Justiça

Ministro Moraes nega pedido e mantém prisão de ‘kid preto’ que supostamente mataria Lula e autoridades

Os ‘kids pretos’ são militares do Exército Brasileiro treinados em Operações Especiais, conhecidos por usar gorros pretos durante missões

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou manteve a prisão de Rafael Martins de Oliveira, um dos “kid pretos” envolvidos na suposta tentativa de matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio Moraes. Eles e outros respondem a um processo sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

“(…) Diante do exposto, indefiro o requerimento e mantenho a prisão preventiva de Rafael Martins de Oliveira. Intimem-se os advogados regularmente constituídos, inclusive por meios eletrônicos”, disse Moraes.

Major das Forças Especiais, Rafael Martins é acusado de negociar com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, o financiamento de R$ 100 mil para levar manifestantes a Brasília, como parte de um suposto plano golpista.

Em mensagens de novembro de 2022, ele teria discutido custos de logística com Cid, incluindo hospedagem e alimentação para grupos vindos do Rio de Janeiro. Rafael foi preso pela Polícia Federal em fevereiro de 2024 durante investigações sobre sua participação na organização de movimentos antidemocráticos.

Os “kids pretos” são militares do Exército Brasileiro treinados em Operações Especiais, conhecidos por usar gorros pretos durante missões. Formados em instituições como o Centro de Instrução de Operações Especiais, em Niterói (RJ), e o Comando de Operações Especiais, em Goiânia (GO), esses profissionais são especializados em guerra não convencional, contraterrorismo e ações em ambientes de alta complexidade. A atuação do grupo é sigilosa, exigindo aprovação direta do Comando do Exército.

Investigação sobre suposto golpe

Em novembro, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas no inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições presidenciais de 2022. Entre elas, estão os ex-ministros Augusto Heleno e Walter Braga Netto, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Em dezembro, a corporação indiciou mais três pessoas no mesmo caso. Rafael Martins está na lista de indiciados.

Segundo a PF, à época dos fatos, o militar era major de Infantaria do Exército e servia no Comando de Operações Especiais. Ele é apontado como integrante do núcleo operacional do plano de assassinato de autoridades.

Neste momento, o relatório da Polícia Federal sobre o suposto plano de golpe está na PGR (Procuradoria-Geral da República). O documento será analisado pelo Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, instituição ligada ao gabinete do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O indiciamento é um ato formal realizado pela autoridade policial durante a investigação de um crime. Ele ocorre quando, com base nas provas coletadas, os investigadores identificam uma pessoa como suspeita principal da prática de um delito e formaliza essa suspeita no inquérito.

FONTE: R7.COM

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