Em Linhas Gerais

Nenhum candidato a prefeito demostrou algum projeto para resgatar Porto Velho do caos em que se encontra

FILOSOFANDO

 “Para a arte de viver, é preciso saber a arte de ouvir, sorrir e ter paciência… sempre”. Hermann Hesse (1877/1962), escritor alemão.
 SEM PROJETO
 Bem, até o momento nenhum dos pretendentes ao cargo de prefeito da capital rondoniense (a mais esculhambada do Brasil) demonstrou possuir algum projeto para realizar uma administração voltada de fato às necessidades de sua população, com ações de resgate dos fracassos acumulados ao longo das últimas gestões, em todas as áreas, responsáveis pela pelo baixo índice da qualidade de vida de seus moradores.
 NEM SÍNDICO
 Entrementes, permanece a certeza de grande parte dos cidadãos portovelhenses de que o atual prefeito, que se elegeu pelas promessas não cumpridas na eleição anterior, acabou demonstrando durante todo o primeiro mandato não ter condições de ser nem mesmo um bom síndico de prédio.
 E mesmo assim, depois de não cumprir nem um terço das promessas da campanha passada e fazer tantas bobagens como chefe do Executivo está, no maior caradurismo que se pode imaginar, correndo feito louco atrás de um novo mandato.
 ESTUPIDEZ
 Seria necessário um espaço muito maior do que uma simples coluna de jornal para enumerar a longa lista de bobagens e estupidez praticadas pela atual gestão de Porto Velho, algumas muito parecidas com crimes de responsabilidade que, esperamos, estejam sendo objeto de análise criteriosa das autoridades responsáveis pela defesa do erário.
 HILÁRIAS
 Registremos assim as mais hilárias. Já no princípio veio a invenção da decoração natalina com pneus velhos, motivo de piada em todos os cantos da cidade. Outra grande bobagem que acabou não vingando embora certamente tenha contribuído bastante na produção da indústria da multa montada pela Semtran: a proibição de estacionamento na avenida Calama, com a desculpa da implantação de um corredor de ônibus. A própria gestão de Mauro acabou reconhecendo sua incompetência, terminando com a maluquice agora, bem no período eleitoral.
 MESQUINHARIAS
 Aliás, exatamente no segmento do transporte e da locomoção urbana se produziram as ações mais tacanhas, medíocres e mesquinhas dessa gestão de Mauro Nazif.
 Só mesmo um político crescido na pantomima do pequeno socialismo festivo poderia implantar um modelo de sinalização de alto custo (e desnecessário), como essa coisa monstruosa (uma caricatura de algum portal urbano) espalhada nos cruzamentos mais visíveis da cidade. É um modelo que não existe em nenhuma outra capital com urbanismo moderno no país.
 EMERGENCIAL
 E como não relembrar agora, quando a campanha eleitoral começa a tomar corpo, o pesadelo da “solução emergencial” do transporte urbano, substituindo aquilo que era ruim por uma essa droga batizada de “Sim”, ainda investigada no âmbito do Tribunal de Contas, com a possibilidade de um desfecho dramático no âmbito judiciário.
 E como não lembrar o estrago que esse prefeito mequetrefe fez na pobre arborização da cidade, que com ele ficou mais pobre.
 POR UM TRIZ
 Se não fosse a imediata articulação do senador (condenado) Ivo Cassol para apagar o princípio de incêndio capaz de romper o a anunciada aliança do PP ao candidato do PTB, Leo Moraes, a situação de desconforto do herdeiro dos esquemas políticos de Paulo Moraes seria enorme nessa quinta feira, quando teria de enfrentar a desistência do vice.
 PULANDO FORA

Segundo fontes bem informadas quase foi abaixo ontem o acordo que, por enquanto, garante a presença do médico Amado Rahall (ex-diretor geral do HB) formando, como vice, a chapa petebista que deverá homologar o nome de jovem deputado Leo como candidato à sucessão do prefeito de Porto Velho.

 CASSOL

Uma ordem de Ivo Cassol aos seus liderados no PP apagou o princípio de incêndio e assim Leo Moraes não precisará sair avexado para conseguir, na última hora, um novo companheiro de chapa. O episódio serve para reforçar a influência de Ivo Cassol na formação da chapa petebista, fato tratado até agora como simples especulação.

 AGRUPAMENTO
 Um dos principais motivos de otimismo da cúpula do PMDB com o desempenho de seu candidato à sucessão municipal de Porto Velho, conforme comentou ontem uma fonte, lastreia-se principalmente no tamanho da base aliada para esta campanha, como quase uma dezena de siglas partidárias.

Pelo que se ouve, dificilmente algum outro partido terá em torno de seu candidato um agrupamento político maior. Mas para quem analisa os fatos sem paixão, isso não significa praticamente nada. O eleitor portovelhense vota mais no candidato do que no agrupamento político. Para vencer Williames Pimentel terá de provar para o eleitorado que é o melhor candidato, com propostas factíveis. Só transmitirá confiança no eleitorado se conseguir passar para a população a imagem de que é um sujeito confiável.

 CAMISA DE FORÇA
 A informe de que sairá do PDT o vice de Mauro Nazif põe ponto final nas especulações de uma candidatura própria com as bênçãos dos Gurgacz. E certamente vai colocar o deputado José Hermínio, reconhecido inimigo político de Mauro, numa autêntica camisa de força. Na verdade, essa decisão do PDT sinaliza uma forte tendência de Hermínio deixar a sigla e entrar num processo de aposentadoria precoce na sua vida política.
 NEM PARECE
 Odacir Soares será mesmo candidato na disputa de outubro? Parece que só o próprio Odacir e seus amigos mais chegados acreditam nisso.

Por mais que Odacir tenha marcado no passado seu nome nas disputas políticas de Rondônia, neste pleito ele não aparece entre as alternativas do eleitorado.

 Sua pretensão política está tão camuflada que pode se dizer que nem com sua enorme rede de rádio seu pré-lançamento pegou.
IMAGEM
 O pouco que se tem falado de Odacir nada tem a ver com aquela imagem de ícone da política rondoniense. Odacir já foi, em tempos idos, prefeito de Porto Velho mas isso vai ajuda-lo. Dele não ficou a imagem de um realizador, de um tocador de obras como ele sustenta em suas reminiscências.Entre os candidatos, certamente Odacir foi o que mais disputou mandatos, numa carreira de muitas vitórias e algumas derrotas.
 DEPRESSÃO
 Se ficar fora do segundo turno, Odacir corre o risco de entrar num processo depressivo ao ter de se recolher ao esquecimento.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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