Esporte

Cariocão começa hoje com estreia do Flamengo

Favorito, Flamengo abre brecha na Taça Guanabara; Vasco aposta na garotada, enquanto a dupla Fluminense e Botafogo espera colocar reforços para jogar logo. Fórmula tradicional é resgatada

A fase principal do Campeonato Carioca começa a ser disputada neste fim de semana – isso porque a preliminar, com seis clubes brigando por duas vagas na elite, deu o pontapé inicial em dezembro. Flamengo e Botafogo vão a campo neste sábado, enquanto Vasco e Fluminense fazem suas estreias no domingo.

No Grupo A, a dupla Flamengo e Botafogo tem a companhia de Boavista, Cabofriense, Bangu e Portuguesa. No B, Fluminense e Vasco vão disputar vagas com Macaé, Madureira, Resende e Volta Redonda.

Para a edição 2020, a fórmula com os campeões de cada turno fazendo a grande final da competição foi retomada. A novidade no regulamento, no entanto, está no artigo 29, que diz que “caso uma única associação seja campeã da Taça Guanabara e da Taça Rio, e uma ou mais associações tenham obtido maior número de pontos do que a campeã, no somatório de pontos das partidas dos Grupos A e B da Taça Guanabara e Taça Rio, a final será realizada entre a campeã dos 2 (dois) turnos e a associação que tenha obtido o maior número de pontos ganhos do que a campeã”.

Ou seja, faturar os dois turnos só garante o título caso essa mesma equipe tenha, também, o maior número de pontos no somatório das duas fases. Veja o regulamento ilustrado:

Regulamento ilustrado do Campeonato Carioca 2020 — Foto: InfoesporteRegulamento ilustrado do Campeonato Carioca 2020 — Foto: Infoesporte

CONFIRA DETALHES DAS EQUIPES

BANGU

Terceiro colocado no Carioca 2019, quando ficou atrás apenas do campeão Flamengo e do vice-campeão Vasco, o Alvirrubro se espelha na campanha do ano passado para tentar surpreender novamente. Para isso, o time comandado pelo técnico Eduardo Allax foi ao mercado e contratou praticamente dois times inteiros. O Bangu tem dois títulos estaduais: em 1933 e 1966.

 Kelvin vai jogar o Carioca novamente pelo Bangu — Foto: João Carlos Gomes/Bangu

Kelvin vai jogar o Carioca novamente pelo Bangu — Foto: João Carlos Gomes/Bangu

BOAVISTA

O queridinho de Saquarema tem o costume de montar equipes competitivas, e ao que tudo indica não será diferente em 2020. Sob o comando do técnico Paulo Bonamigo, que passou os últimos 10 anos trabalhando no futebol árabe, o Verdão de Bacaxá tem como destaques no elenco o atacante Erick Flores (ex-Flamengo), o volante Fernando Bob (ex-Fluminense e Ponte Preta) e o atacante Robert (ex-Fluminense). A melhor campanha do clube no Carioca foi em 2011, quando terminou em quarto lugar.

Robert vai jogar o Carioca novamente pelo Boavista — Foto: Edgard Maciel de Sá

Robert vai jogar o Carioca novamente pelo Boavista — Foto: Edgard Maciel de Sá

BOTAFOGO

Depois de ser eliminado na primeira fase do Carioca em 2019, o Botafogo busca superar as adversidades extracampo para voltar a disputar o título nesta temporada. Para isso, o técnico Alberto Valentim conta com um elenco cheio de caras novas: ao todo, foram dez reforços contratados pela diretoria alvinegra.

Além das contratações, muita gente deixou o grupo no fim do ano passado, entre eles o centroavante Diego Souza, que saiu após acordo com o clube. Quem teve contrato encerrado em dezembro de 2019 não renovou, a exceção do goleiro Diego Cavalieri, de 37 anos, que estendeu o vínculo até o fim de 2020.

