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Nancy Pelosi aterrissa em Taiwan em meio a tensão entre EUA e China

Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou, nesta terça (2), que políticos dos EUA que “brincam com fogo” na questão de Taiwan “não terão um bom fim”

A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, desembarcou em Taipé nesta terça-feira (2), marcando uma demonstração significativa de apoio a Taiwan, apesar das ameaças de retaliação da China pela visita.

O Ministério das Relações Exteriores da China alertou sobre o “grave impacto político” da visita.

“A visita de nossa delegação do Congresso a Taiwan honra o compromisso inabalável dos Estados Unidos em apoiar a vibrante democracia de Taiwan”, disse Pelosi em comunicado logo após o desembarque.

“Nossa visita de forma alguma contradiz a política de longa data dos Estados Unidos, guiada pela Lei de Relações de Taiwan de 1979, os três comunicados conjuntos EUA-China e as Seis Garantias.”

O voo foi o mais acompanhado do dia no site de rastreamento aéreo Flightradar24. O avião deixou a capital malaia de Kuala Lumpur às 04h42, no horário de Brasília, e voou para o leste em uma rota que contornava o Mar da China Meridional. Fontes haviam indicado que Pelosi era esperada na capital taiwanesa de Taipé nesta terça-feira (2).

Um alto funcionário do governo taiwanês e um funcionário dos EUA informaram à CNN que a presidente da Câmara deveria incluir Taiwan na rota de sua turnê pela Ásia, apesar das advertências de funcionários do governo Biden, que estão preocupados com a resposta da China a uma visita tão importante.

A parada – a primeira para um presidente da Câmara dos EUA em 25 anos – não está no itinerário público de Pelosi e ocorre em um momento em que as relações entre Estados Unidos e China estão em baixa.

Uma autoridade taiwanesa acrescentou que ela deve passar a noite em Taiwan.

Pelosi chegou a Singapura nesta segunda-feira (1º) para a primeira parada oficial da turnê pela Ásia, onde se encontrou com o presidente do país, o primeiro-ministro e outros altos funcionários.

Nesta terça-feira (2), a mídia estatal da Malásia, Bernama, confirmou que Pelosi e uma delegação do Congresso estava no país para se encontrar com o primeiro-ministro e o presidente do parlamento.

O itinerário da delegação ainda deve incluir escalas na Coreia do Sul e no Japão, mas nenhuma menção foi feita a uma visita a Taiwan oficialmente.

A autoridade dos EUA acrescentou que funcionários do Departamento de Defesa estão trabalhando 24 horas por dia para monitorar qualquer movimento chinês na região e garantir um plano para mantê-la segura.

Durante um briefing regular do Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira (1º), a China alertou contra o “grave impacto político” da visita planejada de Pelosi à ilha autônoma que a China reivindica como parte de seu território e reiterou que seus militares “não ficarão de braços cruzados” se Pequim sente que sua “soberania e integridade territorial” está sendo ameaçada.

“Gostaríamos de dizer aos EUA mais uma vez que a China está de prontidão e que o Exército de Libertação do Povo Chinês nunca ficará de braços cruzados. A China adotará respostas resolutas e fortes contramedidas para defender sua soberania e integridade territorial”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, a repórteres, quando questionado sobre as consequências de Pelosi liderando uma delegação do Congresso em Taipé.

“Quanto a quais medidas, se ela se atrever a ir, vamos esperar para ver”, acrescentou Zhao.

O coordenador do Conselho de Segurança Nacional para comunicações estratégicas, John Kirby, disse na segunda que o governo Biden apoiará Pelosi em uma viagem a Taiwan.

“Queremos ter certeza de que quando ela viajar para o exterior, ela possa fazê-lo com segurança e vamos garantir isso. Não há razão para a retórica chinesa. Não há razão para que ações sejam tomadas. Não é incomum que os líderes do Congresso viajem para Taiwan”, disse Kirby a Brianna Keilar, da CNN, no “New Day”.

“Não devemos ser como um país – não devemos ser intimidados por essa retórica ou por essas ações em potencial. Esta é uma viagem importante para o orador e faremos o que pudermos para apoiá-lo, “Kirby continuou.

Questionado se os EUA estavam preparados para as consequências com a China durante a visita, Kirby disse que “não há mudança em nossa política. Nenhuma mudança em nosso foco em tentar manter um Indo-Pacífico livre, seguro e aberto”.

A questão de Taiwan continua sendo uma das mais controversas. O presidente Joe Biden e seu colega chinês Xi Jinping discutiram longamente o assunto em um telefonema de duas horas e 17 minutos na quinta-feira, enquanto as tensões aumentavam entre Washington e Pequim.

