Policial

OPERAÇÃO PERSES – 2º BPM encontra imensa área de Reserva Permanente devastada por supostos sem-terra

“Capim para gado está sendo plantado no lugar das árvores nobres da área de amortecimento da REBIO JARU”

Nesta terça-feira, dia 13, o 2º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Ji-Paraná, desencadeou a Operação “PERSES”, em menção ao Deus da Destruição na Mitologia Grega, sob o comando do Chefe da Divisão Operacional, Capitão PM Braguin, que também contou com o apoio da Polícia Militar Ambiental e SEDAM, além de Policias Militares do GOE (Grupo de Operações Especiais) e PM’s lotados na 3ª Cia, em Ouro Preto.

A Operação tem como objetivo principal coibir e identificar alguns invasores de terra que montaram acampamento no final da Linha 205, nos limites do Distrito de Santa Rosa, a aproximadamente 90 KM de Ji-Paraná, sentido ao Rio Machado, que estão devastando uma grande Área de Preservação Permanente (APP), ligada à REBIO JARU.

Foto Áerea tirada no ano passado
Foto Áerea tirada nesta terça-feira, dia 13/09

 Durante o deslocamento dentro da área que pertence ao amortecimento da REBIO JARU, pois está localizada na circunferência de 03 KM da reserva, os policiais encontraram um verdadeiro rastro de destruição. Corpos de animais silvestres apodreciam no meio da estrada. Árvores classificadas na categoria “criticamente em perigo”, como Cerejeira e Castanheira, derrubadas e abandonadas em meio às queimadas que se alastrou por quilômetros, devastando toda a área vizinha deste acampamento de supostos “sem-terra”.

Além da destruição em massa, os invasores instalaram uma porteira no meio da Linha, impedindo o direito de “ir e vir” dos produtores rurais daquela região. Algumas denúncias e relatos de testemunhas dão conta que alguns moradores chegaram a ser abordados por um grupo fortemente armado e impedidos de continuar a viagem por aquela estrada. “Estava indo para meu sítio, com minha família, quando fomos surpreendidos por cinco indivíduos encapuzados e armados com escopetas e revólveres. Eles revistaram meu carro atrás de arma e depois mandaram eu voltar para a cidade e ainda ameaçaram minha família, dizendo que iriam mata-los caso eu chamasse a Polícia. Já faz mais de um ano que não vou no meu sítio”, relatou um dos moradores que preferiu não se identificar por medo de represálias.

“Enquanto as leis ambientais referentes às APPs são bem severas para nós, produtores rurais, estes indivíduos degradam sem responsabilidade nenhuma tudo aquilo que cuidamos a vida toda”, lamentou um morador local.

Segundo relatos de moradores locais, até máquinas públicas estão sendo usadas para arrumar estradas dentro de propriedades particulares, coincidentemente, do único sitiante que está ajudando os invasores, conhecido na região pela alcunha de “Manoel Parente”. Apesar de seu sítio de quase 1 mil alqueires estar localizado no meio da invasão, foi constatado apenas uma pequena derrubada, feita por ele mesmo, no meio do lote, onde foram encontradas árvores nobres derrubada ilegalmente.

PRISÕES

Já na entrada da porteira, vários invasores fugiram entrando no mato e outros saindo em alta velocidade em motocicletas, muito delas, sem placa. Alguns suspeitos foram abordados e conduzidos para a delegacia. Um deles chegou a mentir o nome, mas foi logo apontado como sendo um dos líderes dos invasores. Dois invasores confessaram que foram contratados apenas para plantar capim em 10 alqueires que foi derrubado.

Com a pessoa de Lindomar Felisberto, os policiais apreenderam uma motocicleta que estava sem a documentação obrigatória, transportando dois sacos de sementes de capim. Lindomar falou que recentemente comprou uma área de 10 alqueires na invasão pela quantia de R$ 2 mil reais e confirmou que derrubou todo o lote para fazer pasto, pois possui cerca de 200 cabeças de gado que está em um arrendamento. Confira o video:

Dentro do acampamento improvisado, localizado dentro do Lote que pertence ao “Manoel Parente”, foi preso o indivíduo Ismael Freitas Souza, que já foi abordado no ano passado durante uma reintegração de posse em uma área a menos de 2 km daquele local. Clique no título abaixo e relembre o caso:

De forma irônica, um outro invasor comenta sobre as derrubadas e as Leis brasileiras. Veja:

Com ele, os PM’s apreenderam vários equipamentos agrícolas utilizados para desmatamento e munições de diversos calibres.

Em barracos próximo a invasão, a equipe localizou três espingardas e uma garrucha. Além de diversas munições intactas.

Ao todo, foram encaminhados para a Delegacia 04 motocicletas, 03 motosserras que estavam sendo utilizadas para o desmatamento ilegal, 11 sacos de sementes de capim “Braquiária”, entre outros objetos.

PREJUÍZOS ULTRAPASSA 20 MILHÕES DE REAIS

Na carta imagem produzida pelo Batalhão de Polícia Ambiental – BPA, que entre os dias 17/01/2016 a 28/06/2017, ou seja, em um ano, 95,331 Km² de cobertura vegetal da área já foram suprimidas. O prejuízo ambiental chega a ultrapassar a casa dos R$ 20 milhões de reais.

Em 2016 foram suprimidos 25,395 Km² de vegetação nativa sem autorização do órgão ambiental. Já em 2017, 19,399 Km² de vegetação nativa foram degradas sem autorização do órgão ambiental. Nesse passo seria necessário recuperar 41,794 Km² de vegetação nativa referente aos desmatamentos de 2016 e 2017.

A ação judicial de reintegração de posse já está sendo tramitado no Fórum da comarca de Ouro Preto, mas enquanto não sai a decisão, os oportunistas continuam explorando, de forma degradante e cruel, toda a fauna e flora da Reserva, ganhando rios de dinheiro com o comércio ilegal de madeiras. Até o final do “trânsito e julgado” restará apenas cinzas naquela região.

ENTENDA O QUE É ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE – “APP”

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, as Áreas de Preservação Permanente (APPs), são espaços territoriais especialmente protegidos de acordo com o disposto no inciso III, § 1º, do art. 225 da Constituição Federal. O Código Florestal (Lei Federal no 4.771, de 1965 – e alterações posteriores) traz um detalhamento preciso das Áreas de Preservação Permanente (aplicável a áreas rurais e urbanas), da Reserva Legal (aplicável às áreas rurais) além de definir outros espaços de uso limitado.

As Áreas de Preservação Permanente – APPs são aquelas áreas protegidas nos termos dos arts. 2º e 3º do Código Florestal. O conceito legal de APP relaciona tais áreas, independente da cobertura vegetal, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

Como se vê, as APPs não têm apenas a função de preservar a vegetação ou a biodiversidade, mas uma função ambiental muito mais abrangente, voltada, em última instância, a proteger espaços de relevante importância para a conservação da qualidade ambiental como a estabilidade geológica, a proteção do solo e assim assegurar o bem-estar das populações humanas.

Matéria:www.comando190.com.br

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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