Esporte

Pré-Olímpico começa hoje e reserva 2 vagas para 10 seleções

Seleção brasileira sub-23 estreia neste domingo, às 22h30, em Armênia, contra o Peru. Argentina tem destaque do Boca. Uruguai leva base campeã sul-americana em 2017

São 10 seleções na briga por duas vagas nos próximos 23 dias. De volta, o Pré-Olímpico será disputado na Colômbia entre 18 de janeiro e 9 de fevereiro. São 230 jogadores convocados para 20 jogos em dois grupos na primeira fase. No quadrangular final, apenas dois garantem vaga em Tóquio 2020.

O Pré-Olímpico terá transmissão do SporTV. As partidas do Brasil também terão acompanhamento em Tempo Real no GloboEsporte.com

Depois de preparação cheia de desfalques de clubes europeus, o Brasil chega como um dos favoritos para garantir a defesa do ouro, como atual campeão olímpico de futebol. Mas primeiro precisa passar em grupo que tem Uruguai, velho rival, Peru, Bolívia e Paraguai, que vem de bons resultados.

Se não tem astros internacionais como Rodrygo, do Real Madrid, ou Lautáro Martínez, da Inter de Milão, o torneio é cheio de grandes revelações e bons valores do continente. O GloboEsporte.com preparou guia com todos as seleções, com seus atletas listados, os times mais prováveis e destaques.

Primeira rodada

  • Equador x Chile, sábado (18/01), 20h
  • Colômbia x Argentina, sábado (18/01), 22h30
  • Uruguai x Paraguai, domingo (19/01), 20h
  • Brasil x Peru, domingo (19/01), 22h30

Confira abaixo o guia do pré-olímpico de 2020 na Colômbia

Grupo A

ARGENTINA

A exemplo do Brasil, a Argentina também não poderá contar com bons nomes que têm idade para estar na seleção olímpica. Um deles é o atacante Lautaro Martínez, da Inter de Milão, que faz parte do elenco principal da Argentina. Outros exemplos são o atacante Ezequiel Barco, ex-Independiente e atualmente no Atlanta United, e o meio-campista Exequiel Palacios, ex-River Plate e atualmente no Bayer Leverkusen.

Apesar das ausências, os bicampeões olímpicos contam com alguns jogadores que já são protagonistas em seus clubes. Dos 23 que estão na Colômbia, apenas um atua fora do futebol argentino: Valentín Castellanos, que joga no New York City FC.

Em sua preparação, o time comandado pelo técnico Fernando Batista empatou com o Paraguai por 1 a 1 em amistoso e perdeu por 1 a 0 para o Racing em jogo-treino.

Destaques: O volante Nicolás Capaldo e o meia Alexis Mac Allister, ambos do Boca, são destaques e provocaram até um pedido do seu clube para atrasar o reinício do Campeonato Argentino. Nehuén Pérez é um dos melhores zagueiros argentinos de sua geração.

Time-base: Facundo Cambeses; Marcelo Herrera, Nehuén Pérez, Facundo Medina, Claudio Bravo; Matias Zaracho, Nicolás Capaldo; Julián Álvarez, Alexis Mac Allister e Nahuel Bustos; Valentín Castellanos

A lista da Argentina:

  • Goleiros: Facundo Cambeses (Banfield), Juan Cozzani (Lanús) e Joaquín Blázquez (Talleres)
  • Defensores: Marcelo Herrera (San Lorenzo), Hernán de la Fuente (Vélez Sarsfield), Nehuén Pérez (Famalicão-POR), Maximiliano Centurión (Argentinos Juniors), Facundo Medina (Talleres), Nazareno Colombo (Estudiantes), Claudio Bravo (Banfield) e Fausto Vera (Argentinos Juniors)
  • Meias: Matías Zaracho (Racing), Nicolás Capaldo (Boca Juniors), Tomás Belmonte (Lanús), Juan Brunetta (Godoy Cruz), Alexis Mac Allister (Boca Juniors), Facundo Mura (Estudiantes), Augustín Urzi (Banfield)
  • Atacantes: Nahuel Bustos (Talleres), Adolfo Gaich (San Lorenzo), Valentín Castellanos (New York City FC-EUA), Gastón Togni (Independiente) e Julián Álvarez (River Plate)

CHILE

A seleção chilena está junta desde o último dia 3 e treina na Colômbia desde o dia 7, quando desembarcou em Cali, onde fez boa parte de sua preparação. A cidade é a terra natal de Reinaldo Rueda, treinador do time principal do Chile. Ele chegou a acompanhar alguns treinamentos.

