Em Linhas Gerais

Os canalhas se agarram à síndrome tucana para obter o 3º mandato – por Gessi Taborda

DESPREPARADO

Tratando da disputa pela sucessão estadual, após a divulgação da pesquisa Ibope (ora, o Ibope!) na TV Rondônia cristaliza-se a grande zebra: só o capitão poderá levar o coronel ao governo do Estado. Ou seja, os votos recebidos no primeiro turno e esperados no segundo turno não são de Marcos  Rocha e sim do capitão Bolsonaro que será certamente eleito no dia 28; quando pode também dar a zebra rondoniense. O perigo de tudo isso é o estado cair na mão do mais despreparado.

3º MANDATO

Por motivos óbvios os antigos patrões do coronel em RO colocaram-no colado a Jair Bolsonaro, com a certeza de que não haveria melhor oportunidade de se conseguir o tão falado 3º mandato mesmo após retumbante derrota do time do MDB que afundou o estado. E assim, o coronel que nunca trilhou o caminho eleitoral (nem para chegar à vereança) é a cunha perfeita do grupo de Raupp, Confúcio, Neodi, Gurcagz e outras tralhas para manter no poder rondoniense a velha política com o eleitor imaginando inaugurar em Rondônia a boa política. Enganei o bobo na casca do ovo.

MUITO MELHOR

O debate do sistema televisivo SIC realizado na tarde de sexta-feira mostrou indiscutivelmente quem está mais preparado para governar o estado rondoniense, praticamente erodido com os longos anos de MDB na gestão pública. Expedito Júnior foi muito superior, mas isso pode não significar muita coisa. Afinal, como se supõe, essas emissoras de TV não têm audiência para influenciar na grande massa, no grande público.

É preciso estar preparado para o que der e vier. Afinal nas democracias os eleitores têm até o direito de errar. Daí, como sempre disse: das urnas não saem só os melhores frutos.

ERRAR MENOS

Na disputa eleitoral tem maiores chances quem erra menos em sua comunicação, nas montagens das estratégias, etc, etc. E não se pode desprezar, como em todo jogo, os trunfos mais fortes e um pouco de sorte.

No cenário dessa disputa (finalmente ela termina no próximo domingo) não existe trunfo maior do que a posse do número mágico, o 17. Ele pode abre o caminho de despreparados, mesmo sem nenhum carisma. Quem – reconheçamos – não tem conteúdo ou discurso, tendo na mão o “curinga 17”, pode vencer de forma extraordinária.

RISCOS

É claro que há riscos visíveis para Rondônia anunciado nos índices da pesquisa. Porém (e sempre tem um porém!) o jogo só termina quando acaba.Os riscos são maiores para a juventude; para quem está na lida e precisa de emprego e oportunidades de crescer. Esse não é mais o meu caso de aposentado (embora se preveja a ida do Iperon para o fundo do poço), cujo único futuro é mudar para eternidade.

FIDELIDADE CANINA

O resultado – seja qual for – não irá abrir as portas para um novo Hitler no estado de Rondônia, mesmo sendo totalmente plausível a ideia de que a política derrotada do MDB, PDT e outros satélites de menor importância tentaram manter poder de influência no exercício daquilo chamado de 3º mandato, coroando a tática dos antigos patrões de coronel que serviu com fidelidade canina não só MDB, mas o próprio Mauro Nazif. O eleitor é uma esfinge. Amaldiçoou o transporte coletivo dessa joça (SIM) criada pelo ex-prefeito e acabou mandando-o para Brasília como deputado federal.

CHANCES

Não há como negar o argumento de alguns leitores sobre a decisão perigosa: “O 17 de Rondônia poderá aprender, a partir do dia seguinte, a se livrar de seus parceiros antigos da velha política”. Essa chance existe embora as coisas não funcionem assim. Quem chega ao poder acostuma – é a praxe – a não enxergar o próprio rabo.

CONSCIÊNCIA

O resultado do primeiro turno foi auspicioso em Rondônia. Derrotamos a narrativa demagógica dos velhos caciques (Raupp, Gurgacz, Maurão entre outros) e, sobretudo a desonestidade do PT, com a sua cascata de que Lula é prisioneiro político.

E colocamos no primeiro lugar o Expedito Júnior sem levar em conta sua ligação partidária com o PSDB. E tudo isso acontecendo numa terra onde o Capitão obteve a vitória acachapante sobre todos os seus adversários da corrida presidencial.

Certamente daqui até domingo os rondonienses farão um exame de consciência de que se não confirmarem a escolha do primeiro turno (pois ela sempre foi a melhor para o Estado), praticarão um mal a Rondônia, tão necessitada de alguém traquejado para sair do buraco econômico, moral e social em que está.

SÍNDROME

Expedito é um bom quadro da política rondoniense. Falhou sim, algumas vezes, e perdeu os melhores prêmios que conquistou por armações políticas de adversários sem nenhum escrúpulo. E mesmo assim Expedito aguentou o tranco, recuperou-se como autêntico personagem de John Le Carré (O Espião que Veio do Frio) entrando na disputa atual completamente livre, com a ficha completamente limpa.

O rondoniense, como grande parte do povo brasileiro, está de saco cheio do PT e, também, do PSDB. É uma síndrome.

PUSILANIMIDADE

E ela dificulta até ao eleitorado mais bem informado fazer o exame público de consciência. Ninguém parece abrir os olhos para as aproximações do coronel cacifado por ter o 17 na mão, de personagens decrépitos como Nilton Capixaba e tantos outros membros do condomínio da corrupção, prontos para retomarem a comilança do dinheiro público rondoniense. Se a síndrome continuar até domingo, os donos do poder, liderados por Confúcio certamente voltarão.

VELHACARIAS

Deixar de garantir a vitória obtida por Expedito Junior no primeiro turno é, agora, um desperdício da grande oportunidade de livrar o estado de sua tróika antiga, que facilitou o desvio de dinheiro público e perdeu todas as oportunidades de fortalecer a tão necessária economia sustenta de Rondônia. E tudo isso só para justificar o número mágico, o coringa! As canalhices e velhacarias estão prontas para voltar. Estamos todos cansados de governantes calhordas. E isso só muda efetivamente pelo voto. E agora eleitor?

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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