Em Linhas Gerais

Outra polêmica: o ensino da Bíblia nas escolas públicas – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos.” OLIVER W. HOLMES (1809/1894), foi médico, escritor e professor. Foi considerado um dos melhores escritores do século 19.

NA ESCOLA

Se for mesmo apresentado será um projeto capaz de criar polêmica entre os deputados tem tudo para ser aprovado. É que segundo uma fonte muito bem informada dos meandros da Assembleia Legislativa um parlamentar pretende apresentar um projeto que defende a implantação no ensino bíblico na rede de ensino estadual. Há um consenso de que a Bíblia “é um livro que discrimina religião nenhuma é a sabedoria e a palavra de Deus”. Como a Assembleia transformou em tradição a cessão de seu plenário para a realização de cultos evangélicos (embora constitucionalmente o estado seja laico), certamente a propositura tem tudo para ser aprovada.

BOMBÁSTICA

Pode ser bombástica a esperada decisão de fazer andar procedimentos em estado de dormência em instâncias do judiciário que trata da acusação de personalidades da política local como beneficiários da corrupção (passiva?) e organização criminosa revelados na Operação Dominó. Consta existir elementos suficientes para se chegar ao nível da lavagem de dinheiro. Nem todos os envolvidos na Orcrim foram presos. Há mesmo gente condenada que ainda está por ai influenciando e metendo o bedelho no famigerado mundo político local.

ESPERANÇA

Todo cidadão-contribuinte-eleitor espera que as investigações dos órgãos competentes cheguem aos grandes sonegadores de Rondônia. Se tudo ficar na impunidade, uma dessas figuras acostumadas a lesar o erário pode chegar ao cargo máximo do estado. Afinal, no Brasil dominado pela corrupção, o que é que não pode?

IMBROGLIO

O (ainda) governador Confúcio Moura reafirmou recentemente sua decisão de afastar-se do governo para concorrer ao Senado. Se não mudar de partido, estamos diante de um novo imbróglio. Afinal Valdir Raupp é uma das honras da legenda. Por isso é visto como candidato natural à reeleição para o Senado. Difícil acreditar que o partido vai concorrer às duas cadeiras com nomes próprios. Afinal, sublegenda não existe mais. Difícil imaginar como a questão será resolvida se Valdir Raupp não pretende (de jeito nenhum) disputar a sucessão de Confúcio. Será que o PMDB rondoniense terá coragem de perder um de seus mais ilustres membros?

 REELEIÇÃO

Uma fonte ligada ao mundo sindical muito próxima ao vice-governador Daniel Pereira pode repetir o mesmo script de João Cahula. Como se recorda, Cahula assumiu o lugar de Ivo Cassol quando esse teve de desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado. Poucos dias depois de tornar-se governador João Cahula foi lançado como candidato da reeleição. Por pouco não conseguiu uma vitória… O suposto projeto do (ainda) vice teria o apoio de Confúcio.

 ESTARRECEDOR

Uma declaração feita por repórter da Globo anunciando a morte de Jorge Bastos Morenos viralizou-se na rede social. O jovem “jornalista” simplesmente garantiu que Moreno só foi enterrado depois que estava morto. Esse é mais um motivo para aumentar meu desejo de sair de cena. Que decadência vivemos nessa profissão que já foi nobre e apaixonante! Cometer um absurdo desse tamanho logo com o Moreno é de doer. Em tempos de Boni certamente o “vibrante” repórter seria convidado a “passar no Departamento de RH” para pegar o cartão.

 GRANDE EXEMPLAR

Moreno não foi apenas um dos maiores e mais exemplares jornalistas. Foi também o mais eclético. Começando naturalmente pelo jornal impresso e o radio, foi enfileirando sob seu domínio, os que surgiam: televisão, face, blog. Até inventar o seu próprio reduto, “o cantinho do Moreno”.

 DESTAQUES

Ele era assim: informadíssimo, conseguia exclusividade para matérias particulares. Quando Temer começou a conspiração parlamentar para derrubar Dona Dilma, com a carta em que se declarava  “vice decorativo”, ainda mal acabara de ler o que o Moreira Franco escrevera para ele, e a carta já estava no blog do Moreno.

Durante meses escreveu a biografia de Dona Mora, que acabou se transformando na radiografia da Historia, vista do lugar privilegiado que ocupou durante 30 anos ao lado do doutor Ulisses. Pessoalmente, colecionava amigos, não sabia fazer inimigos, embora para ele, a informação estivesse sempre acima e alem da concessão. Um desses profissionais que sempre serviram de inspiração para essa coluna de décadas.

 SUSPENDERAM

O presidente do Senado, atendendo a intimação do Ministro Marco Aurélio, determinou a suspensão do salário de 34 mil reais mensais. E também o não pagamento de todas as vantagens, incluído o plano de saúde.

 MIXARIA

A fonte merece crédito por sua convivência com a execução e mutações no orçamento de Porto Velho. Segundo ela, as transferências de capital do Estado e da União representam menos de 1% do valor previsto na peça orçamentária portovelhense para esse ano. E essa realidade não será mudada, de acordo com sua opinião, com as viagens do prefeito e de membros do secretariado a Brasília. Estes últimos acabam gastando muito com diárias, passagens e estadias para ir ao DF cavando audiências em Ministérios para fazer reivindicações que poderiam ser realizadas on-line.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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