Selección Chilena

✔@LaRoja

? ¡Comenzamos!

⚽️ Con @ReinaldoRuedaDT observando la práctica, #LaRojaSub23 trabajó por primera vez en Cali pensando en el debut en el #PreolimpicoColombia2020

?? El equipo que dirige Bernardo Redín enfrenta a Ecuador el próximo 18 de enero en Pereira.

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A Roja empatou com o Colo-Colo por 0 a 0, ainda no Chile, venceu a Bolívia por 2 a 1, em amistoso já na Colômbia, e empatou por 1 a 1 contra o Orsomarso, equipe colombiana. O time é comandado pelo colombiano Bernardo Redín, um dos auxiliares de Rueda na seleção principal.

O elenco conta com dois jogadores que pertencem a clubes brasileiros: o meia Araos, do Corinthians, e o atacante Ignacio Jara, que foi anunciado pelo Goiás recentemente.

Anunciado pelo Goiás no último dia 15, Ignacio Jara estará no Pré-Olímpico — Foto: Goiás/DivulgaçãoAnunciado pelo Goiás no último dia 15, Ignacio Jara estará no Pré-Olímpico — Foto: Goiás/Divulgação

Anunciado pelo Goiás no último dia 15, Ignacio Jara estará no Pré-Olímpico — Foto: Goiás/Divulgação

Destaques: O meia Gabriel Suazo, do Colo-Colo, é um dos jovens promissores do Chile. Já atuou na seleção principal em uma partida. Iván Morales e o lateral Rebolledo também chamam atenção.

Time-base: Omar Carabalí; Raimundo Rebolledo, Nicolás Ramírez, Nicolás Díaz e Sebastián Cabrera; Tomás Alarcón, Adrián Cuadra, Araos e Gabriel Suazo; Iván Morales e Nicolás Guerra

A lista do Chile:

  • Goleiros: Omar Carabalí (Colo-Colo), Julio Fierro (Colo-Colo) e Luis Ureta (O’Higgins)
  • Defensores: Raimundo Rebolledo (Universidad Católica), Nicolás Ramírez (Huachipato), Alex Ibacache (Everton), Nicolás Fernández (Audax Italiano), Benjamín Gazzolo (Huachipato), Nicolás Díaz (Palestino), Thomas Galdames (Unión Española), Sebastián Cabrera (Palestino)
  • Meias: Gabriel Suazo (Colo Colo), Camilo Moya (Universidad de Chile), Tomás Alarcón (O’Higgins), Pablo Aránguiz (Universidad de Chile), Adrián Cuadra (Santiago Wanderers) e Ángelo Araos (Corinthians)
  • Atacantes: Iván Morales (Colo-Colo), Nicolás Guerra (Universidad de Chile), Diego Valencia (Universidad Católica), Franco Lobos (Universidad de Chile), Matías Cavalleri (Curicó Unido) e Ignacio Jara (Goiás)

COLÔMBIA

A seleção anfitriã é comandada por Arturo Reyes, que chegou a treinar o time principal interinamente em quatro amistosos em 2018, após a Copa do Mundo, antes do anúncio de Carlos Queiroz. Os Cafeteros estão treinando desde o último dia 2, quando se reuniram em Barranquilla.

A Colômbia fez apenas um amistoso preparatório para o Pré-Olímpico e não foi bem. Perdeu para a Bolívia por 1 a 0. Presente na Olimpíada de 2016, quando foi eliminada para o Brasil nas quartas de final, a seleção colombiana tenta sua sexta participação no torneio.

Dois jogadores com idade para estar na equipe e com passagens na seleção principal da Colômbia não estarão presentes: o zagueiro Jhon Lucumí, do Genk, e o atacante Luis Díaz, do Porto.

Destaques: Jorge Carrascal chegou ao River no ano passado como grande promessa do futebol colombiano e tem ganhado espaço Fez dois gols no Millonario. Benedetti se destacou no Deportivo Cali e atualmente está no América-MEX. Tem potencial.