“A questão de Taiwan é a questão central mais sensível e importante nas relações entre China e EUA”, disse o embaixador chinês nos EUA Qin Gang no Fórum de Segurança de Aspen em julho.

Biden disse no mês passado que os militares dos EUA se opuseram à visita de Pelosi a Taiwan, embora desde então tenha se recusado a elaborar os avisos. A Casa Branca disse que cabe ao presidente da Câmara para onde ela viaja e que eles têm pouco a dizer sobre sua decisão.

Ainda assim, funcionários do governo trabalharam nas últimas semanas para explicar os riscos de uma visita a Taiwan em reuniões com Pelosi e sua equipe. O secretário de Defesa, Lloyd Austin, disse recentemente que discutiu uma visita à Ásia com Pelosi.

O governo toma cuidado extra com a segurança de Pelosi quando ela viaja para o exterior porque ela está na linha de sucessão presidencial.

Funcionários do governo estão preocupados que a viagem de Pelosi ocorra em um momento particularmente tenso, já que Xi deve buscar um terceiro mandato sem precedentes no próximo congresso do Partido Comunista Chinês.

Espera-se que as autoridades do partido chinês comecem a preparar as bases para essa conferência nas próximas semanas, pressionando a liderança em Pequim a mostrar força.

As autoridades também acreditam que a liderança chinesa não compreende completamente a dinâmica política nos Estados Unidos, levando a um mal-entendido sobre o significado da potencial visita de Pelosi.

As autoridades dizem que a China pode estar confundindo a visita de Pelosi com uma visita oficial do governo, já que ela e Biden são ambos democratas. Funcionários do governo estão preocupados que a China não separe muito Pelosi de Biden, se é que separa.

Pelosi é crítica do Partido Comunista Chinês. Ela se encontrou com dissidentes pró-democracia e com o Dalai Lama – o líder espiritual tibetano exilado que continua sendo uma pedra no sapato do governo chinês. Em 1991, Pelosi estendeu uma faixa em preto e branco na Praça Tiananmen, em Pequim, para homenagear as vítimas do massacre de 1989, que dizia: “Para aqueles que morreram pela democracia”. Nos últimos anos, ela expressou apoio aos protestos pró-democracia em Hong Kong.

A embaixada chinesa nos Estados Unidos se opôs à sua viagem esperada, planejada para abril, antes de Pelosi testar positivo para Covid-19, pedindo aos membros do Congresso que digam ao orador para não comparecer.

“Eu diria que houve uma pressão total da embaixada chinesa para desencorajar uma viagem a Taiwan”, disse à CNN o deputado democrata de Washington Rick Larsen, co-presidente do grupo de trabalho EUA-China do Congresso. “Eu só não acho que seja da conta deles nos dizer o que devemos fazer. Essa foi a minha mensagem de volta”.

Liu Pengyu, porta-voz da Embaixada da China nos EUA, respondeu que seu escritório está em “contato regular” com membros do Congresso, incluindo Larsen.

“Sobre a questão de Taiwan, fizemos nossa posição em alto e bom som”, disse Pengyu. “A Embaixada está fazendo todos os nossos esforços para evitar que a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan e a estabilidade das relações China-EUA sejam prejudicadas pela potencial visita da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, a Taiwan”.

“Esperamos que consequências sérias possam ser evitadas”, acrescentou. “Isso é do interesse comum da China e dos EUA”.

Muitos democratas e republicanos no Congresso disseram que era direito de Pelosi viajar para Taiwan.

“É decisão exclusiva do presidente Pelosi se deve ou não viajar para Taiwan, não para qualquer outro país”, disse o deputado republicano de Illinois Darin LaHood, o colega republicano de Larsen no grupo de trabalho EUA-China. “Em nosso sistema democrático – operamos com ramos de governo separados, mas iguais”.

“É inapropriado que governos estrangeiros, incluindo o governo chinês, tentem influenciar a capacidade ou o direito de viajar do orador, membros do Congresso ou outros funcionários do governo dos EUA para Taiwan ou qualquer outro lugar do mundo”, acrescentou.

Outros membros pareciam ser mais cautelosos com a viagem diplomaticamente delicada.

A deputada democrata da Califórnia Judy Chu, a primeira mulher sino-americana eleita para o Congresso, disse que “sempre apoiou Taiwan”.

Mas quando perguntado se uma viagem a Taiwan agora enviaria a mensagem errada, Chu disse: “Você pode olhar de duas maneiras. Uma é que os relacionamentos estão muito tensos agora. Mas, por outro lado, você poderia dizer que talvez seja quando Taiwan também precisa mostrar a força e o apoio.”

Quando perguntada o que ela pensava, ela disse: “Deixo para aqueles que vão tomar essa decisão”.

FONTE: CNN 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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