Confesso que não consigo fugir das tentações. “Certas tentações não podem ser combatidas. Devemos fechar os olhos e fugir delas” (A.J. Cronin).
CACAU COR DE ROSA-MOSTRA COLETIVA
A Galeria de Arte Rita Queiróz, no SESC, apresenta Mostra Coletiva “O Cacau Cor de Rosa”, sob a curadoria de Margot Paiva, reunindo os artistas Homero Rodrigues, Flávio Dutka e Bruno Souza. Eles, com suas linguagens distintas, constroem um mosaico de significados em torno de um fruto que transcende o campo agrícola e se torna símbolo cultural e afetivo da Amazônia e de Rondônia. O cacau, elemento central da mostra, é apresentado não apenas como fruto, mas como metáfora de resistência, memória e transformação. Ao tingi-lo de “cor de rosa”, a curadora Margot Paiva sugere uma leitura poética que desloca o olhar do público: o cacau deixa de ser apenas matéria-prima e se torna narrativa visual, capaz de evocar afetos, histórias e pertencimento. O evento, apoiado pela Fecomércio-RO, inscreve-se como um marco no calendário artístico regional, ao propor uma reflexão sobre identidade, território e sensibilidade estética.
“KIKA NÃO FOI CONVIDADA” GANHA MENÇÃO HONROSA EM FESTIVAL DE CINEMA DE VITÓRIA
Confirmando o talento e a boa fase dos criadores de audiovisuais de Rondônia, o curta-metragem “Kika Não Foi Convidada”, escrito e dirigido por Juraci Júnior, na 33ª edição do Festival de Cinema de Vitória, no Espírito Santo, conquistou uma Menção Honrosa do Júri. O evento, que é um dos mais tradicionais do audiovisual brasileiro, ocorreu entre os dias 18 e 25 de julho no Sesc Glória, com exibições gratuitas. Exibido na 13ª Mostra Outros Olhares, o filme integrou uma seleção competitiva expressiva: foram 1.697 obras de todo o país, das quais somente 87 foram selecionadas. Rondônia apareceu bem com três produções: afora Kika Não Foi Convidada, também o curta Poronga, de Rafael Rogante (na 8ª Mostra Do Outro Lado Cinema Fantástico), e o videoclipe Astro Rei, da cantora Gabriê, dirigido por Gabriel Uchida e Talita Gusmão (na 10ª Mostra Nacional de Videoclipes). Outra amostra do bom momento é o fato da atriz, diretora e produtora cultural Kaline Leigue ter sido indicada ao Prêmio Scarlet Muse de Melhor Atriz em Série Dramática, no Bloody Peach Awards 2026, premiação oficial do Bloody Peach Film Festival, realizado em Atlanta (EUA). Kaline concorre ao lado de outras quatro atrizes, levando o audiovisual de Rondônia ao cenário internacional. A indicação é por sua atuação como protagonista do curta-metragem Mucura, dirigido por Fabiano Barros. No comunicado oficial, o festival destacou a profundidade emocional, a autenticidade e a força narrativa de sua interpretação.
CRESCEM OS BARES COM OFERTA DE ATRAÇÕES
Segundo a empresa de inteligência de mercado Datahub, com série histórica até dezembro de 2024, o brasileiro não sai de casa apenas para beber, mas sim em busca de vivências diferenciadas e socialização. Por isto que, embora a maioria dos bares no país (63,16%) ainda seja focado no serviço de bebidas, a fatia que aposta em música ao vivo, jogos, temáticas específicas e outras interações já representa 36,84% do mercado. Este movimento reflete uma tendência global voltada para a personalização e a busca por nichos de interesse. No Brasil contabiliza mais de 190 mil bares em atividade. A distribuição geográfica dos negócios é fortemente concentrada na Região Sudeste, impulsionada pelo poder econômico e pela densidade demográfica. A cidade de São Paulo lidera o ranking nacional com 8.432 estabelecimentos (4,36% do total do país). O Rio de Janeiro aparece na segunda posição, abrigando 5.300 bares (2,74%), seguido de perto por Belo Horizonte, com 3.931 casas ativas (2,03%). O levantamento mostrou que a evolução dos bares não tem sido linear com dois momentos em que este comércio noturno enfrentou intensos testes de resistência física e financeira na última década. O primeiro deles em 2018, quando 58.595 estabelecimentos fecharam as portas em meio à lenta recuperação econômica do país. O segundo proveniente da pandemia quando 69.677 baixas foram contabilizadas, reflexo direto dos impactos da pandemia de Covid-19 e das medidas restritivas de isolamento social. A partir de 2024, a pesquisa começou a captar sinais consistentes de estabilização. Houve uma redução gradual no ritmo de fechamentos e um processo nítido de adaptação das empresas ao novo cenário econômico. Nota com dados de Alan Santana da Optimiza Marketing. Com.
A LIBERDADE EM RISCO PERMANENTE
Ao contrário do que se pensou durante muito tempo virou até uma espécie de profecia, sustentada pela “teoria da modernização” de Seymour Martin Lipset em “O Homem Político”, a certeza de que o desenvolvimento econômico levaria inevitavelmente à democratização está seriamente comprometida. O Democracy Report 2026 do V-Dem demonstra que existem no mundo 92 regimes autocráticos contra 87 democracias. Em termos populacionais 74% da população mundial- 6 bilhões de pessoas- estão sob um regime autoritário, o nível mais elevado da série histórica. Somente 7% vivem em democracias liberais. As autocracias detêm 46% do PIB global. São números ponderados pela população, uma distinção importante porque China e Índia concentram mais de um terço da humanidade. A China virou um farol ao crescer a taxas elevadas por mais de quatro décadas aperfeiçoando o controle político, a vigilância em massa e a repressão de qualquer dissidência- o “capitalismo autoritário” chinês criou um polo de atração para quem prefere ordem sem liberdade, bem como aos que percebem a democracia como um caos. O exemplo chinês também é um caso ímpar sob o ponto de vista de que abraçou o capitalismo sem abandonar a ditadura. O grande risco mundial é o de que, hoje, como se comprova em vários países, as autocracias não operam isoladamente; formam uma holding integrada para compartilhar técnicas de repressão, transferir recursos, vender tecnologia de controle social e se proteger mutuamente em organismos internacionais. E para isto não abandonam a rótulo de comunista e, não raras vezes, usam a democracia como arma contra ela mesmo. O problema é a dificuldade de construir e manter a democracia em sociedades-como a nossa-onde a educação impossibilita o povo de escolher bem os seus caminhos.
FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL – AUTOR: SILVIO PERSIVO (JORNALISTA E ECONOMISTA)
¨ A OPINIÃO DOS COLUNISTAS COLABORADORES SÃO DE SUA INTERIRA RESPKNSABILIDADE E NÃO REFLETE A OPINIÃO DA FOLHA RONDONIENSE”

















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