A comissão técnica também segue a mesma. A estreia do Botafogo no estadual será contra o Volta Redonda, neste sábado, às 18h, no Estádio Raulino de Oliveira.

  • Novidade: depois de um 2019 sem criatividade no meio, espera-se que a produção melhore com a contratação de Bruno Nazário, que tem se destacado nos primeiros treinos em Domingos Martins-ES. Leandrinho, que estava no Sport, também é opção para Valentim.
  • Ponto forte: o Botafogo tende a ser um time mais veloz em 2020. Com o rejuvenescimento do elenco, a equipe lenta – um dos principais problemas de 2019 – pode dar lugar a um equipe mais ágil na troca de passes.
  • Ponto fraco: o clube concentrou as contratações em jogadores jovens e sem visibilidade no cenário nacional. Se por um lado, a aposta vai aliviar os cofres do Alvinegro, por outro é um risco pela falta de experiência dos novos nomes do elenco.
  • Técnico: contratado em outubro de 2019, Alberto Valentim terminou o ano sem muita credibilidade depois de atuações ruins e resultados longe do esperado. Mas ajudou a livrar o Botafogo do rebaixamento e ganhou sobrevida.
Alberto Valentim, técnico do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Alberto Valentim, técnico do Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo

CABOFRIENSE

Quarto colocado nas edições de 2006 e 2014 do Carioca, o Tricolor Praiano, como é carinhosamente chamado o clube de Cabo Frio, aposta suas fichas na experiência do técnico Alfredo Sampaio e no pacotão de reforços contratado para a temporada. Entre eles, os atacantes Rafael Pernão, revelado pelo Fluminense, e Rincón, ex-Santa Cruz. A Cabofriense vai para a sétima edição consecutiva na elite do futebol do Rio.

Alfredo Sampaio comandará a Cabofriense no Carioca — Foto: Eduardo Araujo/Cabofriense

Alfredo Sampaio comandará a Cabofriense no Carioca — Foto: Eduardo Araujo/Cabofriense

FLAMENGO

O Flamengo se dividirá em dois no Campeonato Carioca. Com o elenco principal ainda de folga, o início na Taça Guanabara será disputado com um time formado por jovens do sub-20 e outros que estouraram a idade e têm alguma experiência nos profissionais.

Nomes como o goleiro Gabriel Batista, o lateral-direito João Lucas, o zagueiro Dantas, os volantes Hugo Moura e Vinicius e os atacantes Lucas Silva e Vitor Gabriel já jogaram pela equipe principal. Serão eles os responsáveis por conduzir o time neste início. O elenco principal do Flamengo só se apresenta no dia 27 de janeiro, e a ideia é de que seu primeiro jogo oficial seja na Supercopa do Brasil, dia 16 de fevereiro. Assim, só depois é possível imaginar o Rubro-Negro com força máxima no Carioca.

Além dos destaques de 2019, a diretoria foi ao mercado e reforçou ainda mais o elenco: o zagueiro Gustavo Henrique, o volante Thiago Maia e os atacantes Pedro Rocha, Michael e Pedro são as caras novas.

  • Novidade: o lateral-direito Matheuzinho terá no Carioca a oportunidade de mostrar que pode ser o reserva imediato de Rafinha. A diretoria optou por não trazer um reforço para o setor por enquanto. O jovem veio ano passado do Londrina e é tratado como grande promessa.
  • Ponto forte: o elenco principal rubro-negro é o mais forte do torneio. Uma vez que Jorge Jesus decida utilizar seus melhores jogadores, o Flamengo se tornará um dos favoritos ao título.
  • Ponto fraco: o início da campanha será com uma equipe de jovens, com pouca experiência entre os profissionais. Isso pode atrapalhar a campanha na Taça Guanabara.
  • Técnico: na Taça Guanabara, Mauricio Souza, do sub-20, será o responsável por comandar a garotada. Depois, com o fim das férias do time principal, Jorge Jesus assume.
Michael deve estrear pelo Flamengo ainda na Taça Guanabara — Foto: Flamengo

Michael deve estrear pelo Flamengo ainda na Taça Guanabara — Foto: Flamengo

FLUMINENSE

Após virar o ano zerado de contratações, o Fluminense aqueceu o mercado na pré-temporada e fez oito contratações antes da estreia no Carioca, além da chegada do técnico Odair Hellmann e de seis renovações no elenco de 2019.

