Resenha Politica

Secretário da Sesau em Rondônia Fernando Máximo conseguiu, enfim, promover a máximo da maldade em plena pandemia no Governo Estadual – Por Róbson Oliveira

DEMISSÕES 

Embora em contratos temporários os contratados saibam antecipadamente que não são duradouros, o anúncio extemporâneo da Secretaria Estadual de Saúde em demitir mais de mil profissionais da saúde contratados para servirem no front da pandemia da Covid 19, foi no mínimo desumano. Não houve o cuidado por parte de Fernando Máximo, secretário estadual, de avisar com antecedência aos pais e mães de famílias agora demitidos. Máximo conseguiu, enfim, promover a máximo da maldade em plena pandemia.

DEFASAGEM 

O secretário não tem como alegar que os enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, entre outras especialidades, contratados no pico da pandemia, agora com a vacinação e diminuição das internações, tenham ficado ociosos. Pelo contrário, todos esses profissionais foram remanejados para trabalhar nas unidades para suprir uma defasagem existente, visto que o último concurso público estadual remonta ao ano 2017.

PRECARIZAÇÃO 

De 2017 para cá aumentaram as internações, diminuíram o número de profissionais no atendimento e surgiram novas unidades de saúde. Portanto, trabalhadores demitidos não estavam ociosos e cobriam a defasagem existente. As demissões tendem a refletir sobremaneira de forma ruim no atendimento aos necessitados, aumentado a precarização da saúde.

PRIVILEGIADOS 

O único Conselho de Classe que não reagiu firme contra as demissões foi exatamente o de Medicina, mesmo com médicos sendo dispensados. E não criticou porque Fernando Máximo imediatamente às dispensas dos enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e técnicos, abriu novas nomeações temporárias para esta categoria (Médicos), excluindo as demais profissões. Daí a reação crítica e dura contra as demissões do Conselho de Enfermagem e Fisioterapia pelo privilégio dado ao máximo aos médicos.

TRAIÇÃO 

A cooptação de Cristiane Lopes pelo governador para ocupar o cargo de secretária adjunta da educação, após uma disputa acirrada quando foi derrotada à prefeitura da capital por Hildon Chaves, foi considerada pelos dirigentes do PODEMOS – partido presidido em Rondônia pelo deputado Federal Léo Moraes – como traição.

PALAVRA 

Cristiane Lopes havia recebido ainda no primeiro turno o apoio à sua candidatura a prefeita de todo o staff do deputado federal Léo Moraes, o que fez com que obtivesse sucesso para disputar o segundo turno, uma vez que a segunda vaga ela disputou voto a voto com Vinícius Miguel (candidato solitário) e com o candidato apoiado com a ajuda da estrutura do governo estadual, Breno Mendes. Pelo apoio recebido do deputado Léo Moraes, após as eleições, Cristiane havia se comprometido a deixar o PP e ingressar no PODEMOS para disputar uma vaga na Câmara Federal. Ela realmente saiu PP, mas não chegou a pedir filiação no partido dirigido regionalmente pelo deputado federal. Quebrou a palavra.

SINECURA 

Ao assumir um cargo no primeiro escalão do Governo de Rondônia, a ex-vereadora Cristiane Lopes praticamente abriu mão de uma candidatura a deputada federal com apoio de um grupo com votos consolidados na capital por um salário de cerca de quinze mil reais, e por apenas oito meses. O apoio de Léo Moraes à candidatura da ex-vereadora a prefeita indiscutivelmente turbinou o resultado das eleições da capital, totalizando quase cem mil votos obtidos por ela no segundo turno. Um apoio que naturalmente perdeu ao aceitar a sinecura e, portanto, será sentido em 2022, embora essas traições sejam lamentavelmente do jogo político que se impõe no país.

COLIGAÇÕES 

A proposta da Câmara Federal em ressuscitar as coligações está praticamente sepultada em razão das objeções dos senadores em apoiar esta ressurreição. É muito pequena a probabilidade de ser reeditada na votação a adoção das coligações já que está praticamente descartada a proposta majoritária do Senado em instituir a federação dos partidos em substituição às coligações. Pela proposta dos senadores, os partidos se reuniriam em uma confederação para disputar as eleições em conjunto, driblando, assim, as cláusulas de barreiras. A proposta também suscita reações contrárias porque obrigaria aos partidos reunidos nessas confederações a permanecerem juntos por quatro anos. O que no Brasil é um hoje algo inexequível devido aos interesses partidários inconfessáveis.

LIMBO 

Embora a Câmara Federal tenha apressado a votação do novo Código Eleitoral no Senado, a tendência é deixar o debate e a votação no limbo, ou seja, sem discussão nem previsão de aprovação. As contradições entre os que querem os deputados federais e os senadores para aprovar uma legislação eleitoral mais duradoura são enormes, o que impede algum tipo de consenso.

REGRAS 

Caso o Senado decida mesma expirar o prazo (3/10) sem votar as novas regras para as eleições 2022, toda a legislação eleitoral anterior aprovada e que regrou as eleições municipais passadas será a que vai vigorar nas eleições de 22. Há no Congresso Nacional um grupo de parlamentares preocupados com a falta de previsibilidade legislativa mais duradoura nas eleições e que quer convencer os demais colegas a aprovar uma proposta que seja mais adequada para entrar em vigor a partir das eleições de 2024.

DONATÁRIOS 

O problema é convencer os donatários dos partidos cartoriais, sem muita representatividade eleitoral, a apoiar a proposta deste grupo de parlamentares mais comprometidos com os interesses nacionais. Assim como os parlamentares que veem em uma nova legislação como obstáculos aos seus interesses pessoais. Não é fácil mudar algo no Brasil quando a mudança afeta ao status quo. O Brasil continua sendo uma capitania dos coronéis regionais. Infelizmente.

BARRADO

O ex-Advogado Geral da União, André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal, está próximo de ser o sexto indicado ao cargo a ser barrado pelo Senado Federal. Os cinco primeiros foram rejeitados no século 19, indicados por Floriano Peixoto. Mendonça seria o primeiro neste século barrado pelos senadores por assumir posições lavajatistas e ter sido indicado pela condição de ser “terrivelmente evangélico”. Para piorar a situação, domingo passado, em um culto em Brasília, o ungido revelou que é submisso apenas aos dogmas religiosos. Mais um obstáculo para quem deveria prometer ser submisso primeiro a constituição federal. Parece que até Bolsonaro teria abandonado o indicado a própria e não converte um senador em favor do indicado.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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