensa Popular, jornal fechado há décadas por não ter se submetido aos interesses de certos poderosos do dia.

Parou de receber anúncios oficiais e foi colocado no índex das agências que finalmente começam a ser investigadas no grande escândalo da publicidade das instituições de governo.

A coluna não nasceu para brincar de jornalismo independente. Até hoje não tem o compromisso de “aliviar” para agradar a esse ou aquele titular de Poder com a esperança de ter uma parte do bolo do dinheiro público desperdiçado em publicidade totalmente dispensável como faz a imprensa domesticada.

O verdadeiro jornalismo requer coragem e acima de tudo paixão por informar e formar opinião pública, com ousadia de contar as histórias nem sempre edificantes das instituições sustentadas pelos contribuintes. E por isso certos sites não tem coragem de publicar essa coluna e desagradar seus financiadores.

TEM DE REVELAR

Certamente pesquisas eleitorais já estão rodando por ai sem registros no TRE. E enquanto as pesquisas oficiais não dão as caras, pretensos candidatos apelam para uma manobra que se não tem validade científica serve para enganar trouxas e criar uma a falsa ideia de liderança dos tais pretendentes à corrida eleitoral. Estamos falando, é claro, das enquetes. É bom lembrar que na nova lei eleitoral em vigor o contratante de pesquisas tem que dizer quanto pagou e de onde saiu o dinheiro.

FIM DO “SIM”

A figura do político é sempre evocada no imaginário popular como protagonista de estrepolias que em grande parte desaguam na corrupção. Porto Velho conhece de perto exemplos das ações desastradas desses políticos. O sistema de transporte coletivo da cidade após décadas de operação maliciosa acabou sendo extinto numa manobra caótica para dar origem ao “SIM”, um sistema inventado com o carimbo de “emergencial” pela gestão anterior responsável pelo verdadeiro pandemônio do setor de transporte de passageiros.

Um olhar bem acurado sobre o cenário catastrófico no setor de transporte herdado da gestão passada pelo atual prefeito Hildon Chaves deixa claro que esse foi um do itens mais malditos que teve de enfrentar. O monstrengo chamado “SIM” foi o grande calcanhar de Aquiles da gestão atual.

Bem, acabou. O novo prefeito conseguiu finalmente ver essa verdadeira “caveira de burro” ser desenterrada com o fim do processo de licitação definindo qual a próxima empresa que vai, de forma definitiva e não emergencial, prestar o serviço de transporte urbano na cidade.

Trata-se de empresa competente e de porte que já atua no setor realizando o transporte na grande cidade de Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo.

A solução do drama dos coletivos de uma forma definitiva e legal não agradou a alguns “inimigos” do prefeito. E foram eles os primeiros a gritar contra “a falta de concorrência” na participação da licitação realizada pela prefeitura. Esquecem-se (ou não sabem) que nas mais recentes licitações de mesmo teor, a exemplo da realizada pela prefeitura de São Paulo, também houve a participação de apenas um grupo interessado. Na verdade a reação desses “inimigos” apenas busca a vingança contra um prefeito que ganhou derrotando grandes grupos e que, se sair candidato à reeleição, vai ganhar de novo e ponto.

MANIFESTAÇÃO

É direito do povo brasileiro se manifestar contra os membros do Congresso. A manifestação está convocada para o dia 15. O próprio presidente Bolsonaro está estimulando a participação popular, argumentando que “é um movimento espontâneo e o político que tem medo de movimento de rua não serve para ser político”, afirmou. Ele disse também que “quem diz que é um movimento impopular contra a democracia está mentindo e tem medo de encarar o povo brasileiro”.

VÃO RECEBER

Diante da situação que os motoristas e trabalhadores do transporte coletivo urbano vêm passando nos últimos meses, com a falta do pagamento do salário de dezembro, décimo terceiro salário e salário de janeiro, o prefeito Hildon Chaves se reuniu com os trabalhadores, para afirmar que através de um acordo judicial, os recursos que seriam destinados à empresa de transporte urbano, agora serão repassados diretamente aos trabalhadores, assim dando fim a situação de descaso a que foram relegados. “O depósito será realizado na conta de cada trabalhador”.

AUTOR : GESSI TABORDA –  JORNALISTA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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