Em Linhas Gerais

O deputado Maurão de Carvalho soube construir sua vitória na ALE – por Gessi Taborda

 MENINOS, EU VI

Taborda2Quebrei o repouso e fui assistir, mesmo com fortes dores na perna machucada, à sessão solene de posse dos deputados, realizada no “Talismã”. Gratificante para o jornalista ver com seus próprios olhos a confirmação das previsões feitas com bastante antecedência aqui na coluna. Foi exatamente como antecipamos: chapa única com a vitória expressiva do deputado Maurão de Carvalho como novo presidente do parlamento.

Foi uma festa bonita de ser ver. Uma organização quase impecável do cerimonial e, também, do Departamento de Comunicação da Casa, com a coordenação do jornalista Paulo Ayres.

 PROFISSIONAL

Taborda2O deputado Maurão de Carvalho soube agir como profissional da política. Ele chegou a um consenso sem hostilizar ninguém, nem mesmo quem procurou organizar uma chapa para concorrer com ele. Eleito com o mais alto consenso visto até hoje nesse tipo de disputa, o novo presidente da Assembleia terá todas as condições de ter um excelente desempenho nesse importante cargo que assumiu no domingo.

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 NA MESA

Taborda2O deputado Maurão de Carvalho não se deixou levar por pressões (externas, diga-se de passagem) para rifar da composição da mesa o deputado José Hermínio. Ora, seria não só uma indelicadeza mais um injustiça como ex-presidente que, como é público e notório, fez todo o esforço possível para facilitar as condições de trabalho dos parlamentares da legislatura passada. Hermínio deixou a chefe da Assembleia mas permanece na mesa, no honroso cargo de 2º Vice-Presidente.

José Hermínio deixou a presidência da Assembleia onde mostrou serviço não só ampliando os instrumentos que facilitaram a ação dos deputados, mas – e talvez seja o mais importante – trabalhou na valorização dos servidores daquele poder como nenhum outro ex-presidente fez.

 NOVA AGENDA

Taborda2O novo presidente da Assembleia já se comprometeu com o Sindler a manter e até ampliar a política de apoio aos servidores do legislativo.

Mas o principal desafio da agenda a ser desenvolvida pelo novo presidente é modernizar o Legislativo rondoniense, tornando-o mais eficiente na elaboração de leis e na fiscalização dos atos do Executivo. Outro grande desafio de Maurão: terminar o novo prédio do Poder Legislativo deve ser uma árdua labuta.

 SINAL FECHADO

Confucio MouraO anúncio de que o governador Confúcio Moura participaria da sessão solene de posse dos deputados rondonienses não se cumpriu. Mais uma vez coube ao vice-governador Daniel Pereira representar o governo. A presença do governador era esperada pelo simbolismo de representar o reinício de um amplo diálogo com o legislativo, mudando a situação que prevaleceu na legislatura anterior.

O não comparecimento de Confúcio foi interpretado por alguns deputados reeleitos como a manutenção do sinal fechado que vigorou enquanto Hermínio foi presidente da Assembleia.

 SUPERAÇÃO

Taborda2Essa situação, se depender de Maurão de Carvalho, já está superada. Ele mantém o compromisso de assegurar a independência do Legislativo, mas, garante, “tendo como meta principal contribuir no esforço conjunto feito pelo governo e pelas diversas forças da sociedade rondoniense para superar os indicadores sociais e econômicos de Rondônia”.

“Vamos atuar com independência sempre no sentido de contribuir com Rondônia, e isso será feito com muito diálogo com os representantes de todos os poderes constituídos”, acentuou o novo presidente.

 INDIGESTO

vergonhaOs integrantes da bancada federal de Rondônia evitam tocar nesse assunto indigesto em público. Mas nas rodas frequentadas por políticos e empresários falam abertamente sobre Garçom e Mosquini, como deputados empossados no domingo, mas que deverão estar fora da bancada possivelmente antes do ano acabar. Com isso, quem abre um largo sorriso é Amir Lando, o homem que “cassou Collor”, que foi ministro, mas não consegue romper com a síndrome do suplente.

 ESTADUAL

Também entre os deputados estaduais empossados no domingo há quem enfrenta processo na Justiça Eleitoral do estado, que pode resultar em cassação.

 ALERTA

BandeiraE realmente os deputados empossados no domingo precisam agir com a máxima capacidade de formular alternativas políticas para evitar que Rondônia viva o pior.

Mais uma vez o estado será vítima da falta de planejamento governamental. Assim, a economia quase estagnada em nos debatemos, não terá forças para reagir e, o que é pior, sem uma forte ação do governo, pode até retrair-se ainda mais, ceifando empregos e algumas conquistas econômicas e sociais alcançadas ao longo dos últimos 30 anos.

Ai estamos nós na iminência de vermos novamente os estragos provocados pela cheia do Rio Madeira. E as ações emergenciais não poderão minimizar a crise que isso representa para a população mais pobre. Se os governantes não conseguiram resolver até hoje os dramas causados pela cheia histórica, como acreditar que dessa vez vão implantar a infraestrutura capaz de dar ao estado condições de suportar essas provações?

 SEM CUMPRIR

mauro_nazifE não adianta olhar de soslaio. Porto Velho vai continuar por muito tempo na vergonhosa classificação de 4ª cidade mais escrota do Brasil. Somos vítimas de um prefeito que não cumpriu nem 15% das metas e compromissos anunciados na mentirosa campanha eleitoral, algo que é comum aos prefeitos anteriores também. Na verdade a prefeitura continua sendo um enorme cabidão de empregos. É uma vergonha o dr. Mauro Nazif começar a espalhar por ai que será candidato a reeleição e que vai ganhar no primeiro turno, pilotando uma gestão onde tudo anda caindo pelas tabelas, Será que Nazif pretende colocar Porto Velho no tempo da lista das cidades mais esculhambadas do país.

 PREPAREM-SE

mauro_nazifA bravata de Mauro Nazif está no fim. O reajuste do transporte coletivo urbano deve sair esse mês. Se o prefeito continuar empacado quem vai decidir isso é a Justiça. Com o reajuste de todos os insumos para a atividade, com a inflação, não tem como segurar esses preços defasados.

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 SOLTO

Ex-deputado CarlãoComo se tudo estivesse sob controle; como se nas suas costas não pesassem anos de condenação por vários crimes de desvios dos cofres públicos, Carlão de Oliveira flanou feliz da vida na sessão solene de posse dos deputados da Assembleia Legislativa, comemorando a posse do filho Jean, reeleito para mais um mandato.

Já Marco Donadon, que ainda cumpre pena também pela prática de corrupção, não apareceu por lá para ver sua mulher Rosângela ser empossada

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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