Esporte

Painel Politico – afastar Nazif é piorar o que já está ruim

Última que morre

O contrato emergencial que iria garantir a bagatela de R$ 14 milhões a empresa Lara Central de Tratamento de Resíduos (coleta de lixo) foi literalmente para o lixo e de quebra ainda rendeu a demissão de Ricardo Fávaro, agora ex-secretário da Semusb. Porém, a Lara ainda tem esperança de reaver uma fatia desse bolo, quando, e se, um novo processo licitatório for aberto. É que o certame, deflagrado no final do mês de setembro, sofreu uma canetada do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Wilber Coimbra, e acabou sendo direcionado ao Centro de Atividades Extrajudiciais (Caex), do Ministério Público Estadual, que está olhando os detalhes da dispensa de licitação.

Espichando

A prefeitura de Porto Velho deverá aditivar na próxima sexta-feira, dia 31, contrato com a Marquise, empresa que está há 20 anos no mercado fazendo o serviço de limpeza urbana do município. Essa renovação se deve em função da suspensão do processo licitatório de dispensa de licitação. Ao que tudo indica, a Marquise ficará por mais um bom tempo. Enquanto o processo do lixão não é deflagrado pelo prefeito Mauro Nazif, representantes da Lara ainda podem garantir no âmbito do Poder Judiciário a legalidade do processo de dispensa de licitação de R$ 14 milhões, emperrado pelo TCE e sob fiscalização do Ministério Público. Essa briga, pelo visto, vai longe. Resta saber como vai terminar.

Na Câmara

De Porto Velho, foi lido nesta quarta-feira o relatório que pede o afastamento do prefeito Mauro Nazif. Devido a confusão causada no plenário, a sessão foi suspensa. As denúncias contra o prefeito, na verdade, meio que perderam o sentido com a exoneração dos secretários que vinham causando problemas, entre elas Cristhian Camurça e o próprio Ricardo Fávaro.

Além do mais

Tem um detalhe bem interessante nessa história e que cabe uma pequena reflexão. Os vereadores querem afastar Nazif para que Dalton Di Franco assuma, é isso mesmo? Sinceramente, melhor o Mauro.

Outra

A cidade está tão complicada, temos tantos problemas que esse afastamento não vai trazer nenhum benefício a curto prazo. Teremos aquela lenga-lenga de “Câmara-afasta-justiça-reconduz”, e isso vai se perdurar por meses. O afastamento pela Câmara é um ato político, com raras exceções se baseia em argumentos técnicos que justifiquem o afastamento de um prefeito. Temos exemplos de sobra nesse Estado, o último deles aconteceu esta semana mesmo, quando o prefeito de Montenegro, Jair Miotto Júnior foi reconduzido pelo Tribunal de Justiça após ter sido afastado pela Câmara Municipal.

Nazif

Está longe de ter uma atuação que mereça elogios, mas para afastar o prefeito, a Câmara vai precisar de argumentos mais convincentes. Os propostos atualmente não são suficientes para justificar tal ato. Com a ascenção de Daniel Pereira ao cargo de vice-governador, e com planos bem definidos em relação a projetos futuros, o PSB vai querer fazer de Porto Velho uma vitrine para 2016 (reeleição de Nazif) e 2018, quando Confúcio deve se candidatar ao Senado, fazendo uma dobradinha com Raupp. Portanto, se for para atrapalhar e tumultuar, é melhor deixar do jeito que está e aguardar.

Falando em governo

Marcelo Bessa, ex-secretário da Sesdec (Segurança e Defesa) deverá assumir a pasta da Justiça (sistema penitenciário). Ele foi candidato a deputado federal e está na quarta suplência do PMDB. Deverá ser um dos únicos da primeira gestão a integrar o novo governo.

Falando em polícia

Uma ocorrência com graves acusações foi feita contra um delegado de polícia esta semana. Duas mulheres alegam terem sido vítimas de assédio e uma delas afirma ter sido estuprada pelo delegado. O caso está sendo investigado e deverá ser barulhento. Nos últimos tempos uma série de ocorrências bizarras vem sendo registradas na polícia de Rondônia. Tivemos em 2011 o desaparecimento de quase 200 quilos de entorpecentes do Denarc (foi apurado e os responsáveis presos), tivemos mais recentemente o sumiço de vários Iphones apreendidos em uma operação policial (eles não foram encontrados), um delegado envolvido em caso de embriagues em Guajará-Mirim, e agora essa do suposto assédio e estupro dentro da delegacia.

Na pior das hipóteses

Levando em consideração que as acusadoras estão envolvidas em crime de furto e estarem armando para o delegado por vingança, talvez pelo fato dele não ter cumprido o acordo que seria “aliviar” uma delas, ele não poderia ter utilizado a delegacia como motel. Esse delgado já foi afastado uma vez por problemas causados por ele próprio e agora com mais essa, sua situação vai ficar bem complicada.

Esse

É um dos problemas da estabilidade do serviço público. No Brasil é praticamente impossível demitir alguém do serviço público por causa da legislação, cada vez mais paternalista. Isso se deve, em parte, pelo uso político das instituições públicas. Sem a estabilidade, os servidores são perseguidos, com ela, a maioria fica impune. O Brasil, um país dos funcionários públicos, precisa encontrar um meio termo para essa situação.

Exemplos?

Não faltam e todas as esferas do poder público. Um dos casos que mais causa revolta na população, por exemplo, é a aposentadoria compulsória para magistrados que cometem crimes. Outra questão são os exames psicotécnicos, que agora não são mais permitidos, e isso é errado. É exatamente nessa avaliação que se tem um perfil psicológico do candidato. Como o Estado entrega uma arma para uma pessoa desequilibrada? E como saber se uma pessoa é desequilibrada sem fazer um teste? São dilemas que causam uma série de transtornos, mortes e situações bizarras por todo o país.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no http://www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Estudo liga consumo de refrigerante ao envelhecimento celular precoce

O consumo de refrigerantes, além de contribuir para o aparecimento de diabetes e obesidade, também pode provocar envelhecimento precoce do material genético. Cientistas americanos mostraram que, naquele país, quanto maior é o consumo de refrigerantes com açúcar, menores são os telômeros dos cromossomos das pessoas Durante o envelhecimento, ocorre naturalmente o encurtamento dos telômeros, e os órgãos e tecidos perdem a capacidade de regeneração. Os cientistas analisaram dados de 5.309 pessoas entre 20 e 65 anos, sem diabetes ou doenças cardiovasculares. As mesmas pessoas haviam respondido a uma pesquisa de hábitos alimentares, além de terem o tamanho dos telômeros de células brancas do sangue avaliados entre 1999 e 2002. Na pesquisa, 21% dos adultos do estudo ingeriam 591 ml ou mais por dia de refrigerantes com açúcar. Segundo os autores, o hábito dessas pessoas custa aos telômeros o equivalente ao provocado por 4,6 anos de envelhecimento. O consumo de bacon e embutidos como linguiça e salsicha, segundo a epidemiologista Cindy Leung, idealizadora do estudo, também contribui para o encurtamento dos telômeros. Uma das limitações do estudo é que foi analisada apenas a ingestão de bebidas com açúcar, e não a quantidade de açúcar ingerida em outros alimentos. O trabalho foi publicado no “American Journal of Public Health”.

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FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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