Time-base: Esteban Ruíz; Ánderson Arroyo, Carlos Terán, Eddie Segura e Gabriel Fuentes; Eduard Atuesta, Kevin Balanta, Iván Angulo e Nicolás Benedetti; Luis Sandoval e Jorge Carrascal.

A lista da Colômbia:

  • Goleiros: Kevin Mier (Independiente Santa Fe), Sebastián Guerra (Atlético Nacional) e Esteban Armando Ruiz (Independiente Medellín)
  • Defensores: Gabriel Fuentes (Junior Barranquilla), Willer Emilio Ditta (Junior Barranquilla), Carlos Terán Díaz (Envigado), Andrés Felipe Reyes (Atlético Nacional), Andrés Felipe Balanta (Deportivo Cali), Edwin Herrera (Independiente Santa Fe), Anderson Arroyo (Mlada Boleslav-CZE) e Eddie Segura (Los Angeles FC-EUA)
  • Meias: Johan Carbonero (Once Caldas), Edwuin Cetré (Junior Barranquilla), Iván Darío Angulo (Palmeiras), Jaime Alberto Alvarado (Hércules-ESP), Álvaro Angulo (Águilas Doradas), Kevin Balanta (Tijuana), Eduard Atuesta (Los Angeles FC-EUA)
  • Atacantes: Luis Fernando Sandoval (Junior Barranquilla), Nicolás Benedetti (América-MEX), Jorge Andrés Carrascal (River Plate-ARG), Ménder García (Once Caldas) e Ricardo Márquez (Unión Magdalena)

EQUADOR

O Equador chega ao Pré-Olímpico como um dos candidatos às duas vagas para Tóquio 2020. A equipe tem oito jogadores do elenco que ficou em terceiro no último Mundial Sub-20, em junho do ano passado. Além deles, leva também o treinador: o argentino Jorge Célico, que também comandou a seleção principal como interino depois da Copa América, até a chegada de Jordi Cruyff.

Ainda em dezembro, a Tri, como é conhecida a seleção equatoriana, fez dois amistosos com o Peru em Lima. Venceu o primeiro por 1 a 0 e perdeu o segundo por 2 a 0. Antes do embarque para a Colômbia, o Equador venceu o Tecnico Universitario por 1 a 0. O time ainda fez um jogo-treino com a LDU e perdeu por 2 a 0.

FEF ??

✔@FEFecuador

#LaTriSub23

? ¡Postales de la victoria de #Ecuador! #AmistosoInternacional

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? Estadio Nacional de Lima#Preolímpico2020

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Campeão da Copa Sul-Americana e especializado em formar jovens jogadores, o Independiente Del Valle tem seis jogadores no elenco que disputará o torneio.

Destaques: Jhon Sánchez foi um dos destaques do Independiente del Valle no título da Sul-Americana, com três gols, um deles na final. Leonardo Campana foi artilheiro e campeão no último Sul-Americano Sub-20, com seis gols.

Time-base: Wellington Ramírez; Anthony Landazuri, Jackson Porozo, Gustavo Vallecilla e Luis Segovia; Alan Franco, José Cifuentes, Jordy Alcívar e Jhon Sánchez; Leonardo Campana e Alejandro Cabeza

A lista do Equador:

  • Goleiros: Wellington Ramírez (Real Sociedad-ESP), Leodán Chalá (El Nacional) e Álvaro Preciado (Delfín)
  • Defensores: Gustavo Cortez (Universidad Católica-EQU), Anthony Landazuri (Independiente del Valle), Jackson Porozo (Santos), Luis Segovia (Independiente del Valle), Gustavo Vallecilla (Barcelona-EQU), Bryan Rivera (Independiente del Valle)
  • Meias: Jordy Alcívar (LDU), Alexander Bolaños (Águilas), Jhon Jairo Sánchez (Independiente del Valle), Renny Cabezas (Guayaquil City), José Cifuentes (Los Angeles FC-EUA), Alan Franco (Independiente del Valle), Freddy Mina (Barcelona-EQU), Sergio Quintero (Barcelona-EQU) e Johan Mina (Emelec)
  • Atacantes: Wilter Ayoví (9 de Octubre), Jordan Rezabala (Tijuana-MEX), Alejandro Cabeza (Independiente del Valle) e Leonardo Campana (Barcelona-EQU)

VENEZUELA

A Venezuela irá folgar na primeira rodada do Pré-Olímpico e terá tempo de ter o seu principal reforço para o torneio, anunciado na última quinta: o meia-atacante Yeferson Soteldo, do Santos. Após a lesão de Brayan Palmezano, a Federação do país negociou com o Peixe e conseguiu a liberação do jogador, que faz parte do time principal da Vinotinto.

