Em Linhas Gerais

Não será fácil livrar o Brasil da corrupção e nem o estado de Rondônia – por Gessi Taborda

 FILOSOFANDO

“A gratidão é a virtude das almas nobres.” ESOPO (datas incertas de nascimento e morte), foi um escritor da Grécia Antiga, a quem se atribui a paternidade das fábulas como gênero literário. Em muitos de seus escritos, os animais falam e têm características humanas.

 É UM ATRATIVO

O tema corrupção é pauta frequente na coluna e também na mídia não amestrada de um modo geral. E com a programação das novas eleições para 2018 a tendência é aprofundar essa pauta, no sentido de conscientizar os cidadãos-contribuintes-eleitores a aperfeiçoar ainda mais o exercício do voto, ao ponto de não sufragar de jeito nenhum criminosos profissionais, burocratas medíocres e desqualificados morais que, lamentavelmente, acabam mantidos na vida pública em consequência dessa irresponsabilidade do eleitor.

 EMBLEMÁTICA

A política em Rondônia não difere muito da nacional. Também em nosso estado ela funciona como excelente atrativo dos corruptos profissionais ligados a verdadeiras quadrilhas especializadas em montar e aplicar golpes nos cofres públicos.

Um exemplo emblemático disso é a cidade de Vilhena, uma urbe bem organizada, com tudo para se converter num orgulho rondoniense e que sofre com a perpetuação do crime contra o patrimônio público pelo fato de seus eleitores legitimarem nomes dos piores clãs nos mais importantes nichos de poder daquele município, envergonhando não só Vilhena, mas todo o estado.

Esse foi o assunto mais importante tratado na coluna de ontem ao focalizar o risco da Justiça cancelar o resultado das urnas, cassando a prefeita recentemente empossada – caso isso ocorra – determinando em consequência disso nova eleição para escolher um prefeito sem problemas de ordem judiciária.

 ESTRUTURAS

Não será fácil livrar o Brasil da corrupção. E nem o estado de Rondônia. As estruturas de poder que nos cercam estão apodrecidas, possibilitam o crime e suas intervenções se dão quase sempre sobre indivíduos e não nas instituições praticamente desnecessárias, tendo em vista que servem de meros escudos de proteção para os larápios do povo.

É por isso que nem a prisão de escroques conhecidos no mundo político (e hoje há vários presos, investigados e foragidos) rondoniense consegue evitar novos crimes.

 O ELEITOR

Não é só as barreiras burocráticas, o cipoal jurídico e as relações de tirania do poder emasculado entre os corruptos e os corruptores que acabam se transformando numa blindagem.

Os cidadãos em geral (e os eleitores em especial) já estão acostumados a assistir tudo passivamente. Votam sem levar em consideração se o candidato escolhido vai representa-lo de verdade ou apenas cuidar dos interesses próprios ou de grupos econômicos comprometidos com o financiamento de suas campanhas.

 TÁ EXPLICADO

Nesse cenário de dissolução dá para entender a confirmação, no dia de ontem, do senador Edson Lobão, do PMDB do Maranhão, na presidência da CCJ, por onde vai tramitar a indicação de Alexandre Moraes para ministro do STF, onde terá o papel de revisor da Lava Jato. Dá também para entender a escolha do senador Acreano Eduardo Braga (PMDB-AM) para a função de relator da indicação do ex-ministro da Justiça de Temer.

RONDONIENSES

Como não podia deixar de ser, tudo isso aconteceu com o beneplácito dos representantes rondonienses no Senado. E mesmo assim, nós eleitores brasileiros nos consideramos atores do processo eleitoral, mas não temos qualquer controle sobre os atos e decisões daqueles que dizem que nos representam. Se o eleitorado não se conscientizar melhor, vai continuar com dificuldades de manifestar, nas urnas, das eleições seguintes sua justificada indignação.

 NIVER

Nesta sexta-feira (10), o Aeroporto Governador Jorge Teixeira de Oliveira, em Porto Velho (RO), comemora seu 38º aniversário sob a administração da Infraero. O terminal, localizado a 7 km do centro da capital rondoniense, conta com voos diretos para Brasília (DF), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC). Em 2016, foram registrados mais de 830 mil passageiros, entre operações de embarques e desembarques.

 SEM PREJUIZO

Existe um sindicato municipal para defender os servidores da prefeitura de Porto Velho. Trata-se do Sindeprof. No entanto, quem se pronunciou com muita virulência sobre a extinção do quinquênio, através de lei convenientemente aprovada, para os servidores contratados a partir de agora pela prefeitura foi o Sintero, entidade sindical estadual representativa dos trabalhadores do segmento da educação.

O Sintero, como é do amplo conhecimento, funciona desde sua fundação como um dos braços do PT no sindicalismo. Então não chega a causar surpresa a “nota de repúdio” publicada pela entidade na mídia, classificando de “golpe” da gestão do novo prefeito aos servidores municipais. É apenas um ataque político injustificável.

 GOLPE???

Certamente deve ser possível identificar o DNA eleitoreiro já com vistas à disputa do próximo ano. É uma pena que o Sintero – tão interessado na defesa dos servidores – não explique coisas do interesse de seu segmento, como o super-aumento nas mensalidades do Plano de Saúde, obrigando a categoria do magistério a migrar para o SUS.

 OLHANDO O FUTURO

Pena que o Sintero não destacou que o pagamento do quinquênio continua mantido para quem já faz parte do quadro de servidores da prefeitura. Não se mexe em direito adquirido, deixou claro o prefeito Hildon na entrevista coletiva da tarde de ontem. Com a decisão de extinguir a concessão de quinquênios o prefeito evita que as finanças da prefeitura entre em colapso, comprometendo a capacidade de pagamento dos salários dos servidores num prazo máximo de cinco anos.

VAI E VOLTA

Na manhã de ontem o Tribunal Regional Federal da 1ª região derrubou a liminar que saiu quarta feira à noite na Justiça Federal de Brasília suspendendo a nomeação e posse de Moreira. Mas no início da tarde a juíza Regina Coeli Formisano, da da 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro concedeu nova liminar suspendendo a nomeação e posse de Moreira Franco. Várias ações semelhantes já deram entrada na Justiça Federal de vários estados. A guerra promete ser longa e parece que terá inclusive gente de Rondônia envolvida no imbróglio.

 GRAVE

Conexões políticas dos PMs rondonienses, segundo comentou ontem uma fonte muito próxima dos gabinetes identificados com os interesses corporativos dos milicianos, estimulam lideranças da caserna a repetir por aqui o movimento reivindicatório semelhante ao realizado em estados como o Espírito Santo.

Em nível do governo do estado não foi possível confirmar  se  alguém acompanha as possíveis irradiações desse tipo de movimento para todo o estado, pelo menos para deixar a população de sobreaviso dessa grave possibilidade.

 PRIMEIRA DAMA

Ieda Chaves, a primeira dama do município de Porto Velho, reuniu-se ontem tem Brasília com Marcela Temer para conhecer o Programa Criança Feliz do governo federal. É a primeira vez que as duas primeiras-damas se encontram. Ieda, por sua vez, apresentou demandas  de Porto Velho na área social.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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