Resenha Politica

O povo de Porto Velho disse “Chega” para as velhas raposas politicas – por Robson Oliveira

Leitura

Li e acompanhei pelos noticiários locais e nacionais análises para todos os gostos sobre o resultado das urnas do último domingo. As análises dos intelectuais da academia apontam para resultados catastróficos que não consigo visualizar com minha miopia em fase de expansão. Dos articulistas e blogueiros seguem as lógicas das suas próprias convicções, já que emitem opiniões. A verdade é que todos têm um pouco de razão quanto ao diagnóstico de que a população está “P” da vida com os políticos e os partidos pelas razões que todos conhecem. Mas erram sobre a leitura das urnas quando introduzem o viés tão somente ideológico. A realidade é simples: o povo mandou um aviso de CHEGA à direita, esquerda, centro, muro, lado, enfim, para o mundo político. Aliás, tempos atrás um processo parecido desse abalou as estruturas políticas de parte da Europa.

Nós

Com relação a Porto Velho, a surpresa que tanto está sacudindo os partidos, os analistas e, em particular, os velhos caciques locais, com a ida do ex-promotor Dr Hildon Chaves, em primeiro lugar, para disputar o segundo turno, as opiniões são as mais variadas possíveis. Algumas bizarras. Imputa a ele a negação da política, um ultradireitista, um novo caçador de marajá, e por aí vai. Esquece-se de um detalhe, um detalhe importantíssimo nesse processo que é a opinião do povo. Não li nem vi uma avaliação em relação ao motivo pelo qual o povo da capital (e do país) decidiu por aprontar surpresas nas urnas. E é simples, o eleitor de Porto Velho disse chega, queremos uma cidade melhor, sem conchavos das velhas raposas que estão aí se revezando na política e se eternizando nas hostes políticas com os sucessores. Concordo que a negação dos partidos políticos é ruim para a democracia, mas enquanto eles não se reinventarem com novas práticas e não voltarem para a base piramidal da população, o enfraquecimento político continuará a provocar a repulsa às legendas e seus donatários. Ainda mais depois que as famílias tomaram de assalto os partidos para colocarem suas estruturas àdisposição dos filhos. O resto é empulhação!

Ibope

Desnecessário aqui baixar a “ripa” no instituto de pesquisa Ibope, mais conhecido da população. Não é a primeira vez que erra em Rondônia. Anos atrás deu uma pesquisa com meu amigo querido Chagas Neto liderando para o Senado Federal com uma diferença enorme em relação ao segundo colocado, Odacir Soares. Odacir deu uma sova. Não precisamos ir longe: em 29 de setembro de 2014, última pesquisa do primeiro turno para o Governo de Rondônia, o mesmo instituto deu uma diferença de quase dez pontos para Confúcio Moura sobre Expedito Junior. Apuradas as urnas, disputaram até o último momento voto a voto. Foram ao segundo turno tecnicamente empatados, com uma pequena vantagem para o governador. Não erram no segundo turno porque é outro papo, não tem como manipular ou derrapar na coleta dos dados porque a pesquisa é eliminatória: um ou outro. O Ibope em Rondônia virou sinônimo de piada, razão pela qual este cabeça chata ganhou duas apostas feitas com os amigos Ayres do Amaral e Hiram Gallo. Embora ambos acharem naquele momento que minhas modéstias previsões estavam erradas.

Lição

Não sou daqueles que se juntam aos inimigos petistas para torcer pelo seu banimento do cenário político. O partido por muitos anos deu uma contribuição à democracia que muitas agremiações dominadas pelos coronéis jamais deram. Porém, cometeu erros irremediáveis por optar por alianças com a “Casa Grande” (como costumam dizer os intelectuais de ocasião) para se perpetuar no poder, entre outros que todos têm amplo conhecimento. Apesar dos erros, parte da casta dirigente não aprendeu a lição e insiste em por a culpa nos outros pelos próprios fracassos. Seria bom a militância do partido ouvir a voz rouca do velho gaúcho Olívio Dutra, homem da melhor qualidade, ou vão ser banidos mesmo. O que seria muito ruim para a democracia, pois na Itália o resultado da degradação do PCI foi catastrófico e algo muito semelhante ao que está acontecendo aqui com o PT. A refundação da legenda é essencial à oxigenação da estrutura partidária. Torço para que o PT se reinvente, pois os demais partidos não possuem lastro moral para jogar a pedra na Gení como se purificados estivessem.

45

Em respeito aos poucos amigos e a meia dúzia de pessoas que acessam esta singela coluna, decidi a partir desta semana suspender a coluna até o final do segundo turno porque estarei dedicado a prestar serviço profissional a um dos candidatos que alcançou o segundo turno. Tenho consciência clara da responsabilidade de escrever uma coluna por mais de duas décadas e sei que o processo político fica contaminado pelas emoções exacerbadas. Para poupar meus leitores de ambos os lados, optei em suspender. Impossível um jornalista que escreve coluna não se contagiar com o pleito quando está na disputa um amigo de longas datas. Retorno um dia após as eleições, ou seja, numa terça-feira (2), dia de finados, por coincidência. E também será suspensa entre dezembro e janeiro para férias, por exatos 45 dias (risos).

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by