FVF

✔@FVF_Oficial

Yeferson Soteldo jugará el Preolímpico con la @vinotintosub23. El Presidente de FVF, Ing. Jesús Berardinelli, informó que tras varias conversaciones, lograron el permiso de su equipo Santos de Brasil. #FVF #Retoolimpico

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Treinada por Amleto Bonaccorso, a Venezuela iniciou seus treinamentos há mais de um mês, no dia 8 de dezembro. Está na Colômbia desde o último dia 3. O time tenta sua segunda participação olímpica. Esteve nos jogos de 1980, em Moscou.

A equipe fez três partidas preparatórias para o Pré-Olímpico: goleou por 5 a 1 uma seleção do Departamento de Risaralda, na Colômbia, empatou por 2 a 2 com o Deportivo Pereira, time anfitrião da cidade onde as partidas do Grupo A serão disputados, e venceu o Cortuluá por 2 a 1.

Jan Hurtado, atacante do Boca Juniors, é um dos destaques da Venezuela — Foto: Divulgação/VenezuelaJan Hurtado, atacante do Boca Juniors, é um dos destaques da Venezuela — Foto: Divulgação/Venezuela

Jan Hurtado, atacante do Boca Juniors, é um dos destaques da Venezuela — Foto: Divulgação/Venezuela

Destaques: Além de Soteldo, que chegará ao time para ser o principal jogador, a Vinotinto também tem Jan Hurtado, jovem atacante que se destacou no Gimnasia y Esgrima e está no Boca Juniors desde o ano passado.

Time-base: Cristopher Varela; Pablo Bonilla, Williams Velásquez, Josua Mejías e Jean Fuentes; Rommell Ibarra, Cristián Cásseres e Daniel Saggiomo; Jesús Vargas, Jan Hurtado e Soteldo

A lista da Venezuela:

  • Goleiros: Miguel Silva (RB New York-EUA), Cristopher Varela (Deportivo Táchira) e Wilbert Hernández (Caracas)
  • Defensores: Pablo Bonilla (Deportivo La Guaira), Sandro Notaroberto (Estudiantes de Caracas), Josua Mejías (Atlético de Madrid-ESP), Rommel Ibarra (Deportivo La Guaira), Williams Velásquez (Watford-ING) e Jean Fuentes (Deportivo La Guaira)
  • Meias: Miguel Navarro (Deportivo La Guaira), Christian Larotonda (Metropolitanos), José Rivas (Trujillanos), Christian Rivas (Estudiantes de Mérida), Matías Lacava (Academia Puerto Cabello), Aitor López (Estudiantes de Caracas), Cristian Cásseres (RB New York-EUA), Anderson Contreras (Caracas), Jhon Marchán (Portuguesa FC)
  • Atacantes: Jholvis Acevedo (Metropolitanos), Jan Hurtado (Boca Juniors-ARG), Daniel Saggiomo (Caracas) e Jesús Vargas (Gimnasia y Esgrima-ARG) e Yeferson Soteldo (Santos)

Grupo B

BRASIL

As mudanças foram constantes no percurso deste Brasil sub-23. Campeão olímpico em 2016, nos pênaltis, no Maracanã, as mudanças começaram de cima para baixo. Sylvinho era o eleito para dirigir a equipe, mas foi para o Lyon. André Jardine, que durou pouco no comando do São Paulo, assumiu e foi direto para Toulon, conquistando o tradicional torneio de base.

A base daquela equipe ainda norteia Jardine. Ivan, Guga, Matheus Henrique, Pedrinho, Antony, Paulinho, Matheus Cunha, Iago e Bruno Tabata fizeram parte da primeira lista e sobreviveram entre muitas mexidas até fechar os nomes do pré-olímpico – ao todo foram oito mudanças por vetos de europeus.