O time perdeu peças importantes, como Caio Henrique e Allan. Por sua vez, a diretoria apostou em medalhões, como Hudson, Henrique e Egídio, e em apostas em jovens, como Caio Paulista, Felippe Cardoso, o peruano Fernando Pacheco e o uruguaio Michel Araújo.

O clube também acertou os salários atrasados de 2019. A pré-temporada foi no CT Carlos Castilho e teve um jogo-treino antes de começar o Carioca: vitória por 7 a 0 sobre o Porto Real. A estreia será contra a Cabofriense domingo, às 19h, em Bacaxá.

  • Novidade: camisa 10 da seleção olímpica peruana, o atacante Fernando Pacheco carrega muitas das fichas das apostas dos tricolores para 2020.
  • Ponto forte: manutenção da base e a experiência que o time ganhou com os reforços.
  • Ponto fraco: ataque muito jovem e com jogadores de poucos gols que podem sentir a pressão
  • Técnico: ex-jogador do clube, Odair volta agora como técnico e com esperança de repetir o bom trabalho do Inter.

Evanilson, do Fluminense — Foto: Lucas MerçonEvanilson, do Fluminense — Foto: Lucas Merçon

Evanilson, do Fluminense — Foto: Lucas Merçon

MACAÉ

Apontado como o patinho feio da chamada Seletiva, que é a fase preliminar do Carioca, o Macaé surpreendeu os adversários e garantiu sua vaga na fase nobre da competição. Cabe ao técnico Mario Junior, experiente em equipes de menor expressão, a missão de comandar o clube que jamais terminou a competição entre os quatro primeiros. Por lá, ainda está o interminável volante Gedeil, ídolo da torcida alvianil. E, além disso, fiquem de olho no atacante chamado Matheus Babi. Artilheiro da Seletiva, com quatro gols, o garoto de 22 anos mostrou que sabe balançar as redes…

Matheus Babi, do Macaé, foi o artilheiro da Seletiva — Foto: Vanderlei Corrêa/Macaé

Matheus Babi, do Macaé, foi o artilheiro da Seletiva — Foto: Vanderlei Corrêa/Macaé

MADUREIRA

Tradicionalíssimo clube do Rio de Janeiro, o Madureira vai para a disputa sob o comando de outra figura carimbada do futebol carioca: o técnico Toninho Andrade. No elenco, estão nomes menos badalados – destaque talvez para o atacante Paulo Rangel, de 34 anos, que tem no currículo passagens por Londrina e Paysandu. O Tricolor Suburbano foi vice-campeão do Carioca por duas ocasiões, em 1936 e 2006. E nunca conseguiu levantar a taça.

Treino do Madureira — Foto: Divulgação / Madureira

Treino do Madureira — Foto: Divulgação / Madureira

PORTUGUESA

A exemplo do Macaé, a Lusa precisou pela Seletiva antes de chegar à fase principal. E se virou muito bem: duas vitórias e dois empates nas quatro partidas. Fruto do bom trabalho de Rogério Corrêa, que está tendo na Portuguesa sua primeira experiência como treinador profissional. Os nomes mais conhecidos do elenco é sem dúvidas o de Jobson, ex-Botafogo e Atlético-MG, e Vinícius Pacheco, ex-Flamengo.

