Em Linhas Gerais

O prefeito vai para o prédio do relógio com um atestado de honestidade – Por Gessi Taborda

COISA BOA

Não escondo diante de ninguém meu descontentamento com a mídia atual. Daí o desejo de afastar-me de vez do compromisso de escrever rotineiramente essa coluna, publicada há décadas na imprensa rondoniense.

Para quem se aposentou após mais de 45 anos de contribuição com a previdência, é cada vez mais penoso manter a disposição de falar de política, onde mesmo garimpando muito é muito difícil encontrar alguma coisa boa para ser retratada em coluna ou até crônica. Entretanto na coluna de hoje é um fato positivo, um bom assunto para comunicar!

BOA MUDANÇA

O leitor já percebeu como aquilo que sai na nossa mídia (grande parte domesticada) serve para, cada vez mais, consumir nossas melhores esperanças? Então, especialmente hoje, peço licença a ilustres colegas, como Arimar Souza de Sá, para outra vez caminhar pelas sendas da crônica e abrir com essa notícia boa, especialmente para os leitores da capital rondoniense, Porto Velho. Sim, a prefeitura começou a mudar! Na segunda-feira, 20 de maio o gabinete do prefeito já estará atendendo no histórico Prédio do Relógio, completamente reformado, num trabalho onde se respeitou o valor histórico do local que foi a sede administrativa da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Isso inegavelmente é uma boa notícia para Rondônia.

Demorou, mas já está funcionado. Constatar que a presença do paço municipal ali certamente vai revitalizar a área é uma boa esperança. A reativação do Prédio do Relógio soa como o prefeito Hildon Chaves dando uma banana para quem acha que o sonho de colocar a capital nos trilhos de uma nova época de desenvolvimento acabou! Está confirmado: gosta do que faz e sente prazer em servir aos outros.

MENTIRINHA

No Brasil – por isso não poderia ser diferente em Rondônia – não falta dose de mentira para preencher o vácuo entre o fato e a versão. E é essa a conclusão a que chegamos quando buscamos analisar a propaganda oficial, ferramenta claramente utilizada para torrar o dinheiro do contribuinte e enricar ainda mais um ínfimo grupo de apaniguados dos poderosos. Então está aí a realidade: não acontecerá nada – pelo visto – diante dos gastos injustificáveis com publicidade oficial pela Assembleia Legislativa no passado. O último contrato firmado na gestão anterior sob o comando de Maurão de Carvalho ultrapassou 14 milhões de reais. Grana prá Dedéu! E a propaganda do Legislativo no passado recente não chegou a ser nem subproduto da verdade… Por que ninguém foi sequer – ao que parece – até agora pelo menos investigado. O povo ficará sem respostas e terá de se contentar com boatos e nada mais.

TAPA-BURACOS

Outra boa noticia: já começou a grande operação tapa-buracos da prefeitura. A frente de recuperação das ruas danificadas no longo período de chuvas desse 2019 vai recompor a massa asfáltica em todas as regiões de Porto Velho dando primazia para as vias utilizadas como corredor de transporte de passageiros da capital rondoniense. O prefeito reconhece que há vários fatores responsáveis pela deterioração das vias públicas da capital além das chuvas. Nas gestões passadas nunca houve preocupação com a qualidade do pavimento, feito quase sempre para a vitrine das eleições. Assim, centenas de ruas receberam asfalto sem redes de drenagem, sem serviços de terraplenagem de qualidade, etc., etc. E assim, as crateras surgem após as chuvas de qualquer intensidade.

DE FORA

Ivonete Gomes, a secretária municipal dos Esportes, usou de toda sinceridade para afirmar que está fora do processo eleitoral de 2020. Ela garantiu estar decepcionada com sua participação nos pleitos anteriores e, disse, “apenas trabalha com o mesmo afinco” na gestão dos Esportes, pelo amor à sua terra natal, que é Porto Velho. Certamente não deixará de contribuir para a possível campanha de reeleição do prefeito Hildon Chaves.