Guga e Matheus Henrique comemoram gol da seleção brasileira sub-23: time treinou durante 12 dias na Granja Comary — Foto: Lucas Figueiredo/CBFGuga e Matheus Henrique comemoram gol da seleção brasileira sub-23: time treinou durante 12 dias na Granja Comary — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Guga e Matheus Henrique comemoram gol da seleção brasileira sub-23: time treinou durante 12 dias na Granja Comary — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O Brasil fez 13 jogos com Jardine – dois deles em caráter de jogo-treino na fase final de preparação, na Granja Comary. Apesar da necessidade de mudanças de time, os resultados foram bons – oito vitórias, um empate e duas derrotas (Japão em amistoso e Argentina, no torneio de Tenerife, em novembro).

Destaques: Bruno Guimarães comanda o meio de campo do Brasil, ao lado de Matheus Henrique, convocado por Tite no ano passado. Na frente, o trio Antony, Paulinho e Matheus Cunha, que fez 10 gols em 13 partidas com Jardine, costuma dar trabalho. Banco de Pedrinho, a jovem estrela do Real Madrid Reinier é uma atração do torneio.

Time-base: Ivan, Guga, Nino, Robson Bambu e Caio Henrique; Bruno Guimarães, Matheus Henrique e Pedrinho; Antony, Paulinho e Matheus Cunha.

A lista do Brasil:

  • Goleiros: Cleiton (Atlético-MG), Ivan (Ponte Preta) e Phelipe (Grêmio).
  • Defensores: Dodô (Shakhtar-UCR), Guga (Atlético-MG) Iago (Augsburg-ALE), Caio Henrique (Grêmio), Nino (Fluminense), Bruno Fuchs (Internacional), Robson Bambu (Athletico-PR).
  • Meias: Bruno Guimarães (Athletico-PR), Maycon (Shakhtar-UCR), Igor Gomes (São Paulo), Matheus Henrique (Grêmio), Reinier (Flamengo), Bruno Tabata (Portimonense-POR).
  • Atacantes: Antony (São Paulo), Pepê (Grêmio), Matheus Cunha (Leipzig), Paulinho (Bayer Leverkusen), Pedrinho (Corinthians) e Yuri Alberto (Santos).

PERU

A torcida do Fluminense já se adiantou para conhecer mais de Fernando Pacheco, de 20 anos. O novo reforço do Tricolor é titular do técnico Norberto Solano, ao lado de José Rivera e Christopher Olivares no ataque, e fez 30 jogos como titular, com cinco gols pelo Sporting Cristal, na última temporada.

Os peruanos venceram duas vezes o Equador em amistosos disputados em solo inca: 1 a 0, dia 18 de dezembro, no estádio Nacional, e 2 a 0, no centro de treinamento de Videna. Também venceram El Salvador em outras duas oportunidades na última semana, 2 a 0 e 1 a 0, nos dias 9 e 10 de janeiro.

Camisa 10 da seleção peruana, Fernando Pacheco, revelação do Sporting Cristal, foi contratado pelo Fluminense  — Foto: Divulgação/FPFCamisa 10 da seleção peruana, Fernando Pacheco, revelação do Sporting Cristal, foi contratado pelo Fluminense  — Foto: Divulgação/FPF

Camisa 10 da seleção peruana, Fernando Pacheco, revelação do Sporting Cristal, foi contratado pelo Fluminense — Foto: Divulgação/FPF

Às vésperas da viagem para a Colômbia, na última quarta-feira, o Peru venceu por 4 a 0 a equipe do SAFAP, uma agremiação de jogadores profissionais sem contrato.

Destaques:

Time-base: Renato Solís, Franco Medina, Eduardo Caballero, Gianfranco Chávez, Marco López; Jesús Pretell, Aldair Fuentes, Yuriel Celi; Fernando Pacheco, José Rivera y Christopher Olivares.

