Em Linhas Gerais

Na agenda de maio até nova “farra do honor” tem espaço no parlamento

FILOSOFANDO

“A política é magia. A quem sabe invocar os poderes é que eles obedecem.” HUGO HOFMANNSTHAL (1874/1929), foi escritor e dramaturgo austríaco.  Hofmannsthal alcançou prestígio internacional graças a sua colaboração com o compositor e maestro alemão Richard Strauss.

 É URGENTE

Se os rondonienses verdadeiramente desejarem se livrar do aspecto caricato da política aborígene devem votar com mais consciência não só para os cargos majoritários (governador e senador), mas também para os proporcionais. Precisamos de novos de melhores deputados, capazes de entender verdadeiramente o seu papel institucional. Não dá para continuar assistindo parlamentares transformando o legislativo numa espécie de teatro mambembe.

 PAPEL DE VEREADOR

Afinal, foi exatamente isso que aconteceu ontem na Assembléia, quando um desses parlamentares criados por programas de TV passou um tempão na tribuna reclamando que sua rua não tem asfalto. Certamente o tal parlamentar (regiamente pago com o dinheiro do contribuinte) deve sentir saudades do tempo em que era vereador. Ou então não confia na capacidade de seu rebento, premiado nas urnas do ano passado, para resolver a questão do asfaltamento da rua onde mora…

 BALANGANDÃS

Outra situação vexatória é constatar a omissão da maioria contra ações propostas (e aprovadas) por “colegas” que jogam contra a “nobreza” – que deveria existir de fato – do Poder. É claro que distribuir centenas de “votos de louvor” (uma das láureas) simplesmente para categorias profissionais que apenas cumprem sua obrigação é, sim, uma maneira de degradar ainda mais o parlamento e nem dá voto.

É isso o que vai acontecer outra vez em maio, no repeteco da vontade de um parlamentar caricato que se beneficia da postura omissa ou covarde de seus pares em se rebelar contra essa proposta que acaba transformando as láureas legislativas em meros balangandãs.

 NECESSÁRIO

É claro que é necessário enaltecer o trabalho dos membros da PM, dos bombeiros, da polícia civil, dos policiais rodoviários, etc e etc; quando se destacam em algum feito heroico e não por apenas cumprirem a rotina diária de suas atividades. Não será isso que vai motivar esses servidores públicos a feitos extraordinários.

Se o deputado cuidasse de melhorar as condições operacionais desse segmento de servidores do Estado, brigando pelo aumento de viaturas, de equipamentos modernos nas delegacias, pelo constante treinamento desses profissionais para enfrentar o crime e as tragédias, ai sim esse deputado estaria agindo em conformidade com as expectativas do povo. Não é isso que acontece.

 TIPO EXPORTAÇÃO

Premiados nessa “farra do honor” bombeiros rondonienses (cantados em prosa na justificativa da proposta) serão convidados para treinar até bombeiros de Nova Iorque. E bate o bumbo… Até quando “eles” continuarão debochando daqueles que pagam impostos até para custear tamanha baboseira?

 FOLLADOR FEDERAL

Atualmente nome de maior expressão do DEM, o deputado Adelino Follador já estaria dando os primeiros passos na consolidação de uma candidatura a deputado federal. As potenciais dobradinhas do político oriundo da região de Ariquemes estão sendo acertadas dentro da própria Assembleia (com deputados que tentarão a reeleição) e com políticos das cidades satélites de Ariquemes até os limites do Vale do Anari

 TEMAS DE MAIO

Já que na pobre política rondoniense nada há para se destacar nessa temporada (não tivemos sequer uma atividade para marcar o 1º de Maio) a coluna aproveita para falar sobre os temas principais na agenda federal.

O desafio maior para o governo de Michel Temer aprovar a reforma da Previdência. Na sequência há temas sensíveis, como o ajuste fiscal dos Estados. Fora da esfera parlamentar há outras importantes questões a serem tratadas nesse mês.

 TRABALHISTA

Em maio, o Senado começa a discussão da reforma trabalhista, aprovada pela Câmara. Um dos cotados para assumir a relatoria do projeto é o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). O líder do PMDB, Renan Calheiros, disse que o texto dificilmente será aprovado pelo Senado conforme veio da Câmara. Para ele, haverá mudanças. Em relação aos senadores rondonienses há expectativas diversas.

 PRESSÃO DO ELEITOR

Aqueles que dependerão do voto do eleitor para continuar na vida pública a partir de 2018 podem até votar contra o governo se sentirem uma pressão maior do eleitorado local. No caso de Acir Gurgacz – que não precisará renovar o mandato agora – é possível que por orientação partidária vote contra a proposta de Temer. Então vai ser difícil para o governo conseguir votos na bancada dos senadores de Rondônia.

 INFORMAIS

Neste primeiro trimestre, o IBGE constatou um aumento expressivo de contratações sem carteira assinada: 461 mil. Isso, em meio ao fechamento de vagas formais de emprego. Agora, os trabalhadores informais (10,2 milhões) já representam quase um terço dos que têm carteira (33,5 milhões).

 NO STF

O STF pode julgar ainda a restrição ao foro privilegiado para deputados federais e senadores. O entendimento que deve prevalecer é que o foro somente será permitido para crimes cometidos durante o exercício do mandato.

Ao longo de maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) apreciará temas importantes que podem ter efeito sobre as investigações da operação Lava Jato. No dia 17, a Corte julga a possibilidade de prorrogações sucessivas do prazo de autorização judicial para interceptação telefônica. A Corte examinará também a constitucionalidade da prática de condução coercitiva para a realização de interrogatório.

 MORO

O juiz federal Sergio Moro, à frente da Lava Jato, remarcou para o dia 10 próximo o depoimento do ex-presidente Lula em Curitiba. Lula será ouvido na ação penal que trata do recebimento de vantagens indevidas da empreiteira OAS e da propriedade de um apartamento triplex no edifício Solaris, no Guarujá, no litoral de São Paulo.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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