RUAS ESQUECIDAS

Peço mais uma vez vênia ao companheiro Arimar Souza de Sá, especialista em crônica e um dos menestréis da cidade onde vivemos. Desejo que ele ponha sua pena a serviço da poética das ruas dessa tão mal amada cidade de Porto Velho. Afinal, ele como eu, acreditamos que as ruas têm alma, sentimento, emoções, como as pessoas que nelas transitam.

Em Porto Velho, por culpa das suas gestões anteriores, há um numero impressionante de ruas mal encaradas, sujas, como se não estivessem no mapa. São ruas esquecidas pelos sucessivos governantes, desde quando o estado se emancipou. É claro que nem todas as ruas são feinhas, deslambidas como mulheres de cabarés pobres antigos que não existem mais. São estas ruas que entraram finalmente no radar do gestor público, pelo menos no segmento da iluminação pública e iluminou a vida das pessoas humildes que pareciam acostumadas ao sofrimento de governantes que só apareciam nesses “pedaços” quando eram candidatos a mais um cargo público.

METIDAS

Hoje Porto Velho está cheia de ruas enxeridas, isso porque muitas delas filhas da lama e da poeira mudaram de status e nem parecen mais aquelas ruas nascidas das invasões comandadas por políticos com a coragem de Raquel Cândido, hoje totalmente esquecida.

Ver as ruas do Caladinho, da zona leste, é sentir o calor humano e ver o efeito causado pela argamassa de suor e lágrimas nas suas calçadas atuais daqueles que no princípio foram para lá como meros conquistadores de terrenos vazios a ser ocupados.

Há ainda muitas ruas dessa desamada Porto Velho que sentem o peso da miserável situação em que foram criadas. Essas ruas estão conseguindo, como nunca, debutar na passarela das celebridades urbanas, virando ruas nobres, limpas, evoluídas pela batalha ciclópica do gestor público que vai vingando aos poucos os verdadeiros responsáveis pelo abandono de décadas!

REDES SOCIAIS

Fonte das mais credenciadas da prefeitura municipal de Porto Velho acabou revelando a destinação principal do prédio onde até o final de semana funcionou a sede da gestão de Hildon Chaves. Ali estará funcionando o cérebro do sistema de informática do município, certamente incluindo a gerência das ferramentas das redes sociais.

As redes sociais cumpriram um papel importante na vitória de Chaves. As mídias sociais fizeram do candidato desconhecido o nome que representou a novidade capaz de modificar a prática política em Porto Velho.

COM FORÇA

No início de sua gestão o prefeito era presença constante nas redes sociais e manteve uma aprovação popular invejável. Mas o prefeito se elegeu sem conhecer de fato as limitações econômicas de uma herança caótica. Preocupado em buscar soluções econômicas para evitar uma previsível falência da administração pública, Hildon reduziu sua presença nas redes sociais. Agora o prefeito poderá fortalecer ainda mais o aspecto tecnológico das comunicações sociais de sua gestão com, como se imagina, disponibilizando um espaço mais apropriado para o desenvolvimento das ferramentas de TI do município.

REFRESCANDO A MENTE

O povão poderá ser mais bem informado das conquistas do prefeito na recuperação a conjuntura econômica e política que recebeu. Muitas das propostas de campanha do prefeito ainda não avançaram como ele próprio desejou. Com a utilização correta das redes sociais, o povão vai se recordar de que o prefeito Chaves chegou ao comando do município sem “ser político” vindo de uma carreira empresarial de sucesso.

É HONESTO

É, Hildon entrou na política em um momento em que Porto Velho viveu os piores momentos de sua história, tanto pela desbragada prática da corrupção como pela irresponsabilidade em segmentos fundamentais, como o transporte público e a saúde.

O povo estava cansado da velha política. E continua não acreditando em nomes messiânicos. Se Chaves manter a atuação política mais dinâmica, falando diretamente com o povão provavelmente terá chances de obter um novo mandato. Ele tem a seu favor após todo esse tempo à frente da prefeitura um atestado importante: é honesto!

AUTOR: GESSI TABORDA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS –  JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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