Noticias

Meirelles defende governo Temer com dados falsos e distorção

Pré-candidato do MDB cita números errados sobre inflação e desemprego, mas acerta peso da Previdência na dívida pública

O presidente Michel Temer desistiu de se reeleger e lançou, nesta terça-feira (22), o nome do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidato do MDB à Presidência. O anúncio ainda depende da aprovação do partido, em convenção nacional que ocorrerá em julho. “Digo, sem medo de errar: o Meirelles é o melhor entre os melhores”, afirmou, em evento no Palácio do Planalto. “Ficarei orgulhosíssimo se um dia Meirelles for proclamado, pelo voto popular, presidente da República Federativa do Brasil.”

Não será uma tarefa fácil. Em pesquisa divulgada pelo Datafolha, em 16 de abril, Meirelles não passava de 1% das intenções de voto em diferentes cenários. Se de fato concorrer, o ex-ministro terá a complicada missão de defender o legado do governo Temer na área econômica, que passa por recuperação lenta e frustra projeções.

Ao falar à TV Folha em 14 de maio, ele tentou passar a ideia de que seu desempenho no cargo trouxe excelentes resultados. O Truco – projeto de fact-checking da Agência Pública, que tem analisado o discurso dos presidenciáveis – verificou quatro frases do pré-candidato na entrevista. Apenas uma foi classificada como verdadeira. A assessoria de imprensa de Meirelles mandou as fontes dos dados, mas não enviou resposta para contestar os selos no prazo estabelecido.

“A inflação do ano passado foi a mais baixa da história”

Não há uma série de dados que permita comparar os índices de inflação ao longo de toda a história do país, indicando qual deles foi o menor. Mas a mais representativa existente, iniciada em 1980, mostra que a afirmação de Henrique Meirelles é falsa. A assessoria de imprensa do presidenciável informou que a fala do ex-ministro se baseou no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registrou inflação de 2,07% em 2017, a menor da série histórica iniciada em 1980.

O indicador tem como população-objetivo as famílias com renda mensal entre 1 e 5 salários mínimos que vivem em áreas urbanas, o que corresponde a cerca de 50% das famílias com chefes assalariados. Logo, não serve para entender a evolução dos preços para todas as camadas da população.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, analisa as variações de preços de produtos consumidos pelas famílias com rendimentos mensais entre 1 e 40 salários mínimos. Com isso, abrange mais de 90% da população que vive em áreas urbanas, um número muito maior de pessoas em comparação com o INPC. No ano passado, o IPCA teve a segunda menor taxa da história, de 2,95%. A mais baixa, no entanto, foi registrada em 1998, quando a inflação fechou com 1,65%, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A variação do IPCA em 2017 ficou pela primeira vez abaixo da meta para inflação desde que foi criada, em 1999. O Conselho Monetário Nacional (CMI) estipulou para o Banco Central em 2017 o objetivo de alcançar 4,5% de taxa, com margem de 1,5% para mais ou para menos. Em carta aberta a Henrique Meirelles, então ministro da Fazenda, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, explicou que o IPCA ficou abaixo do objetivo por causa da deflação dos preços de alimentação no domicílio.

“Em vista desse comportamento excepcional dos preços dos alimentos no domicílio, decorrentes de choques fora do alcance da política monetária (como a oferta recorde de produtos agrícolas), o Banco Central do Brasil seguiu os bons princípios no gerenciamento da política monetária e não reagiu ao impacto primário do choque”, escreveu Goldfajn.

Para Fernando Gonçalves, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, a deflação foi consequência do aumento da safra da produção agrícola, que levou o consumidor a pagar mais barato do que no ano retrasado. Entre os alimentos que apresentaram as principais quedas estão frutas, feijão-carioca, carnes, arroz e leite longa vida.

“Foram criados 2 milhões de novos empregos nos últimos dois anos”

Meirelles comemorou, na entrevista à TV Folha, a criação de 2 milhões de novos empregos nos últimos dois anos. O dado, no entanto, é falso. Os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, feita pelo IBGE, não mostram aumento da população ocupada na comparação entre os trimestres de março-abril-maio de 2016 – quando Michel Temer assumiu interinamente a Presidência e nomeou Meirelles – e janeiro-fevereiro-março de 2018. Além disso, não se pode classificar automaticamente variações da população ocupada como aumento ou redução do número de empregos.

