Resenha Politica

Daniel com uma mão no governo de Rondônia, Confúcio com a outra no Senado – por Robson Oliveira

LOROTA

Não passa de lorota para acalmar o mercado financeiro as declarações governamentais de que terá força para aprovar a Reforma Previdenciária ainda este ano. Em 2018, antes das eleições, também não haverá clima para colocar a proposta em votação, mas entre a apuração das urnas e o final e posse da próxima legislatura é bom o trabalhador ficar atento porque o golpe está sendo engendrado para este período.

REAÇÃO

Os congressistas têm em mãos pesquisas nacionais indicando que a proposta da Reforma da Previdência é rejeitada por mais de sessenta e cinco por cento da população. Embora todos saibam que esta área precisa de ajustes para que não quebre nos próximos anos, a proposta defendida pelo Governo Federal é dissenso dentro do próprio governo, o que revela um descompasso entre o que os governistas falam para o mercado com o que discutem internamente. Percebendo que a conta da reforma recairia tão somente nas costas do trabalhador, a reação contrária é justificável.

LEÃO

A reforma tributária, igualmente importante para o país, sequer está na pauta dos congressistas por afetar privilégios empresariais e a fome atávica por recursos da União. O leão estatal ruge feroz para tributar quem trabalha e produz no país e silencia quanto à distribuição equânime dos recursos entre as administrações para que o mesmo tributo retorne ao contribuinte em forma de serviços públicos.CANDIDATO

Apesar das diversas declarações públicas feitas pelo governador Confúcio Moura de que não é pré-candidato a senador nas eleições de 2018, um ato público promovido por colaboradores e correligionários do PMDB de Ariquemes, sábado passado, lançou oficialmente a postulação do governador ao Senado Federal com direito a faixa. Já há quem diga que o adereço (faixa) possa ser caracterizado como crime eleitoral antecipado.

SURPRESA

 Não é surpresa para nenhum jornalista político que Moura seja candidato a candidato ao Senado Federal, mesmo negando. Todas as vezes que se aproximavam as eleições seja de prefeito seja de governador, Confúcio declarava publicamente que não disputaria, mas reservadamente inflava os correligionários a defender tais candidaturas. Dessa vez não é diferente. A única diferença é que a versão dissimulada não consegue enganar nenhum incauto. Quem se surpreende é porque não é do ramo.

PROJETO

Também não será surpresa a hipótese de Confúcio Moura deixar o PMDB em direção ao PSB e apoiar uma eventual candidatura a sucessão do vice-governador Daniel Pereira. Ao assumir a titularidade do cargo é pule de dez que o vice queira virar titular por mais quatro anos e há conversas no interior do palácio sobre a possibilidade de Pereira vir a ser oficialmente o candidato de Confúcio Moura. Um projeto que o vice está levando a sério e já entabula conversas com outros partidos neste sentido.

PERFIL

Confúcio Moura tem defendido internamente um sucessor com perfil diferente dos candidatos cogitados pela mídia e chegou a especular os nomes do atual secretário de fazenda (Vagner Garcia) e do planejamento (George Alessandro Gonçalves Braga). Como ambos não empolgaram os caciques do PMDB nas consultas feitas a governador, passou a estimular o vice para que se lance na disputa.

MODELO

Isto significa dizer que não passa pela cabeça do governador apoiar o presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho, conforme declarou num regabofe recente promovido pelo PMDB. O perfil de Governo defendido por Confúcio Moura se enquadra no modelo do atual vice. Totalmente diferente do modelito de Maurão. Apesar de que Maurão tem se esforçado para melhorar sua apresentação em público com um comedimento pouco usual.

ERIÇADO

Quem está abespinhado com as movimentações de Confúcio Moura em direção à Câmara Alta é o senador Valdir Raupp. Por diversas ocasiões públicas e privadas, Moura jurava apoio ao senador peemedebista e anunciava que não disputaria com ele o mesmo cargo. Raupp chegou a acreditar no governador e agora está com os pelos da cara eriçados com o anúncio da candidatura ao Senado de Confúcio Moura.

CANDIDATO

O prefeito Jesualdo Pires (PSB), de Ji-Paraná, em conversa com a coluna avisou que está propenso a colocar o nome por uma vaga no Congresso Nacional. Confirmou que deixa a prefeitura início de abril para disputar as eleições e é um nome cobiçado por várias legenda para vice-governador. Jesualdo é hoje o prefeito mais bem avaliado e administra o segundo maior colégio eleitoral do estado o que aumenta o cacife para 2018. Além de bom gestor, conhece como ninguém os meandros da política e, portanto, avalia o cenário e os atores na disputa para decidir o destino eleitoral.

LEVEZA

Foi um deleite para as mentes felizes o discurso de posse do novo presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Walter Waltemberg Silva Júnior. Em sua fala percebeu-se a leveza com que a corte deverá ser conduzida pelos próximos dois anos. Historicamente com ares medievais e dissociada do povo, Waltemberg – constitucionalista garantista da melhor qualidade – deverá estreitar a relação do Poder com os jurisdicionados com a mesma autoridade de quem fez uma brilhante carreira togada sem perder o espírito humanista que lhe é peculiar. Este cabeça-chata teve a honra de tê-lo como orientador na conclusão do curso de Direito e percebeu que quase duas décadas depois o desembargador continua ministrando aula melhor ainda, em particular, de simplicidade. Se as vaquinhas dele são felizes, imagine os jurisdicionados!

RECOMENDAÇÃO

William Haverly Martins – fundador da Academia Rondoniense de Letras – lançou mais uma obra ficcionista que tem provocado muito debate nos meios acadêmicos. Intitulada o “Réu do Sexo”, a obra é prefaciada pelo juiz federal Dimis Braga e apresentada pelo ex-reitor José Dettoni. Embora a obra seja instigante desde o início e que leva o leitor a colocar outros personagens à história original, é um livro de ficção ambientado em Rondônia, e que poderia sê-lo em qualquer estado da federação. Recomendo como boa leitura neste final do ano. Aliás, adquiri alguns exemplares para ofertar como presente de Natal a amigos leitores.

 

 

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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