Em Linhas Gerais

Os tucanos da capital não conseguiram até agora, convencer a deputada Mariana Carvalho a ser candidata a prefeita

FILOSOFANDO

“A honestidade sem as regras do decoro, transforma-se em grosseria”. Confúcio (551/479 a.C), filósofo chinês, nascido em Tsou (hoje Shantung), conhecida à sua época como terra santa. Era o filho mais novo entre os 12 irmãos de Shu-Liang Hi.

NEM PARECE IMPORTANTE

Eleicoes1Faltando menos de três meses para o início das campanhas eleitorais municipais, é ensurdecedor o silêncio que cerca o assunto. À parte dos prefeitos habilitados a disputar reeleição, até mesmo as especulações mais preliminares sobre a formação de chapas surgem hoje de forma tímida. Essa cautela, não é difícil estimar, tem suas origens na incrível agitação que tomou conta da esfera federal: duas importantes tendências devem surgir daí para afetar a dinâmica política dos municípios em 2016.

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APENAS SÍNDICOS

Eleicoes1Na atual configuração do federalismo brasileiro, que atribui ao Município a responsabilidade por uma extensa lista de serviços públicos, é normal que temas administrativos dominem a agenda eleitoral das cidades. Não foram poucas as ocasiões nas quais os prefeitos foram comparados a síndicos, cuja escolha tem mais relação com o manejo eficiente de problemas locais, do que com a filiação do candidato a movimentos políticos de escala nacional. Alianças partidárias, tradicionalmente, ganham importância como indicadores de uma maior capacidade de um candidato obter apoio junto aos Governos Federal e Estadual na resolução dos problemas locais.

DESGASTE PETISTA

PT2Em 2016, entretanto, o destaque alcançado por partidos e nomes de expressão nacional tem potencial para inverter essa lógica. O desgaste acumulado pelo PT, protagonista nesse processo, pode contaminar a imagem dos seus candidatos a prefeito: essa preocupação já é evidente hoje, pois figuras de destaque do petismo já têm abandonado o partido.

O PT obteve duas grandes vitórias na disputa pela prefeitura de Porto Velho e também conseguiu destaque em várias outras cidades do interior. E será nesses mesmos lugares onde conseguiu emplacar prefeitos que o partido terá mais dificuldade para preservar seu patrimônio político.

CERCO POLICIAL

olho-azul-grandeO cerco da Polícia Federal aos grandes esquemas de financiamento ilegal de campanhas também tende a afugentar os patrocinadores de políticos mais experientes, o que torna o jogo eleitoral muito mais equilibrado. É possível prever que, mesmo com poucos recursos em mãos, candidatos novatos terão mais chances do que nunca para chegar ao poder.

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MEDALHÕES

LEGALOutra tendência, também derivada do plano federal, está relacionada com a entrada de grande quantidade de novos candidatos na disputa eleitoral municipal. Como os nomes tradicionais estão desgastados pelo descrédito geral da classe política junto à opinião pública, assim como a forma tradicional através da qual esses candidatos costumam cortejar o eleitor, é forte o incentivo para que novas figuras se arrisquem nas urnas. Em Porto Velho estimam-se em mais de meia dúzia de nomes a quantidade dos participantes da corrida sucessória.

SEM NOME

TABORDA12Os tucanos de Porto Velho não conseguiram até agora convencer a deputada Mariana Carvalho a voltar atrás na insinuação de que não será candidata a prefeita da capital. E, pelo visto, o PSDB não tem como arrumar outro nome para lançar. Isso mostra o amadorismo da cúpula tucana que não tem nenhum aliado com óbvias condições de competir de igual para igual com, por exemplo, o próprio Nazif que assim se considera “poule de dez” na corrida da reeleição.