A lista do Peru:

  • Goleiros: Pedro Ynamine (Universidad San Martín), Ángel Zamudio (Unión Comercio), Renato Solís (Sporting Cristal).
  • Defensores: Eduardo Rabanal (Deportivo Municipal), Gianfranco Chávez (Sporting Cristal), Eduardo Caballero (Deportivo Municipal), José Luján (Universidad San Martín), Franco Medina (Alianza Lima), Marco Saravia (Deportivo Municipal), Dylan Caro (Alianza Lima), Marcos López (San José Earthquakes-EUA).
  • Meias: Jesús Pretell (Sporting Cristal), Jordan Guivin (Universidad San Martín), Jorge Murrugarra (UTC), Aldair Fuentes (Alianza Lima), Jairo Concha (Universidad San Martín), Yuriel Celi (Cantolao).
  • Atacantes: Kevin Sandoval (Sporting Cristal), Fernando Pacheco (Fluminense), José Rivera (Unión Comercio), Luis Carranza (Sporting Cristal), Christopher Olivares (Sporting Cristal) e Sebastián Gonzáles (Sport Boys).

URUGUAI

Com remanescentes do time que foi campeão sul-americano em 2017 no Equador, o Uruguai é o segundo adversário do Brasil no grupo B. O técnico Gustavo Ferreyra substituiu Fabián Coito, ex-auxiliar do Maestro Tabaréz na seleção principal. Reunida desde o início de dezembro no Complexo Celeste em Montevidéu, os uruguaios fizeram sete jogos-treinos. Venceram três adversários locais (5 a 0 e 4 a 1 no San José Capital e um 2 a 0 no Colonia).

Os últimos quatro amistosos foram disputados em janeiro. Em um, empatou contra Seleção da Liga Premier do México por 1 a 1. E duas partidas contra um selecionado da Federação Gaúcha de Futebol – dias 7 e 10 de janeiro, com uma derrota (2 a 1) e um empate (1 a 1). No último teste, sábado passado, com reservas, vitória por 2 a 1 sobre o Progreso, do Uruguai.

Santiago Rodríguez no amistoso contra o selecionado da Federação Gaúcha de Futebol — Foto: Divulgação/AUFSantiago Rodríguez no amistoso contra o selecionado da Federação Gaúcha de Futebol — Foto: Divulgação/AUF

Santiago Rodríguez no amistoso contra o selecionado da Federação Gaúcha de Futebol — Foto: Divulgação/AUF

Destaques: Um dos principais jogadores é Diego Rossi, ex-Peñarol, que hoje joga na MLS, no Los Angeles FC. O jovem camisa 10 Santíago Rodríguez, do Nacional, o atacante Viñas, do América do México, e os meias Carlos Benavídez, do Independiente (ARG), e Facundo Waller, do Plaza Colonia (URU), também são destaques.

Time-base: Ignacio de Arruabarrena, José Luis Rodríguez, Santiago Bueno, Cáceres, Araújo; Nicolas Acevedo, Carlos Benavidez e Facundo Waller (Sanabria); Diego Rossi, Federico Viñas e Santiago Rodríguez (Joaquín Piquerez).

A lista do Uruguai:

  • Goleiros: Ignacio de Arruabarrena (Wanderers), Cristopher Fiermarín (Torque) e Rodrigo Formento (Cerro).
  • Defensores: Santiago Bueno (Girona-ESP), Maximiliano Araújo (Puebla-MEX), Jonathan González (Defensor), Sebastián Cáceres (Liverpool-URU), Emanuel Gularte (Progreso), Mathías Laborda (Nacional), Agustín Oliveros (Racing-URU), José Luis Rodríguez (Racing-ARG).
  • Meias: Nicolás Acevedo (Liverpool-URU), Carlos Benavídez (Independiente-ARG), Francisco Ginella (Los Angeles FC-EUA), Joaquín Piquerez (River Plate-URU), Santiago Rodríguez (Nacional), Juan Manuel Sanabria (Atlético de Madrid-ESP), Manuel Ugarte (Fénix) e Facundo Waller (Plaza Colonia).
  • Atacantes: Matías Arezo (River Plate-URU), Juan Ignacio Ramírez (Liverpool-URU), Diego Rossi (Los Angeles FC-EUA) e Federico Viñas (América-MEX).

BOLÍVIA

A seleção boliviana foi a última entre as 10 seleções sul-americanas a divulgar os 23 escolhidos. O técnico César Farías, que também dirige a seleção principal, teve dificuldades para fechar a lista, depois de selecionar 32 atletas.

