Em Linhas Gerais

O estado sofre de uma explosão de crimes contra o patrimônio e contra a vida – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O mundo visível é a organização invisível da energia.” HENZ PAGELS (1939/1988), físico e escritor científico americano, morto de forma trágica num acidente no Colorado. Foi presidente da Academia de Ciências de New York e escreveu diversos livros explicando de forma popular os aspectos mais complexos da física e cosmologia moderna.

 PASSA TUDO

O deputado Luizinho Goebel (PV) foi o destaque da sessão de ontem de manhã na Assembleia Legislativa rondoniense ao criticar seus colegas de plenário – “votam matérias” a toque de caixa – “sem saber o que estão votando”, acentuou. O parlamentar “verde” ressaltou que quando se trata de projetos do interesse do governo “passa tudo”, sem qualquer debate ou discussão, isso graças à folgada maioria governista. O comentário do parlamentar se estribou na “aprovação” de cerca de 20 matérias na sessão de terça que não foram apreciadas em nenhum das comissões fixas da Casa.

 REGIMENTO

A falta do debate dessas matérias nas comissões e sua votação atropelando prazos e o próprio regimento desmoraliza o parlamento, tirando poderes do Legislativo como casa que precisa representar a população e debater, de forma transparente e aberta, as proposituras. Sem discutir e debater, os deputados votam sem saber no que estão votando, às vezes em propostas que precisariam sofrer emendas modificativas para se adequarem de verdade aos interesses da população. “É preciso – alertou Goebel – que se cumpra o Regimento para evitar desgastes e desmoralização do Legislativo, que é o poder mais democrático da sociedade”.

 DESCONTROLE

Basta folhear exemplar da mídia rondoniense ou navegar pelos seus sites mais visitados para constatar que o estado sofre de verdade uma explosão de crimes contra o patrimônio e contra a vida. A colocação de Rondônia no ranking brasileiro é vergonhosa para nosso sentimento de cidadania e temerária sobre os desdobramentos desse caos no futuro próximo.

Estamos diante de uma calamidade, especialmente a visível decadência da Polícia Civil, pela falta de gestão do governo e pela redução dos investimentos em segurança pública.

 SEM POLÍTICA

Há falta de recursos materiais em humanos em todo o segmento da segurança pública no estado, onde chega a faltar material de expediente para as necessidades mais comezinhas. A situação é mesmo desoladora, a ponto de delegados pensarem seriamente em novos movimentos grevistas para ver se o governo toma alguma atitude.

 INTOLERANTE

Enquanto a situação é avassaladora especialmente nas áreas de maior exclusão social, na Assembleia aquele parlamentar especializado em distribuir medalhas e votos de louvor para a força militar do estado, às centenas, preferiu expor seu viés de intolerância às críticas do que abordar pelo viés das necessidades da população essa situação de decadência da segurança pública no estado.

 VIBRANDO

Pelo menos um parlamentar integrante da Assembleia Legislativa não escondeu sua satisfação com a aprovação substitutivo das 10 medidas de combate à corrupção nas primeiras horas da quarta feira, em Brasília, pela Câmara dos Deputados.

Enquanto o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Roberto Veloso, opinava que a aprovação desse substitutivo “foi um atentado à democracia”, destacando que enfraquecer a magistratura “criando crimes pelas atividades cotidianas de juízes é favorecer à corrupção”; na Assembleia o deputado Jesuíno Boabaid (PMN) preferiu elogiar a decisão dos deputados federais. E não foi contraditado por nenhum parlamentar.

 AUTORIA POPULAR

A proposta inicial do projeto de lei foi lançada a partir de uma campanha do Ministério Público Federal, que coletou mais de 2 milhões de assinaturas em apoio à proposta, encaminhada ao Congresso como projeto de lei de iniciativa popular

A adesão maciça do povo ao projeto de lei original é o aviso de que a sociedade está cansada das improbidades dos membros do Legislativo e do Executivo. O povo quer punição para os políticos e gestores corruptos. Jesuíno foi o único parlamentar rondoniense a vibrar diante da possibilidade, com a aprovação da lei, de enquadrar magistrados e procuradores em até oito situações, inclusive por “expressar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento”. Certamente o parlamentar pródigo na concessão de láureas do parlamento não irá premiar a categoria responsável pela investigação e julgamento de autoridades corruptas.

 TREMEI

Políticos rondonienses que deitaram e rolaram na prática da corrupção, negociando e recebendo propinas – especialmente de grandes empreiteiras que realizaram grandes obras no estado – tremei. A Lava Jato pode estar se preparando para prisões em massa. O juiz Sergio Moro solicitou às autoridades competentes do setor a reserva de 70 vagas no sistema prisional de Curitiba a partir de dezembro. Seria para abrigar novos réus da Lava Jato.

 REGABOFE

O senador Valdir Raupp, ainda o mais importante cacique do PMDB rondoniense, vai demonstrar ser dono do verdadeiro jogo de cintura dos políticos de verdade. Mesmo tendo sofrido nos últimos tempos críticas muitas vezes contundentes do jornalismo político estadual o senador manterá a tradição de realizar o jantar de congraçamento de final de ano com a imprensa, numa demonstração clara que não se deixa intrigar com os jornalistas. O jantar, como disse fonte, será realizado no próximo dia 16 e nenhum escriba (mesmo os mais ácidos) será riscado da lista.

 PARA NÃO ESQUECER

O PT votou em peso contra o pacote de combate à corrupção. Justifica-se. A maioria de seus políticos é investigada pela Lava Jato. O projeto seguirá agora para a apreciação do Senado. Mas a porta da indecência está escancarada.

 FORO PRIVILEGIADO

Integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovaram ontem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim do foro privilegiado para autoridades em crime comuns. A proposta seguirá para discussão no plenário da Casa. Apesar das reações de parte dos senadores, o relatório aprovado na CCJ, entre outros pontos, também acaba com a regra que prevê a prisão somente após do trânsito em julgado para presidente da República e aos parlamentares federais.

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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