Em Linhas Gerais

Operação da Policia Federal em sua gestão, joga prefeito Mauro na vala comum dos que sucumbiram a ganancia e a cobiça

FILOSOFANDO

“Diga a verdade de vez em quando para que acreditem em você quando mentir.” JULES RENARD (1864/1910), escritor e dramaturgo da França, o mais representativo do teatro naturalista.

 GANÂNCIA E COBIÇA

A ação da Polícia Federal desencadeada ontem é o assunto do dia entre a população de Porto Velho. Afinal, a condução coercitiva do irmão do prefeito à superintendência da PF para prestar depoimento, sinalizou de forma clara uma reação séria das autoridades às investigações sobre os muitos desmandos da gestão de Mauro, agora popularmente chamada de “A Turma do Quibe”. Com a condução coercitiva de Gilson Nazif rompe-se completamente a antiga embalagem ética com a qual Nazif sempre se apresentou ao eleitorado para conquistar seus mandatos sucessivos na vida pública. O (ainda) prefeito está a caminho de fechar sua passagem pela prefeitura jogando-se na vala comum dos gestores da capital que sucumbiram à ganância e à cobiça.

 ANTECIPAMOS

Quando a coluna registrou – com muita antecedência – que a “Turma do Quibe” acabaria entrando na alça de mira das investigações de combate à corrupção e aos rombos praticados na gestão dos recursos públicos; os áulicos de Nazif, incluindo aqueles com responsabilidade de fiscalizar o Executivo, se fecharam em copas.

É uma pena que entre esses que compartilharam das benesses distribuídas pela “Turma do Quibe”, alguns conseguiram se reeleger vereadores, numa demonstração de que o eleitorado ainda não atingiu a necessária maturidade para separar o joio do trigo.

 TIRAMBAÇO

Certamente as investigações sobre as tramoias denunciadas por tanto tempo na gestão municipal – com destaque para o IPAM – chegará a outros personagens (inclusive vereadores reeleitos e ex-vereadores) que apoiaram o prefeito que sai em tudo; exatamente pela cobiça e a insaciável escolha do enriquecimento rápido e fácil.

O próprio prefeito Nazif está na mira do tirambaço a ser desfechado por novas operações da Polícia Federal. Quem vai acreditar numa lorota de que Mauro Nazif não sabia (e aprovava) dos métodos condenáveis e antirrepublicanos adotados pelo seu irmão nos negócios obscuros dessa gestão mequetrefe que certamente serão investigados?

 QUEDA VISÍVEL

Ontem se ouvia entre personagens do cenário político rondoniense opiniões nada lisonjeiras aos métodos de operação da “Turma do Quibe”.

Aqui, dizia-se, “tentou-se imitar o Rio de Janeiro (Mauro é nascido no Estado do Rio) onde o pessoal cobrava a “taxa de oxigênio” para os contratos firmados no âmbito do município”. E isso sem se falar de supostas “mesadas” até para facilitar e agilizar negócios, como aluguéis de prédios sem nenhum edital de licitação ou concorrência.

Fontes do mundo político comentavam que Mauro ainda não percebeu o tamanho da encrenca em que está metida sua agonizante gestão. Até semana passada o político do PSB (presidente do Diretório estadual) espalhava entre seus correligionários seu pretensão de disputar as eleições de 2018.

 HORIZONTE AMEAÇADO

Terá sorte – como já comentou a coluna – se com o decorrer das investigações não ir parar (juntamente com seu irmão Gilson) na cadeia. A encrenca não está circunscrita apenas ao IPAM onde quase 80 milhões foi para o beleléu.

As investigações de outros ralos por onde se esvaiu uma enorme quantidade de recursos do erário vai arrebentar não só com a vida política (até então tida como brilhante) desse ur não será apenas no ralo da publicidade como imaginam alguns olheiros da política.

 AVESTRUZES

O novo capítulo revelando como a decadência política rondoniense é cada vez mais profunda, através da Operação Imprevidência desencadeada pela PF, serviu também para reforçar as críticas da coluna à classe política do estado, sempre amorfa e sem coragem de tomar posição diante desses fatos.

Nenhum politico do segmento legislativo se manifestou sobre essa nova tragédia moral, nem mesmo diante da prisão de um personagem soturno, acostumado a atuar livremente no mundo político com a proteção de certos “tycoons” rondonienses. Essa sempre foi a trajetória notória de Ayres do Amaral, desde de quando passou a atuar na esfera do Poder com o respaldo do falecido Jerônimo Santana, onde deu início ao acumulo de grande riqueza através de negócios em segmentos como segurança privada e propaganda.

 ASSUNTOS AMENOS

Nem na principal casa política rondoniense, ou seja, a Assembleia Legislativa, a operação da PF detonando nichos de corrupção em Porto Velho e no interior, motivou qualquer deputado a falar sobre o assunto.

Nossos deputados, como se vê, preferem dedicar-se a assuntos mais amenos, como a entrega simultânea e indiscriminada de centenas de láureas que deveriam homenagear personagens singulares, do que repercutir fatos dessa gravidade ética e política.

A vulnerabilidade dos políticos rondonienses – incluindo seus maiores caciques – à tempestade das investigações de corrupção em âmbito do estado e também do país (Lava Jato) é assunto descartado entre deputados federais, estaduais e outros personagens políticos de relevo em Rondônia.

SINALIZAÇÃO

Os fatos registrados em mais essa operação da Polícia Federal deve servir de balizamento para o novo prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves. Está mais do que justificado o cuidado com a escolha dos integrantes do secretariado para a gestão que começa em janeiro.

Uma escolha precária pode dificultar a governabilidade de que o prefeito eleito vai precisar para fazer os ajustes em favor da retomada do crescimento econômico do município e das reformas politicas fundamentais no âmbito da gestão municipal.

 BALIZAMENTO

Diante de tais circunstâncias nunca é demais lembrar que a prisão de Ayres do Amaral – esse sujeito que sempre manteve influência na área pública, encantando políticos de diversos matizes, é outro alerta para quem se cerca de personagens “rápido no gatilho”.

Quem cai no canto da sereia de personagens movidos pelo patrimonialismo, especialistas em montar “esquemas” para o desvio de recursos públicos acaba, quando menos espera, vendo seu capital político ir para o fundo do poço, isso sem contar o risco de cair na malha de alguma operação policial, como evidencia agora essa ação da PF.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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