Se demorou a convocar, a “verdecita” foi uma das primeiras a chegar à Colômbia. Foram dois amistosos em terras colombianas. Em Cali, perdeu para o Chile por 2 a 1 – descontou o zagueiro José María Carrasco. Depois, em Barranquilla, no estádio Romelio Martínez, surpreendeu e venceu a Colômbia por 1 a 0 – gol marcado de pênalti pelo Moises Villarroel.

Delegação boliviana na Colômbia: seleção foi a última a divulgar os 23 convocados — Foto: Seleção Boliviana de FutebolDelegação boliviana na Colômbia: seleção foi a última a divulgar os 23 convocados — Foto: Seleção Boliviana de Futebol

Delegação boliviana na Colômbia: seleção foi a última a divulgar os 23 convocados — Foto: Seleção Boliviana de Futebol

Às vésperas da estreia, uma zebra: perdeu no campo anexo do hotel, em Armênia, para o modesto Deportivo Pereira. O tradicional clube colombiano goleou por 4 a 1 – gol boliviano foi de César Menacho.

Destaques: Com passagem pelo Universitário do Peru e retorno ao Strongest, Henry Vaca, de 21 anos, é o camisa 10 e deve ser o capitão da equipe. O rápido meia John García, do Oriente Petrolero, é outro destaque.

Time-base: Ruben Cordano, Jairo Quinteros, José María Carrasco, Sebastián Reyes e Roberto Carlos Fernández; Moises Villarroel, Franz González, Rodrigo Cabrera, Jhon García; Henry Vaca e Victor Abrego.

A lista da Bolívia:

  • Goleiros: Ruben Cordano (Blooming), Jhon Cuellar (Guabirá), Leonardo Claros (Always Ready).
  • Defensores: Juan Reyes (Wilstermann), Walter Antelo (Sport Boys), Jairo Quinteros (Valencia B-ESP), Jose Carrasco (Blooming), Antonio Bustamante (DC United), Rodrigo Cabrera (Royal Pari), Alex Arano Ruiz (Blooming), Roberto Fernandez (Bolívar).
  • Meias: John Garcia Sossa (Oriente Petrolero), Moises Villarroel (Wilstermann), Henry Vaca (Strongest), Franz Gonzales Mejia (Sport Boys), Robert Cueto (Blooming), Hector Sanchez (Strongest).
  • Atacantes: Cesar Menacho Claros (Blooming), Bruno Miranda Villagomez (Wilstermann), Daniel Moisés Calero Salazar (Strongest), Luis Fernando Saldias Muñoz (Oriente Petrolero), Victor Abrego Aguilera (Destroyer) e Layonel Figueroa Prado (Royal Pari).

PARAGUAI

Medalha de prata nas olimpíadas de 2004 (a campeã foi a Argentina), o Paraguai é comando pelo treinador Ernesto Marcucci. A seleção “albirroja” iniciou a preparação em julho de 2019. O time fez cinco amistosos contra rivais sul-americanos e passou invicto. Venceu duas vezes a Venezuela em novembro (3 a 1 e 3 a 0). Em dezembro, ganhou da Colômbia por 3 a 1 e empatou por 2 a 2.

Os paraguaios também fizeram treinos na Argentina e amistoso contra os vizinhos dia 8 de janeiro, no estádio do Club Atlético Platense. No empate por 1 a 1, o atacante Jesús Medina marcou para os paraguaios. Alexis Mac Allister, do Boca, fez o gol dos argentinos. O último compromisso foi diante do General Díaz, no centro de treinamento Ypané. A vitória por 2 a 1, nessa segunda-feira, foi o último amistoso antes da estreia.

Paraguaios tiveram confrontos contra sul-americanos e saíram invictos — Foto: Divulgação Associação Paraguaia de FutebolParaguaios tiveram confrontos contra sul-americanos e saíram invictos — Foto: Divulgação Associação Paraguaia de Futebol

Paraguaios tiveram confrontos contra sul-americanos e saíram invictos — Foto: Divulgação Associação Paraguaia de Futebol

Destaques: Dois jogadores do Cerro, o defensor Santiago Arzamendia e o meia Mathias Villasanti já atuam entre os profissionais e chamam a atenção de clubes sul-americanos. O desfalque ficou por conta do atacante Sebastian Ferreira, que era o principal atacante na preparação, mas foi vetado pelo Morelia, do México. No lugar, foi chamado Sergio Bareiro, do General Díaz.

