Resenha Politica

Mesmo com a crise, não é hora de fazer greve -Resenha Politica – por Robson Oliveira

Ambiguidade

Mesmo anunciando através de um release ambíguo de que é pré-candidata a prefeita de Porto Velho, a deputada federal Mariana Carvalho (PSDB) lançou mais dúvidas do que certezas sobre a eventual postulação. Todos os dirigentes do PSDB, quando instados a falar sobre o assunto, reconhecem que há um receio dela (Mariana) desistir antes da convenção. Aliás, receio que a coluna sempre compartilhou.

Incertezas

Desde que Mariana assumiu as funções no Congresso Nacional tem confidenciado em privado que não está com motivação para disputar as eleições municipais deste ano, razão pela qual as dúvidas somente aumentaram, embora a assessoria tenha anunciado publicamente que ela é pré-candidata. Caso se confirme, mesmo não sendo imbatível, tende a ser uma fortíssima postulante a desalojar Mauro Nazif da função de alcaide.

Interlocução

Já o deputado estadual Léo Moraes (PTB), assumidamente pré-candidato, percorre os bairros da capital marcando presença e cobrando ações da municipalidade para os diversos problemas do município. É um parlamentar atuante e com bons propósitos que tem chances de fazer uma campanha robusta. No entanto, comete um erro primário ao escalar como interlocutores pessoas sem a estatura ideal para falar em seu nome com as demais agremiações e ampliar as chances da postulação.

Retrocesso

Embora o Ministério da Educação esteja sendo conduzido por um parlamentar conservador e sem o brilho acadêmico ostentado por seus antecessores, há em surdina um movimento interno na UNIR formado por um número minúsculo de docentes, desacostumados a respeitar a vontade da maioria, para impedir a posse do reitor professor Ari Ott, eleito de forma limpa e bem votado pelos alunos, professores e servidores. Com a ascensão do ministro conservador, os insurretos da UNIR tentam impedir a posse espalhando um dossiê junto à bancada federal com denúncias requentadas. Apenas um parlamentar da bancada deu ouvidos aos inconformados.

Vespeiro

Em geral nunca foi um bom negócio para os políticos comprar briga com a comunidade universitária, em particular quando o assunto é colocar em cheque a autonomia universitária. Um vespeiro que em outrora provocou muita dor de cabeça para políticos locais.

Fedentina

Ninguém aguenta o mau cheiro exalado do córrego que separa o shopping Porto Velho do Parque da Cidade – onde centenas de pessoas utilizam a pista para caminhar. É uma fedentina insuportável, mas parece que as autoridades municipais responsáveis pela drenagem do córrego e da respectiva manutenção das margens não sentem o cheiro horroroso dali exalado.

Crise

Apesar de que nenhuma crise por si justifique que os salários dos servidores públicos não sejam corrigidos pelo índice inflacionário acumulado, a deflagração de movimentos paredistas neste momento também não se justifica. Não se corrige uma crise criando outra. Em Rondônia várias categorias ameaçam entra em greve.

Memória

Uma obra lançada recentemente pelo escritor Júlio Olivar descrevendo a história da Vila de Santo Antônio que poucos rondonienses conhecem merece uma leitura atenta dos que aqui fixaram residência ou dos que nesta terra nasceram. “A cidade que não existe mais”, é o livro onde o autor narra parte da história da Vila que ficou esquecida na memória de poucos ou nos registro empoeirados das bibliotecas do Mato Grosso. Olivar recupera parte da história dos moradores de Santo Antônio, em particular os problemas sanitários do passado tão presentes nos dias atuais. Em um trecho de uma missiva na lavra do sanitarista Oswaldo Cruz, onde descreve como calamitosa a mortandade infantil da Vila, fez o seguinte registro: “A população infantil não existe e as poucas crianças que se veem têm vida muito curta. Não se conhecem entre os habitantes de Santo Antônio pessoas nascidas no local: essas morrem todas. Sem o mínimo exagero, pode-se afirmar que toda a população de Santo Antônio está infectada pelo impaludismo”.

Degradados

Entre outras obras de Olivar, de igual valor, a “Cidade que não existe mais” é sem dúvida a que mais retrata parte da formação do antigo território federal com reflexos históricos atualmente presentes. O diário de bordo do capitão Carlos Brandão Storry, do navio Sattelite, embarcação que atracou em Santo Antônio no início de 1911, com 444 pessoas consideradas degradadas, oriundas do Rio de Janeiro, descreve uma tripulação formada pelos mais temidos bandidos e degenerados que foram enviados para Santo Antônio como forma de promover uma limpeza na Capital da República. É sem dúvida uma obra importante e merecedora de elogios pelos detalhes com que o autor reconstrói parte da história da Vila que até então não existia mais! Por obstinação literária e compromisso com a história rondoniense Júlio Olivar nos brinda com um livro custeado por ele mesmo desde a concepção até o lançamento. A coluna rende homenagens ao autor e recomenda a leitura que nos brinda com um texto primoroso e com a apresentação de igualmente brilhantismo do jornalista Montezuma Cruz.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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