Em Linhas Gerais

Perseguição no estilo do processo de Kafka – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Há uns que morrem antes; outros depois. O que há de mais raro, em tal assunto, é o defunto certo na hora exata.” MÁRIO QUINTANA (1906/1994), poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Quintana nunca se casou e nem teve filhos. Viveu a maior parte de seu tempo de forma solitária, morando em hotéis.

DE FORMA LENTA

Bem, estamos retornando após o período de férias, às páginas desse glorioso jornal mais do que centenário de Rondônia. É, como se verá, um retorno ainda devagar, levando em consideração a batalha final por um processo de aposentadoria que, mesmo cumprindo todos os requisitos, está saindo a fórceps diante das dificuldades criadas no setor político incapaz de conviver com críticas e de tolerar quem ao longo de décadas sempre exerceu o jornalismo independente, sem aceitar rezar na cartilha de poderosos deslumbrados com o exercício de funções públicas para atender interesses paroquiais, personalistas e anti-republicanos.

MUDANÇAS

E por tudo isso – sem levar em conta o cansaço natural dos anos vividos – a coluna nesse período vai deixar de ser diária. Agora, ela será publicada em três dias na semana: terça, quinta e sábado. Não vai, apesar das intimidações sofridas, abandonar seu compromisso de abordar de forma crítica, com análises isentas, bem como de revelar aquilo que os “poderosos do dia” fazem de tudo para manter no esconderijo e longe dos olhos da opinião pública. Se não nos calamos até aqui, não esqueceremos agora os compromissos éticos do nobre exercício do jornalismo que, como temos demonstrado ao longo de uma vida, não podem ser transformados em armazém de secos e molhados.

CANSADO

É possível que até o Fábio Só, um personagem muito popular na Assembleia Legislativa, aproveite o próximo ano para iniciar um sonho político, o de ser candidato e vencer para chegar pelo menos ao cargo de deputado estadual (ele aspira, no mínimo, uma cadeira na Câmara). E isso pode até dar certo para pessoas como Fábio se constatarmos que boa parte do eleitorado está cansada das velhas raposas que passam de eleição em eleição, de governo a governo, sem de fato representar os interesses do povão. O eleitorado aspira uma nova composição de políticos que seja mais parecida com uma renovação.

CRESCENDO MAIS

Há cerca de 3 anos a conta do Fundo Partidário era de simples 300 milhões. Agora já está no 1,5 bilhão para a próxima campanha. Vai crescer muito mais e nem deve parar nos previstos 4 bilhões. E quem quer debater esse custo da campanha? Parece que só você, leitor, que sempre paga as contas… O Congresso tem pressa de votar o financiamento público de campanha, ou “bolsa-eleição”, para os íntimos. Estará aprovado em setembro, sem falta, para vigorar em 2018.

RELÓGIO

Rodrigo Janot, o procurador geral corre contra o relógio. Quer finalizar as denúncias contra o presidente Temer antes de deixar a chefia da PGR em meados de setembro. Seu plano A é fazer cada denúncia por vez. Mas, a aglutinação pode ocorrer se lhe faltar tempo hábil.

PERDA DE TEMPO

Muitas pessoas acostumadas a acompanhar o meu desempenho na seara do jornalismo têm manifestado pelos meios eletrônicos suas preocupações e apoio com o momento de batalha que estou travando para exercer o meu direito à aposentadoria, devido à perseguição à minha pessoa encetada por paus mandados da política, na esperança de desmerecer a minha pessoa. Seria nesse momento perda de tempo tratar publicamente desse assunto. Agradeço àqueles que me buscam blindar com orações e confiança na decisão da Justiça que, certamente, virá no momento oportuno. O objetivo é banalizar o direito à aposentadoria na esperança de que ele seja implodido.

SINDLER

Registro, com alegria, o apoio que venho recebendo do Sindler, na pessoa do Rubens Luz e sua diretoria, mostrando que o Sindicato está atento e pronto a repudiar toda tentativa de perseguir e intimidar servidores da Casa.

QUEIMADAS

Novamente repete-se o cenário perigoso e depreciativo de nosso estado. Os céus estiveram ontem cobertos de fumaça e fuligem. Demonstração clara da incompetência de nossas autoridades em coibir as queimadas. É um repeteco que vem de longa data, beneficiada por uma política sem o verdadeiro comprometimento com a preservação e tolerante com a crescente eliminação da floresta. Até hoje – como é praxe – ninguém sofre qualquer tipo de punição pelo fumacê que, como se sabe, não é privilégio só da região da Capital.

COM A PENEIRA

A situação rondoniense (em termos econômicos) é grave. Especialmente para os milhares de desempregados cada vez mais próximos da linha do desespero já que com a economia paralisada não há geração de empregos, não se se criam novas oportunidades.

A falta de obras estruturantes, de financiamentos de porte (pelo menos médio) não facilita em nada a vida de quem perdeu o emprego e tenta conseguir outra ocupação. A propaganda do governo – um claro desperdício de dinheiro público – não melhora o ânimo de ninguém. Cada vez aumenta mais o número dos assustados com a falta de oportunidades e expectativas de novos empregos. A propaganda do governo é – como sempre – a mera tentativa de tapar o sol com a peneira.

FESTA

Ontem a semana foi aberta com mais um evento festivo na Assembleia destinado a homenagear os pais. Até o colunista – funcionário da Casa por mais de 3 décadas – teve sua imagem projetada num telão.

NA FRENTE

Ontem um leitor sempre antenado nas coisas da política me contava que rola por aí uma dessas pesquisas feitas para consumo interno que confirma a liderança do prefeito de Porto Velho, Hildon  Chaves, na preferência do eleitor da capital para governo o Estado. O prefeito, segundo esse leitor, estaria acima de seu companheiro de partido, o ex-senador Expedito Júnior que – em nível de estado – tem a melhor posição consolidada para disputa do próximo ano.

EFEITO TEMER

Segundo quem entende do riscado, a vaia sofrida recentemente por Marinha Raupp num evento público em sua cidade, Rolim de Moura, é um claro reflexo da desilusão do eleitorado com os políticos alinhados ao presidente Temer. Aqueles que não apoiaram o arquivamento das denúncias contra o presidente terão mais chances de conseguir um novo mandato no próximo ano. Apenas Mariana Carvalho, Expedito Neto e Marcos Rogério apoiaram o prosseguimento das investigações contra o presidente. Todos os outros – alguns governistas notórios – estiveram ao lado do presidente denunciado por Janot.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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