Time-base: Marino Arzamendia, Rodi Ferreira, Pablo Meza, Roberto Fernández e Santiago Arzamendia; Iván Franco, Jorge Morel, Mathías Villasanti e Hugo Fernández; Sergio Díaz e Erik López.

A lista do Paraguai:

  • Goleiros: Marino Arzamendia (Sportivo Luqueño), Miguel Martínez (General Díaz) e Luis Franco (Sol de América).
  • Defensores: Saúl Salcedo (Huracán-ARG), Santiago Arzamendia (Cerro Porteño), Rodi Ferreira (Nacional-PAR), Pablo Meza (General Díaz), Roberto Fernández (Guaraní), Matías Espinoza (Libertad) e Enzo Giménez (General Díaz).
  • Meias: Jorge Morel (Guaraní), Cristhian Paredes (Portland Timbers-EUA), Aldo Maíz (General Díaz), Cristian Núñez (Vélez Sarsfield-ARG), Mathias Villasanti (Cerro Porteño), Braian Ojeda (Defensa y Justicia-ARG) e Sergio Díaz (Cerro Porteño).
  • Atacantes: Sergio Bareiro (General Díaz), Jesús Medina (New York City FC-EUA), Iván Franco (Libertad), Erik López (Olimpia), Blas Armoa (Sportivo Luqueño) e Hugo Fernández (Olimpia).

Regulamento

São 10 seleções divididas em dois grupos. Todos jogam entre si. A cada rodada uma seleção folga. Da primeira fase, classificam-se dois por grupo. Na fase final, novamente todos jogam entre si no quadrangular. Apenas os dois melhores pontuadores se classificam para Tóquio 2020.

O caminho até Tóquio 2020 — Foto: InfoesporteO caminho até Tóquio 2020 — Foto: Infoesporte

O caminho até Tóquio 2020 — Foto: Infoesporte

As sedes

Armênia

Estádio Centenário de Armênia, palco da estreia do Brasil no Pré-Olímpico — Foto: InfoesporteEstádio Centenário de Armênia, palco da estreia do Brasil no Pré-Olímpico — Foto: Infoesporte

Estádio Centenário de Armênia, palco da estreia do Brasil no Pré-Olímpico — Foto: Infoesporte

Casa da seleção brasileira na primeira, a cidade fica a cerca de 280 km da capital Bogotá e é famosa por suas plantações de café. Receberá dez jogos da primeira fase, sendo oito do Grupo B. Estádio Centenário de Armênia tem capacidade para 20 mil pessoas.

Pereira

Estádio Hernán Ramírez Villegas, onde joga o Deportivo Pereira — Foto: InfoesporteEstádio Hernán Ramírez Villegas, onde joga o Deportivo Pereira — Foto: Infoesporte

Estádio Hernán Ramírez Villegas, onde joga o Deportivo Pereira — Foto: Infoesporte

Palco da maioria das partidas do grupo A, o estádio Hernán Ramírez Villegas comporta aproximadamente 30 mil pessoas. Assim como Armênia, Pereira foi uma das sedes da Copa América de 2001 e do Campeonato Sul-Americano Sub-20 em 2005. Também famosa pela produção cafeeira, fica a 359 Km da capital colombiana.

Bucaramanga

Estádio Alfonso López, casa do Atlético Bucaramanga e da fase final do Pré-Olímpico — Foto: InfoesporteEstádio Alfonso López, casa do Atlético Bucaramanga e da fase final do Pré-Olímpico — Foto: Infoesporte

Estádio Alfonso López, casa do Atlético Bucaramanga e da fase final do Pré-Olímpico — Foto: Infoesporte

Capital do departamento de Santander e a 384 km de Bogotá, cidade foi escolhida para receber todos os jogos do quadrangular final do Pré-Olímpico. Partidas acontecerão no estádio Alfonso López, que foi inaugurado em 1941 e desde 2017 possui gramado sintético. Tem capacidade para 27 mil pessoas.

FONTE: GLOBOESPORTE.COM

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  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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