Vinicius Pacheco, reforço da Portuguesa-RJ — Foto: Divulgação / A. A. PortuguesaVinicius Pacheco, reforço da Portuguesa-RJ — Foto: Divulgação / A. A. Portuguesa

Vinicius Pacheco, reforço da Portuguesa-RJ — Foto: Divulgação / A. A. Portuguesa

RESENDE

Uma das equipes de menor investimento com melhor estrutura, o Resende ainda carece de bons resultados no Campeonato Carioca. Nunca terminou entre os quatro primeiros, por exemplo. O técnico será mais uma vez Edson Souza, que concluiu recentemente o curso da CBF e adquiriu a licença A de treinador. No elenco, destaques para jogadores que não são novidade para a torcida do Gigante do Vale, como o atacante Waldir e o volante Vitinho.

Resende durante jogo-treino contra o Volta Redonda — Foto: Divulgação/VRFCResende durante jogo-treino contra o Volta Redonda — Foto: Divulgação/VRFC

Resende durante jogo-treino contra o Volta Redonda — Foto: Divulgação/VRFC

VASCO

Com problemas financeiros, o Vasco inicia o Campeonato Carioca com um elenco rejuvenescido. Com muitas saídas e poucos recursos para contratações, o time, agora sob o comando de Abel Braga, foi buscar na base as peças de reposição.

A garotada hoje dá o tom do Vasco. Talles Magno e Marrony são bons exemplos. Após se firmarem na temporada passada, os dois comandarão o ataque cruz-maltino, ao lado de Germán Cano, única novidade até o momento. O argentino chega credenciado pela expressiva marca de 41 gols no Independiente de Medelín, no ano passado.

Mais de 20 jogadores saíram, mas poucos, de fato, deixarão saudades. Casos de Rossi e Henriquéz. O colombiano Fredy Guarín também é uma ausência sentida, mas o Vasco ainda negocia a renovação do colombiano. Outra novidade está no banco. Sem acordo com Vanderlei Luxemburgo, o Vasco foi em busca mais um medalhão. Abel Braga está de volta ao clube e pretende alternar times titular e reserva no início do Carioca. A pré-temporada foi realizada no CT do Almirante, no Rio de Janeiro.

  • Novidade: Germán Cano chega com a responsabilidade de acabar com o problema de gols do Vasco.
  • Ponto forte: a torcida comprou a barulho do clube, entendeu as limitações de momento e empurrou o time na reta final de 2019. Além disso, teve participação impressionante em campanhas de sócio-torcedor e CT. A ideia é repetir o apoio em 2020.
  • Ponto fraco: a falta de experiência. Embora tenha jovens promissores, muitos ainda precisam ser testados e a responsabilidade pode ser muita, especialmente ao longo da temporada.
  • Técnico: Abel Braga está de volta ao Vasco após 20 anos. Multicampeão, o treinador assume o clube após trabalhos contestados em Flamengo e Cruzeiro, no ano passado. Abel, no entanto, foi campeão carioca no ano passado, com o Rubro-Negro.

Germán Cano é a grande novidade do Vasco — Foto: Carlos Gregório Jr/VascoGermán Cano é a grande novidade do Vasco — Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco

Germán Cano é a grande novidade do Vasco — Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco

VOLTA REDONDA

Vice-campeão em 2005, o Voltaço é outro que costuma dar trabalho aos grandes, embora nunca tenha sido campeão carioca. Para este ano, o técnico da equipe será Luizinho Vieira, e o elenco tem como destaque a presença de Bernardo. Aquele mesmo, ex-Vasco, que voltou ao Rio de Janeiro aos 29 anos com a promessa de que ainda pode render. O meia Marcelo e o zagueiro Luan também merecem menção.

Bernardo (no meio) é o destaque do Volta Redonda — Foto: Divulgação/Volta Redonda FCBernardo (no meio) é o destaque do Volta Redonda — Foto: Divulgação/Volta Redonda FC

Bernardo (no meio) é o destaque do Volta Redonda — Foto: Divulgação/Volta Redonda FC

FONTE: GLOBOESPORTE.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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