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Por unanimidade, STJ rejeita federalização do caso Marielle Franco

A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, pela rejeição ao pedido de federalização da investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), nesta quarta-feira. O voto da relatora do caso, Laurita Vaz, foi seguido pelos outro sete ministros presentes na sessão. Com isso, o caso permanece com as autoridades fluminenses.

A relatora citou as diretrizes necessárias para o deslocamento de competência – existência de grave lesão de direitos humanos, risco de responsabilização internacional e incapacidade das autoridades legais de prover respostas efetivas. E disse que as características não foram identificadas no caso.

“Eu julgo improcedente o pedido de deslocamento de competência uma vez que não estão demonstrados nos autos os seus propósitos”, explicou.

“O contexto delineado nesses autos, ao meu ver, sugere que o trabalho investigatório desenvolvido pelas autoridades locais ate o momento não está sendo obstado ou desvirtuado por eventual tentativa de ingerências desses grupos”, afirmou, em referência a possíveis criminosos infiltrados nas forças de segurança do estado.

A relatora fez questão de ressaltar ao “público leigo” que sua decisão “não se traduz de forma alguma” em demérito para a PF ou para o MPF. “São instituições das mais respeitadas do país e são assim reconhecidas pelo altíssimo nível dos seus representantes”, disse.

O pedido de federalização foi protocolado pela ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge, em setembro de 2019, em seu ultimo dia no cargo de PGR. Na época, Dodge alegou que havia “inércia” na investigação dos homicídios de Marielle e do motorista Anderson Gomes por parte da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio (MPRJ). O crime ocorreu em 14 de março de 2018.

Os ministros Jorge Mussi, Sebastião Reis Junior, Rogerio Schietti Cruz, Reynaldo Fonseca, Ribeiro Dantas, Antonio Saldanha e Joel Ilan Paciornik votaram após a relatora, também pela manutenção do caso no Rio de Janeiro. Em sua análise, Mussi citou as diretrizes necessárias para a transferência da investigação e disse que não as encontrou no caso analisado.

“Diante desse contexto, no qual constam a instauração de oito inquéritos policiais, dois procedimentos de investigação criminal, cinco ações penais ajuizadas, todas decorrentes de fatos que resultaram na morte da vereadora Marielle Francisca da Silva e seu motorista Anderson Pedro Matias Gomes, resta demonstrado que as autoridades estaduais, a meu sentir, se encontram empenhadas em dar uma resposta eficiente a violação desse direito humano, o que afasta o deslocamento da competência”, disse.

Em seu voto, também contrário à federalização do caso, o ministro Rogerio Schietti Cruz afirmou que “tudo indica” que o crime contra Marielle também foi motivado pelo fato da vereadora ser uma mulher, vinda da periferia, negra e lésbica.

“Ingredientes que em uma cultura patriarcal, misógena, racista e preconceituosa, potencializaram a reação de quem se sentiu incomodado, quer pelas denúncias feitas no exercício do mandato parlamentar da vereadora Marielle Franco, quer pela postura de uma mulher intimorata que, representando as intituladas minorias, arrostou milicianos e policiais na reiterada e permanente violação de direitos das pessoas que habitam nas comunidades do Rio de Janeiro”, disse.

Antes do julgamento, o presidente da Terceira Seção do STJ, responsável pela análise do Incidente de Deslocamento de Competência (IDC, nome técnico da federalização), Nefi Cordeiro, fez uma defesa do Judiciário e afirmou que a análise não seria política, mas jurídica. O ministro também afirmou que o poder Judiciário não pode atuar “sub ameaças ou pressões”.

“Esta nota se faz necessária em momento onde se vê ataques personalizados a juízes em decorrência das suas decisões, onde se vê ataques institucionais ao Judiciário, que atua na sua estrita função de guardião das promessas da Constituição e das leis. A sociedade precisa do judiciário realmente independente, que exerça com integralidade a suas funções. É preciso proteger o Judiciário não como proteção aos juízes, mas à sociedade”, afirmou.