Ao ser questionada sobre a origem das informações, a assessoria de imprensa do pré-candidato afirmou que o dado resultava de um arredondamento. “A população ocupada – 92,1 milhões de trabalhadores – no trimestre de outubro a dezembro de 2017 aumentou em 1 milhão e 842 mil pessoas, em comparação com o mesmo trimestre de 2016. Os dados são da Pnad Contínua, do IBGE.” Embora representem o que ocorreu nos dois trimestres mencionados, os dois números não refletem o período de dois anos do governo Temer.

O trimestre de março-abril-maio de 2016 (quando Temer assumiu) teve população ocupada de 90,8 milhões, enquanto o de janeiro-fevereiro-março de 2018 (dado mais recente) apontou uma queda para 90,6 milhões de pessoas, segundo a Pnad Contínua. Seguindo a lógica de Meirelles, teria ocorrido uma redução de 200 mil empregos nesse período. Se considerado o trimestre de janeiro-fevereiro-março de 2016, que estimou em 90,6 milhões a população ocupada, não teria havido nenhuma mudança em dois anos. Mas essas comparações não são a forma correta de indicar se houve criação de postos de trabalho.

O IBGE considera como parte da população ocupada os trabalhadores do setor privado com e sem carteira assinada e funcionários públicos, mas também trabalhadores domésticos, trabalhadores por conta própria e empregadores. Não é possível considerar todos os integrantes nesses últimos três grupos como empregados. Há pessoas que fazem bicos, trabalhadores domésticos sem registro em carteira e donos de empresas. Logo, um aumento na população ocupada não significa que houve crescimento no número de empregados.

O mercado de trabalho tem apresentado resultados ruins desde o segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), que persistiram no governo Temer. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que mede o trabalho formal, o ano de 2016 fechou com saldo negativo de 1.326.558 vagas e o de 2017, com saldo positivo de apenas 20.832 vagas.

Isso significa que empregos perdidos em 2016 não foram repostos. Já a taxa de desocupação atingiu 13,7% no trimestre de janeiro a março de 2017 e foi a maior já registrada pela Pnad Contínua. Os dados mais recentes, do 1º trimestre de 2018, apontam desemprego de 13,1% e 4,6 milhões de desalentados (pessoas que poderiam trabalhar, mas não procuram emprego), o maior número da série histórica.

“[Durante a crise de 2015, 2016] o Produto [Interno Bruto] brasileiro caiu e o desemprego brasileiro subiu mais do que na crise de 1929”

Meirelles fala da gravidade da crise enfrentada entre 2014 e 2016 no Brasil como maneira de exaltar os sucessos obtidos durante sua gestão no Ministério da Fazenda para sair da recessão. Apesar de ser verdade que o Produto Interno Bruto (PIB) caiu porcentualmente mais na crise recente do que em 1929, não é possível dizer o mesmo sobre o desemprego, por não haver dados da época. Além disso, as informações dão a entender que foram os índices mais altos da história, o que não é verdade. Por isso, a afirmação foi considerada distorcida.

Em 2015, o PIB brasileiro diminuiu 3,5% em relação ao ano anterior. Em 2016, a proporção se manteve, e o PIB do ano fechou com um recuo de 3,6% em relação a 2015. Segundo série estatística do IBGE, a queda do PIB após 1929 ­– ano da quebra da Bolsa de Nova York, que inaugurou uma crise mundial – foi de fato menor do que nos últimos anos. Em 1929, o PIB brasileiro cresceu 1,1% em relação ao ano anterior. Já em 1930 houve uma retração de 2,1% e, em 1931, o recuo foi de 3,1%. Essas diminuições, contudo, não foram as maiores registradas. Em 1981 e em 1990, o PIB encolheu 4,3% em relação aos respectivos anos anteriores.

