Em Linhas Gerais

O impeachment permitirá a volta do crescimento e a possibilidade de superação da crise- Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença”. Benjamin Franklin (1706/1790), estadista estadunidense.

GRANDE DESEJO

Às vezes me embatuco com a ideia de certas pessoas. E como acontece agora, diante da confissão pública de Confúcio. Ele na verdade parece acreditar ser a encarnação filosófica do pensador chinês. Deve estar contaminado pelo nome que recebeu no batismo.

“Eu quero fotografar a felicidade, o sorriso, os dentes brancos e os sem-dentes (sic). Eu quero filmar não as imagens das pessoas, mas, por na tela os seus pensamentos e suas tristezas. Um filme que ainda não foi feito”, é a confissão de ontem no seu blog.

Tá explicado por que seu governo é essa tragédia para as aspirações rondonienses. E ainda tem gente botando fé nessa gestão filosófica…

FALTA EMPOLGAÇÃO

Nas redes sociais a convocação para a manifestação pelo impeachment de Dilma em Porto Velho está de pé. O movimento “Verás que um Filho teu não Foge à Luta” pretende concentrar quem é favorável à saída de Dilma no próximo dia 13, a partir das 15 horas, na Praça das Caixas D’Água. Pelo visto, a mobilização não está causando grande empolgação.

Mas o mesmo pode se dizer em relação ao movimento dos defensores de Dilma, anunciado para acontecer no dia 12.

Nas ruas não se vê o impeachment ser discutido pelas pessoas como na época de Collor. Por isso a oposição quer o recesso. E sem mobilização popular não existe impeachment.

APAGADA

A principal atração da decoração natalina milionária desse ano, a Árvore de Natal do Parque da Cidade, inaugurada com festa e queima de fogos no domingo não brilhou na noite de segunda feira. Certamente não foi para economizar na conta de luz da prefeitura. E pensar que os cidadãos-contribuintes-eleitores de Porto Velho pagam uma conta de mais 2,5 milhões de reais por essa sinecura do “prefeito 40”…

SEM FUNDOS

Dos mais de 600 milhões de cheques que devem ser movimentados até o fim de 2015, cerca de 14 milhões serão devolvidos por falta de fundos, segundo estimativa elaborada da Boa Vista SCPC.

SE PREPAREM

Basta dar uma passadinha pelos supermercados de Porto Velho para constatar como a coisa vai ficar terrível no próximo ano. A disparada dos preços é responsável por carrinhos cada vez mais vazios. E, claro, os consumidores da capital reclamam muito na hora de pagar a conta.

AUMENTO DO ICMS

E se o governo de Confúcio conseguir apoio ao pedido de aumento de impostos que tramita na Assembleia, os preços subirão ainda mais, provocando mais redução no poder de compra da população. Deputado que votar contra os consumidores rondonienses podem ter de justificar publicamente se voto. Com o descrédito do povo em relação à classe política, certamente não é uma boa ideia votar em favor do reajuste do IPVA e do ICMS.

MAIS POBRES

Embora gente do governo goste de bater na tecla que Rondônia ainda é uma ilha protegida pela crise nacional, a inflação de dois dígitos com a recessão está fazendo os rondonienses ficarem mais pobres. Economistas da cidade ouvidos pela coluna alertam: o efeito será mais devastador no próximo ano, levando os moradores a frear ainda mais o consumo. Vai ser uma gritaria geral diante dos novos aumentos nas contas de luz, água e até na tarifa dos ônibus.

CABELOS EM PÉ

Empreiteiras contratadas pelo governo rondoniense (e não só as enfronhadas em obras com pendências na justiça) estão de cabelo em pé diante das incertezas de recebimento das parcelas desse final de ano. Algumas não terão como quitar suas dívidas com os bancos sem sacrificar o pagamento de pessoal. Se essa situação não for superada, disse um desses empresários à coluna, “o estado de Rondônia poderá começar 2016 com trombose econômica.”

IMPEACHMENT

Esse é o assunto que domina a política de todo o Brasil. Mas em Porto Velho praticamente não tem causado interesse nem mesmo aos políticos que pretendem estar presentes na ribalta das próximas eleições. É como se o assunto não tivesse qualquer importância para Rondônia.

OS DOIS

A coluna defende a saída tanto da presidente Dilma Rousseff (PT) quanto do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A saída de Dilma é mais urgente pois ela faz mais mal ao Brasil. O ideal no entanto era que Dilma e Cunha dessem as mãos seus cargos juntos, o mais rapidamente.

Com as políticas errôneas da presidente petista, o Brasil está sendo levado para o abismo. O impeachment permitirá a volta do crescimento e a possibilidade de superação da crise — que inexoravelmente vem se aprofundando desde o começo do ano.

DEPRESSÃO

Estamos diante da maior crise da Era Real. Se o ano que vem cumprir as previsões do próprio governo, passaremos de recessão econômica para depressão. Só aconteceu isso no Brasil em 1930. Este é o pior momento econômico da história.

HOMEM FORTE

Não se fala de outra coisa nos corredores da Assembleia: “Como um cidadão que foi presidente da casa, senador da República e prefeito da cidade mais importante de Rondônia depois da capital acaba aceitando um carguinho sem importância nenhum num gabinete parlamentar?”.

E ai, contam as candongas, que o ex-poderoso José Bianco (aquele que quando governador pôs quase 10 mil servidores na rua) só conseguiu o cargo “pela influência de Marquinhos”, um personagem que ficou uma temporada preso como integrante da quadrilha (com muitos deputados) liderada na época por Carlão.

SACUMÉ

As empresas que vão operar em caráter emergencial o sistema de transporte urbano da capital rondoniense a partir do próximo dia 27 estão numa zona de total desconforto e grande risco. O TCE concordou com a entrada em operação desse esquema mas determinou que a prefeitura terá seis meses para realizar a Concorrência Definitiva que, como se imagina, estará aberta em nível nacional. Com a proverbial lerdeza dessa gestão (e levando-se em conta o ano eleitoral) vai ser difícil acreditar que essa providência será cumprida… E ai quem colocou milhões nesse negócio poderá ver a vaca indo para o brejo com rabo e tudo.

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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