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DEMITIU-SE

Mauro222É incrível como praticamente a grande mídia simplesmente deixou de repercutir a demissão, mais precisamente o arranjo feito no alto escalão da prefeitura, para tirar da Semtran o coronel Carlos Gutemberg. Consta que o prefeito não queria tirar o milico daquela pasta e muito menos fechar o arranjo que levou a filha de Gutemberg para o comando da Funcultural (um nicho conhecido por mutretas que vão do custeio de artistas e festas até a decoração natalina), em substituição ao Jorjão que, nessa filosofia de feudo, acabou transferido para o comando da Semtran.

Se o coronel finalmente exonerado não sabia bulhufas sobre trânsito, com o Jorjão não é diferente. Alguém chame o Sherlock para revelar os nebulosos meandros desse arranjo.

CONSTATAÇÃO

NMauro222ão é uma questão de ser contra ou a favor. É apenas ter a coragem de constatar, diferentemente da maioria dos vereadores de Porto Velho na sua costumeira posição de submissão ao Executivo. A máquina da prefeitura de Porto Velho está carecendo de uma lipoaspiração em áreas de superinchaço.A atual gestão não mudou praticamente nada em relação à gestão petista: é repleta de ‘gerentes’ e chefes de si mesmo, que embolam o meio de campo e mais atrapalham que ajudam.

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PRAXE

ADELINO-FOLLADORAliás, isso tem sido a praxe da gestão pública no estado. Se o deputado Adelino Follador for a fundo na sua pesquisa sobre o cabide de empregos característico da Caerd vai acabar descobrindo o óbvio: Todo órgão ou empresa pública ostenta cinco ou seis diretores: não escapam dessa regra nem as estruturas ultrapassadas, que perderem a relevância para o Estado, como Imprensa Oficial.

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CALVÁRIO DE GLAUCIONE

Glaucione-tribuna3Ironia das ironias, a deputada Glaucione Rodrigues, até recentemente tida como imbatível na disputa pela prefeitura do importante município de Cacoal vive hoje um verdadeiro calvário, a ponto não existir mais garantias nem mesmo para sua anunciada candidatura no pleito, mesmo com a lei que reduziu o prazo de filiação partidária em relação ao direito de elegibilidade.

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O BIZÚ

Glaucione-tribuna3Primeiro a deputada, logo após ter trocado de partido retornando ao PMDB (de onde já tinha sido expulsa), viu seu marido preso em virtude de condenação pela participação num esquema de corrupção na Assembléia. E agora, por questão de exigência estatutária do PMDB, Glaucione supostamente não tem direito de ser a candidata da sigla. Nesse sentido, o bizú foi levantado por Tadeu Itajubá, do site O Combatente.

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CAMINHO LIMPO

Glaucione-tribuna3Se esse entendimento valer, quem terá o caminho da disputa totalmente limpo será o empresário Divino Cardoso se, como se fala, conseguir superar as resistências da família contra sua participação. Na verdade, mesmo não sofrendo restrições das normas estatutárias do PMDB, a deputada perdeu a posição de preferida ao deixar o PSDC e ver seu marido indo para a cadeia, condenado pela participação num rumoroso caso de corrupção na Assembléia Legislativa.

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DECRETOS DERRUBADOS

mauraoOs desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, julgaram ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pelo Ministério Público do Estado de Rondônia, acerca da constitucionalidade dos Decretos Legislativos nº 506/2014, 507/2014, 508/2014 e 509/2014, que sustaram os efeitos dos Decretos Estaduais nº. 7.335/1996, 5.124/1991, 7.600/1996 e 4.567/1990, que criaram a Reserva Extrativista Jacy-Paraná, a Área de Proteção Ambiental Rio Madeira, a Floresta Estadual de Rendimento Sustentado do Rio Madeira B e a Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Rio Vermelho. Com a decisão, os decretos de autoria da Assembleia Legislativa que extinguiam as unidades de conservação acima citadas perderam a eficácia e as áreas de conservação, criadas no Programa Planafloro na década de 90 continuam mantidas.

Taborda

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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