Quanto ao desemprego, não existe uma série estatística que permita fazer comparações com o que ocorreu no século 20. O IBGE tem várias séries históricas da taxa de desocupação. A mais atual foi iniciada pela Pnad Contínua em 2012. Antes dela, a medição ocorria pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que adotou uma metodologia entre 1980 e 1982, revisou a análise para o período de 1982 a 2002 e mudou a forma de cálculo usado em 2002. A PME foi encerrada em 2016. Essas diferenças metodológicas impedem comparações de dados entre as séries.

Considerando apenas os dados da Pnad Contínua, os números do desemprego entre 2015 e 2016 não são os piores registrados. No último trimestre de 2014, 6,5% dos brasileiros com mais de 14 anos estavam desocupados. Em 2015, esse número foi para 9%, e, em 2016, para 12%. A taxa mais alta registrada pela pesquisa ocorreu no primeiro trimestre de 2017, de 13,7%, durante a gestão de Meirelles no Ministério da Fazenda.

Comparando dados da metodologia mais recente da PME, também se observa taxas de desemprego maiores que no período da crise iniciada em 2014. Em fevereiro de 2016, último dado disponível, o desemprego era de 8,2%. O índice mais alto levantado pela série ocorreu em abril de 2004, quando o desemprego atingia 13,1% da população.

A assessoria de imprensa do pré-candidato disse que, devido à queda no PIB “é razoável supor que a perda de empregos, mesmo proporcionalmente, foi maior na crise de 2015/2016 do que na crise de 1929”. No entanto, não há dados que confirmem isso, e as estatísticas mostram que o crescimento do PIB não implica necessariamente a redução do desemprego. Em 2006, por exemplo, o PIB teve aumento de 4% em relação a 2005 e o desemprego se manteve em 8,4% no período. Logo, não é possível comparar a queda do PIB e o aumento de desemprego da crise de 1929 aos números de 2015 e 2016.

“Se você olhar a composição da dívida e do juros, você vai ver que grande parte dessa dívida foi formada por despesas da previdência nos últimos anos”

A frase é verdadeira. Dados do Tesouro Nacional mostram que as despesas previdenciárias são responsáveis pela maior parte do déficit primário. Como o principal meio para cobrir o rombo do déficit primário é a emissão de novas dívidas mobiliárias, está correto afirmar que a dívida pública e seus juros derivam, principalmente de despesas previdenciárias.

A assessoria de imprensa do pré-candidato alegou que a despesa da Previdência é maior que o aumento da dívida. “A despesa da Previdência em 2017 foi de R$ 557 bilhões e o déficit primário (que implica aumento da dívida e seus juros) foi de R$ 124 bilhões”, afirmou. “O déficit nominal do setor público, que inclui os juros, foi de R$ 551 bilhões.” A comparação é imprecisa. Não se pode confrontar toda a despesa da Previdência Social com o déficit. O correto é avaliar, dentro do déficit primário, quanto se deve ao rombo previdenciário.

A dívida pública hoje cresce, principalmente, por conta de títulos mobiliários emitidos para cobrir o déficit primário. Desde 2014 a União está registrando sucessivos déficits primários, como mostram os relatórios anuais de Resultado do Tesouro Nacional. A meta de resultado primário para 2018 é um déficit de R$ 159 bilhões, equivalente a 2,27% do PIB.

No ano passado, o Governo Central, que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou um déficit primário de R$ 124,4 bilhões, o que representa 1,9% do PIB. O resultado de 2017 é reflexo de um superávit de R$ 59 bilhões no Tesouro Nacional e no Banco Central e um déficit previdenciário recorde de R$ 182,4 bilhões no Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Portanto, a maior parte do rombo se deve à Previdência Social.

Além disso, de acordo com a apresentação do Relatório Anual da Dívida Pública Federal de 2017, que aborda apenas a dívida mobiliária, ou seja, relativa aos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, gastos previdenciários também correspondem à maior parte do item “Cobertura Parcial do Déficit”. Os benefícios previdenciários rurais e urbanos, as aposentadorias e pensões e a compensação do déficit do RGPS somam 65% da rubrica e chegam a R$ 71,2 bilhões das despesas orçamentárias a serem pagas com recursos de emissão de novos títulos.

FONTE: Agência Pública

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by