Família pediu manutenção do caso no RJ

A advogada Luciana Pivato, representante da viúva de Marielle, Monica Benicio, afirmou que, apesar de possíveis criticas à investigação conduzida pelas autoridades do Rio de Janeiro, não há os requisitos necessários para federalizar o caso.

“A federalização do caso neste momento so causaria atraso e injustificada demora na conclusão das investigações, com risco, inclusive, de contaminação da robusta instrução do processo movido contra os executores, contra os quais pesa, inclusive, sentença de pronúncia”, afirmou.

Pivato também mencionou “fatos concretos recentes e de conhecimento comum” que colocariam “em cheque a isenção da Polícia Federal para conduzir as investigações e processamento do caso”.

“O pronunciamento e as notícias que apontam para interferências do senhor presidente da República nos cargos da chefia da Polícia Federal foram, dentre outras razões, motivadas pelo seu interesse no caso Marielle”, comentou.

O advogado Pedro Carrelo, da Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro (DPERJ), e representante da mãe de Marielle, Marinete da Silva, e da viúva do motorista Anderson Gomes, Ágatha Reis, também pediu a manutenção do caso no Rio.

Já os advogados do Policial Militar reformado Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio de Queiroz, acusados de matar a vereadora e o motorista, defenderam a federalização do caso. Eles alegaram que houve “inconsistências” na investigação, como a perda de testemunhas, “falta de cuidado” na coleta de provas e depoimentos com informações falsas, como o do porteiro, que mencionou o presidente Jair Bolsonaro como responsável por autorizar a entrada de Élcio no condomínio Vivendas da Barra.

O subprocurador Humberto Jaques elogiou a atuação do MP-RJ, classificando a instituição como “competente” e de “vanguarda”, mas defendeu o deslocamento da competência do caso, alegando que, na época do crime, o estado estava sob intervenção federal.

“Esse lastimável crime acontece no Rio de Janeiro durante uma intervenção federal. É a União federal intervindo no sistema de segurança pública do Rio de Janeiro. Durante a intervenção, com a União intervindo – a mais forte das medidas constitucionais contra a federação, durante uma intervenção federal que este crime acontece. A intervenção se encerra, e a união não chega a ter o esclarecimento dos mandantes”, afirmou.

Já a promotora Simone Sibilio, responsável pela investigação do caso no Rio de Janeiro, classificou o pedido como “insubsistente”. Ela disse que a solicitação foi “um ato isolado de uma obstinação por parte da ex-procuradora da República” e disse que Dodge instaurou um processo preparatório de IDC, antevendo uma omissão e uma inércia do estado, antes de ela ter ocorrido.

“O dia 15 de março, quando todas as autoridades do Rio de Janeiro estavam mobilizadas e já tinham reverberado a absoluta prioridade que esse caso teria aqui no Rio de Janeiro, com todas as diligências de investigação em pleno andamento, sua excelência, a ex-procuradora-geral da República, editou uma portaria nomeando cinco procuradores para acompanhar as investigações, instaurando um processo preparatório de IDC, antevendo uma omissão do estado, uma inércia”, afirmou.

Sibilio também rebateu as críticas da demora das autoridades fluminenses para finalizar as investigações. Segundo ela, “não adianta ter uma investigação rápida e uma realidade distorcida”.

“O futuro dessa investigação que segue em relação aos mandantes ele será tão exitoso quanto foi a investigação que identificou os executores, porque dia a dia, com um trabalho sério, responsável, comprometido, de qualificação dessa equipe, ele é feito neste exato momento que eu falo aqui”, disse.

O representante do MP-RJ, Orlando Belém, também defendeu a atuação das autoridades fluminenses e pediu a manutenção das investigações no Rio de Janeiro.

FONTE: EXTRA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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