Resenha Politica

OAB reagiu firme e corretamente contra a convocação pela CPI do Covid da advogada Karina Kufa, defensora do presidente Jair Bolsonaro – Por Róbson Oliveira

BOLSONARISMO 

Ontem, dia da Independência do Brasil, os bolsonarista foram as ruas pedir fechamento do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e, como era esperado, espinafrar a imprensa (aquela que não se acovarda nem se amedronta com os déspotas). Foi um aglomerado de seguidores enraivecidos e intolerantes que vociferavam palavras de (des)ordem contra a democracia. A mesma que garante à essa horda o direito de protestar e vociferar as barbaridades que eram viralizadas em tempo real.

LOGOMANIA 

Bolsonaro não economizou na verbosidade e insultou de canalha o ministro Alexandre de Moraes, da Suprema Corte. Em seus discursos em Brasília e em São Paulo o país assistiu perplexo o chefe de estado em estado explosivo intermitente ameaçar adversários, espezinhar a constituição e achincalhar as instituições.

AMEAÇAS

O suposto golpe anunciado pelos seguidores do presidente horas antes e durante todo o protesto não se concretizou; não há golpe, não haverá golpe. Sobraram berros de insensatez e faltaram aos organizadores uma manda maior para levar a fim e ao cabo as ameaças vociferadas. O país amanheceu com um jeito de quarta-feira de cinzas, mas para os bolsonaristas o dia de hoje parecia finados.

RONDÔNIA 

Alguns rondonienses foram arrebanhados para comparecer ao protesto em Brasília com as despesas todas pagas por algum afortunado. O vice-governador, José Jordan, era um dos mais agressivos na capital federal. Em entrevistas a mídia brasiliense o vice atacou o Poder Judiciário e propôs a ruptura com a Carta Cidadã ao sugerir uma nova constituição. Jordan chegou um dia antes no local do protesto e gravou vários vídeos desancando a democracia e satanizando o Supremo Tribunal Federal.

GASTOS  

Já que é um empresário abastardo, é possível que os gastos do vice-governador de Rondônia para protestar em Brasília tenham sido pagos com os próprios recursos. Tanto ele quanto outros membros do primeiro escalão do governo estadual que participaram do ato deveriam tornar público tais despesas para dissipar as desconfianças que surgiram nos grupos de WhatsApp sobre os gastos com as presenças dos membros desta comitiva rondoniense na capital federal.

 CONTRAGOLPE 

Os petistas também organizaram um protesto para minimizar os efeitos do movimento bolsonarista. O número de petista que se dispôs a ir as ruas no dia de ontem foi infinitamente menor que o  de filiados ao partido e numericamente inferior aos bolsominions. Não houve golpe nem muito menos contragolpe. Mas a popularidade atual do capitão da nau verde e amarelo é bem menor que a do marujo da embarcação dos vermelhos.

ROLANDO LERO 

O senador Marcos Rogério (DEM), principal escudeiro de Jair Bolsonaro na CPI do Covid, voltou a aparecer, após dias tensos em Rondônia, para acusar a imprensa de estar contra a liberdade de opinião. Para ele, a manifestação dos partidários do Presidente da República pedindo fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Federal, considerado pela imprensa de atos antidemocráticos, é normal.

INCONGRUENTE 

Pelo raciocínio do senador, as pessoas têm o direito de manifestar livremente a opinião mesmo que ela atente contra a constituição federal. Ele (Marcos Rogério) esquece que propor ruptura da carta maior e insultar pessoas, como ocorreu neste 7 setembro, é crime. A incongruência do senador é comparada as falas do personagem Rolando Lero, da escolinha do seu Raimundo. Candidato a candidato a governador de Rondônia pela horda bolsonarista, Marcos Rogério tem se esmerado para superar o presidente quando o tema é democracia. Fala pelos cotovelos, e não diz nada com nada.

DIFERENÇAS 

Mesmo o coronel Marcos Rocha, eleito governador pela onda bolsonarista, autointitulado amigo siamês do presidente, optou pela discrição no dia de ontem. O coronel Rocha nunca escondeu a admiração pelo capitão e nem por isto culpou a imprensa ao tratar dos eventuais excessos do chefe da nação. Enquanto o governador de Rondônia preza pela circunspecção, o senador adota o estilo atirado e beligerante. Embora ambos comunguem das mesmas ideologias.

PRERROGATIVAS 

O OAB reagiu firme e corretamente contra a convocação pela CPI do Covid da advogada Karina Kufa, defensora do presidente Jair Bolsonaro. Coube ao conselheiro federal de Rondônia, Alex Sarkis, reagir contrário a convocação em nome da entidade nacional. O advogado é essencial a distribuição da justiça e não pode ser intimidado por quem quer que seja em razão do seu cliente: seja ele presidente, seja ele o mais abominável entre os homens. Sarkis engrandece a advocacia brasileira ao reagir com firmeza ao ato autoritário da Comissão Parlamentar de Inquérito que atenta contra as prerrogativas da colega convocada.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA  –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by