Em Linhas Gerais

O prefeito anuncia reajuste na tarifa do transporte coletivo urbano , Nazif continua ruim demais

FILOSOFANDO

“Meu século foi muito digno. As famílias eram famílias, a polícia era polícia. Hoje, não tem mais nada”. Dercy Gonçalves (1907/2008). Atriz, humorista e cantora brasileira, oriunda do teatro de revista. Originária de família muito pobre. Nasceu no interior do Rio de Janeiro. Foi reconhecida pelo Guiness Book como a atriz com maior tempo na carreira em todo o mundo, atuando por 86 anos.

PENSANDO BEM

Alegria de petralha é que nem bolsa família, dura muito pouco. No plenário do Senado eles estavam puto com o Renan. Dava para ouvir na televisão as batidas do coração daquela loura vagaba e escrota.

MALDITA

É até difícil imaginar a existência de uma herança mais maldita. O PT vai deixar uma conta superior a 250 bilhões de reais para Temer pagar na sua curta gestão. Tudo isso é para funcionar como uma arapuca: o fracasso do governo Temer pode significar, imaginam os petralhas, a eleição de Lula em 2018. Eles só esquecem da ação da Lava Jato. Se condenado, Lula nem deve sair candidato.

PERNA CURTA

Estranho a deputada Mariana ficar de bico fechado até agora. Ela deve uma explicação não só ao povo de Candeias do Jamary, mas a todos os rondonienses. Sem explicação a bela tucana vai passar à história como mais uma política mentirosa, como se fosse uma tremenda vagaba… Afinal aonde foi para o dinheiro destinado, segundo a própria Mariana, a estruturação dos serviços de Saúde do vizinho município de Porto Velho???

PERTINENTE

Essa é uma pergunta mais do que pertinente: Por que um vereador ganha mais que um professor? Alguma coisa, como se vê, está muito errada. E mesmo assim, até agora ninguém derrubou o aumento concedido pelos próprios vereadores a eles mesmos. Uma vergonha. Tomara que o eleitor de Porto Velho demita a maioria dos atuais edis.

DO MESMO JEITO

Ninguém nega que o deputado Maurão de Carvalho vai se firmando como um nome competitivo para a disputa do governo do estado em 2018. Seria mais fácil se ele não tivesse entrado no PMDB e, assim não tivesse de escamotear o estrago feito pela gestão do governador Confúcio Moura em oito anos mandando em Rondônia.

Além de economia quebrada, continuamos com tudo a fazer. Estou falando de obras concretas e reais, não míticas como as a publicidade do governo “inventa que existem” enganando o povão. Confúcio praticamente não fez nada para desenvolver Rondônia.

Quem lê o blog do governador pensa estar diante de um pinochio, falando mentiras sempre. É especialista em bravatear. Esse mundo confucionista será desmoronado por políticos interessados em tirar o PMDB do comando estadual. Como Maurão conseguirá defender esse tipo de gestão?

TEATRO DO ABSURDO

Patacoada política como a promovida por Waldir Maranhão tentando por fim ao processo de impeachment não deveria surpreender ninguém. Afinal, poucos segmentos da vida foram mais acanalhados do que a política. Nunca tantos despreparados, broncos, desprovidos da arte de se fazer política estão hoje nas casas parlamentares de todo o Brasil. Então desse ninho aonde um sujeito caricato como Waldir Maranhão chega ao comando da Câmara dos Deputados essas peças dignas do teatro do absurdo são perfeitamente previsíveis e normais.

COM ARTE

No passado, o bom político era o sujeito eloquente. Capaz de fazer discursos em tom solene ou mesmo na linguagem popular. Os broncos, como esse Maranhão, tinha o saudável hábito de ficarem calados e longe do protagonismo. Serviam apenas para votar. A plateia ficava satisfeita em assistir as sessões dos parlamentos para testemunhar a arte dos ocupantes da tribuna do parlamento esgrimindo com maestria a retórica inteligente.

Aqui na Assembléia Legislativa rondoniense nomes de jovens políticos – em sua maioria debutantes – brilharam na primeira legislatura, como foi (só para dar um exemplo) Tomás Correia. Poucos tinham a petulância de aparteá-lo sem receber uma resposta carregada de mordacidade. Para a assistência as sessões não eram demoradas diante da vivacidade dos ocupantes da tribuna parlamentar.

PRÍNCIPES DA RETÓRICA

Mas a arte acabou. Hoje é praticamente um martírio assistir de cabo a rabo a sessão parlamentar. Não é fácil ver parlamentares de nomes exóticos, sem conhecimento para dominar até temas corriqueiros, tentar alinhavar algumas frases para expor conceitos ocos e ideias idem. E tudo isso numa embalagem de total falta de conhecimento do regimento parlamentar.

Para ficarmos no âmbito de Porto Velho, podemos relembrar nomes de políticos tidos como verdadeiros príncipes da retórica. Na Assembleia tínhamos não apenas o Tomas Correia. Mereciam destaque Amizael Gomes da Silva, Jacob Atalah, e muitos outros. Até na Câmara Municipal os manejadores da retórica existiam para valorizar o debate parlamentar: gente como Lucindo Quintans ou como a deputado Raquel Cândido. Bem diferente dessa realidade empobrecida de um parlamento que perdeu sua significância.

CONSEQUÊNCIAS

Waldir Maranhão, autor do maior mico na história do parlamento brasileiro, é uma das consequências desse universo político cheio de personagens que não dominam a arte de argumentar e mesmo assim se imaginam muito capazes, a ponto de desconhecer a necessidade de um bom assessoramento. Certamente o deputado do bigodinho tipo bailarino de bolero que tentou acabar com o processo do impeachment com um canetaço deve não só perder o cargo na mesa diretora da Câmara dos Deputados. Seu próprio mandato de deputado “não vale mais um dólar furado”. E tudo isso por não ter sido convenientemente assessorado para não dar o tiro no pé que disparou para agradar os petralhas salvando Dilma Roussef.

INARTICULADOS

Os políticos de hoje (salvo as raríssimas exceções) sequer sabe falar em público. Alguns têm até medo de palanque. Ganham eleições em campanhas caríssimas onde o voto não é “conquistado” mas sim, comprado. Tanto que os comícios foram extintos das campanhas eleitorais. A consequência direta desta mudança é que o exercício da retórica, antes privilégio do político em campanha ou na atividade do mandato, passou ao estrategista político. Geralmente profissionais do mundo da comunicação e do marketing. E isso é nada mais do enganação perigosa, como tem revelado agora a Lava Jato.

CONTINUA IMPORTANTE

A retórica é, dizem, coisa de político “das antigas”. Bobagem: a retórica continua fundamental no processo político. Agora só duas são utilizadas. Os partidários do lulopetismo argumentam que impeachment é sinônimo de golpe. Os que são contra afirmam tratar-se de um dispositivo previsto na Constituição Federal. Afinal, na prática, o mundo político, como tudo na vida humana, não passa de um embate sobre pontos de vista distintos baseados em interesses pessoais e de grupos.

RETÓRICA DA RUINDADE

Trazendo esse assunto para o âmbito da realidade de Porto Velho, nesse momento estamos diante de duas faces da moeda de um mesmo problema: o transporte coletivo urbano.

O prefeito anuncia reajuste na tarifa com aquela conversa de que agora a frota desses ônibus está no número ideal para atender a população, o que é uma deslavada mentira. Simplesmente, agora a frota está do tamanho de antigamente. O sistema continua ilegal, pois contrato emergencial caducou. Nazif continua ruim demais. Sem retórica.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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