Resenha Politica

Para onde vai Confúcio? No PMDB dificilmente o Senador Raupp permitirá concorrência – por Robson Oliveira

RETORNO – Depois de quase um mês longe do teclado, voltamos revigorados por um ano que promete muito na área política já que o eleitor será convocado para escolher nas urnas presidente, governador, senador, deputado federal e estadual. É também o ano em que a Força Tarefa do Ministério Público Federal promete ser a “batalha final” da operação Lava Jato. Portanto, serão meses para nervos fortes.

CUM GRANU SALIS –  O ano começa com o julgamento do Recurso de Apelação do ex-presidente Lula contra a decisão do juiz Sérgio Moro que o condenou a mais de nove anos em regime fechado. O recurso está pautado para o próximo dia 24, no Tribunal Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Há uma expectativa enorme em torno do julgamento pelos apoiadores de Lula e pelos detratores do ex-presidente, visto que lidera todos os cenários para presidente da República. O que se espera é uma decisão justa: bem fundamentada, com ponderação, parcimônia e moderação.  Independente das paixões e ódios que o caso provoca.

MASSACRE – Individualmente Lula é de longe a maior liderança política do país, quer queiram ou não. Ninguém sobrevive com tanta força aos fatos que emergiram dos tapetes palacianos nem ao massacre das centenas de manchetes com denúncias tão arrasadoras. Ele sobreviveu. Sem adentrar ao mérito de culpado ou inocente (caberá ao Judiciário), caso Lula registre a candidatura, vai ao segundo turno. O grande desafio é conseguir resistir ao novo massacre que virá com a “batalha final” da Lava Jato. A coluna, pela experiência em campanha, duvida que o ex-presidente tenha tanto fôlego para resistir a um segundo turno que promete ser nitroglicerina pura. Mesmo sendo a liderança carismática que é. Um lembrete aos petistas chatos de plantão: duvidar não significa adivinhar.

REUNIÃO – Deu muito o que falar nos bastidores do tucanato uma reunião ocorrida entre o governador Confúcio Moura (PMDB) e o clã dos Carvalhos, ocorrida na semana natalina na residência de Aparício Carvalho (PSDB). Publicamente os anfitriões divulgaram como sendo uma visita de cortesia, mas nas coxias tucanas comenta-se que a deputada federal Mariana Carvalho, presidente do PSDB, teria convidado o governador para se aninhar no PSDB. Como há uma enorme expectativa em torno de uma suposta candidatura ao Senado, Moura precisará mudar de partido para conseguir registrar a candidatura, haja vista que no PMDB dificilmente o senador Valdir Raupp permitirá um concorrente. O clã dos Carvalhos sempre torceu o nariz para os caciques de Rolim de Moura. Do menu servido na reunião restou o cheiro de gordura no ar…

ABRIL – Quem conhece Confúcio Moura sabe que ele é um mestre em despistar os passos a seguir na política para evitar ser fritado no meio do caminho. Mas na hora exata ele define sempre no sentido do óbvio. Todos vão ter que esperar abril para que ele anuncie que é candidatíssimo a senador. Até lá muita especulação e conjecturas vão surgir na mídia. Inclusive aqui. Embora o final todos intimamente saibam qual é.

DISPUTA – Apesar dos prognósticos apontarem o governador como um forte a se eleger a senador, a campanha deste ano não vai ser um passeio como todos acham que será. Vai ser bem disputada com golpes abaixo da cintura. Não há candidato eleito antes da apuração das urnas. Quando K-Sol renunciou o governo para disputar uma vaga senatorial ele cantarolava por onde passava que se elegeria fácil e levaria com ele um Tiziu. Tomou uma sova de Valdir Raupp e piou baixo nesses oito anos de Senado Federal. Já Tiziu retornou para Ariquemes sem ninguém ouvir os seus grunhidos. Quem achar que as eleições vão ser um passeio poderá ser surpreendido. Vai ter disputa duríssima. Em todos os níveis.

APOSTA –  Outra campanha que tende a ser bem disputada é para a vaga de deputado federal. Seja pelos nomes novos que estão aparecendo, seja pelo desgaste que parte da bancada acumulou nesses últimos quatro anos. A tendência é que metade dessa bancada seja barrada nas urnas. O que não é pouco coisa.

PESQUISA – A partir de agora até as eleições a coluna comentará somente as pesquisas legalmente registradas junto ao Tribunal Regional Eleitoral. Ainda assim com a parcimônia pela experiência de eventuais dados manipulados de outros pleitos. Em particular de prefeito da capital. Conheço todos os institutos que todas as eleições apuram pesquisas em Rondônia e aprendi nesses anos sequer perder tempo com os dados colhidos por alguns deles, embora haja muita gente boa nessa área aqui. Não esqueçamos que o IBOPE também registra as suas em Rondônia: e invariavelmente errou a maioria.

PEDALADA – Duas pedalas ficais foram dadas pelo presidente Michel Temer para maquiar as contas públicas. A primeira foi mexer no fundo do FGTS para capitalizar a Caixa Econômica que usou seu lastro para salvar governos perdulários que quebraram seus estados. A segunda, a chama “Regra de Ouro”, um dos pilares da estabilidade fiscal. O governo quer mudar a constituição para gastar mais do que arrecada. Por algo parecido Dilma Rousseff perdeu o cargo. O Congresso, nesse momento, não vê nada demais nestas pedalas. Por essas e outras razões os defenestrados da presidência falam que houve um golpe. E podem estar cobertos de razões.

Autor: Robson Oliveira

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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