Em Linhas Gerais

Mauro Nazif e Mario Medeiros (SEMAD) na mira do MPE, contrato de informática da Prefeitura Sob suspeita – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“A paixão de dominar é a mais terrível das doenças do espírito humano”. Jean François Marie Voltaire (1694/1778), poeta, filósofo, escritor e dramaturgo francês.

CARNAVAL

gt2Com esta coluna o autor, já entrado em anos, aproveita para mais um descanso, fazendo seu primeiro retiro nas festas de Momo. Espero compreensão dos leitores. Na terceira idade (que besteira) o cansaço exige estes descansos temporários, bem diferente dos tempos em que a gente caia na folia, com a única ideia de sair do sério. Hoje, com diabetes, ácido úrico e as restrições agregadas para marcar a “boa idade” não dáMarcelo22 mais para correr os riscos das insanidades, mesmo quando parecem tão prazerosos. Assim, leitores, voltaremos após o silêncio das baterias, após o choro final das cuícas e o desfile do samba pelo qual tanto já nos encantamos.

ALERTA ESPIRITUAL

gt2Para você que estará nos desfiles, participando da gandaia alegre, não custa nada levar a sério esse tipo de alerta, mesmo em se tratando do carnaval pequeno de Porto Velho.

Malfeitores comuns se aproveitam da confusão para realizar crimes nefastos, confundidos com a massa humana que pula freneticamente.

Se cuide: as consequências desse espetáculo se fazem sentir por longo prazo. Nos abortos realizados meses depois, fruto de envolvimentos levianos; nas separações de casais que já não se suportam mais depois das sensações vividas sob o calor da festa, no desespero de muitos, depois que cai a máscara…

PONHA NA BALANÇA

gt2Dizem pessoas ligadas às coisas do espírito que malfeitores das trevas se vinculam aos foliões pelos fios invisíveis do pensamento, em razão das preferências que trazem no mundo íntimo.

Assim, vale a pena pensar se tudo isso é válido. Pense se vale a pena pagar o alto preço exigido por alguns dias de loucura. Os noticiários estarão divulgando, durante e após o carnaval, a triste estatística de horrores, e esperamos que você não faça parte dela.

É SONHO DISTANTE

Mario22Esta é a época perfeita para se conferir o tamanho da mentira e da enganação difundida no discurso desse prefeito, diante de um segmento fundamental para a consolidação econômica de uma cidade como a nossa: o turismo.

Há muitas décadas quem passou pela chefia do Executivo municipal aproveitou-se dessa vontade popular para dizer que o turismo era uma meta. Os péssimos prefeitos de Porto Velho chegam ao poder, como é praxe, sem meta alguma.

Ai está o carnaval e de última hora o prefeito decide torrar algo próximo do meio milhão, com a desculpa de que assim está fortalecendo uma festa capaz de atrair turistas, visitantes. Se isso acontecesse, muitos benefícios viriam para a cidade. Mas como tudo não passa de lorotas, o dinheiro simplesmente e torrado, e o máximo que pode acontecer é garantir algumas merrecas para quem nada faz sem levar o seu pixuleco.

ATRATIVOS DESPREZADOS

Porto VelhoPorto Velho tem seus atrativos. O Rio Madeira é certamente o mais importante. Nós, que aqui moramos e constituímos nossas famílias somos orgulhosos de nosso rio e até da floresta que resistiu aos desmatadores e continuam circundando a cidade.

Mas, sejamos realistas: a capital rondoniense de hoje não atrai turisticamente nem os que aqui moram. Quem sairá de sua casa para ver praças sem equipamentos de lazer, sem míseros bancos onde passar algumas horas, em espaços sem arborização e jardins.

RUAS VAZIAS

Porto VelhoTanto é verdade que nos fins de semana prolongados por feriados é comum encontrar as ruas vazias. Quem pode pega a estrada e procura “alguns banhos” na esperança de curtir outros ares. Os poucos que adoram ficar na cidade são justamente aqueles que se reúnem em bares para beber e jogar conversa fora. Esse é o único lazer garantido, visto que a prefeitura não fez nada até hoje voltada para o lazer, a cultura e o esporte.

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SEM BELEZA

Porto VelhoNazif vai terminar sua gestão devendo aquilo que prometeu: o embelezamento da cidade. Porto Velho é uma cidade acanhada. Não tem nada marcante para atrair um grande numero de visitantes.

O carnaval que já foi uma grande festa, com escolas verdadeiramente inseridas nas manifestações da sociedade (Pobres do Caiari, Diplomatas, etc) foram aniquiladas pela falta de uma verdadeira política cultural. É claro que poucos terão coragem de vir aqui para assistir o carnaval desses tempos.

OCUPAÇÃO BAIXA

Porto VelhoSem atrativos, certamente muitos desses hotéis que estão ai irão fechar pela falta de hóspedes. Então é isso: o carnaval de hoje serve para mostrar como a cidade precisa de um prefeito verdadeiramente capaz de promover o seu desenvolvimento econômico. Se isso não acontecer esse ano podem se preparar: ainda chegaremos ao toque de recolher e nem as atrações gastronômicas vão salvar nossa aspiração de sermos um roteiro turístico.

PETISTA ACREANO

PT2Bem ao estilo do PT acreano, estado onde partido tem como um dos ícones o sujeito conhecido como Sibá Machado, o senador Jorge Viana foi à tribuna daquela casa para defender Lula com o seguinte discurso: “Getúlio Vargas se matou como um corrupto. E a história o julga como um grande presidente. Como morreu Juscelino Kubitschek? Como um ladrão. Como um corrupto”. Afinal, o que pretendeu dizer esse acreano em relação a Lula, que recentemente se declarou “ao homem mais honesto do Brasil”.

TUDO EM CASA

NPT2omes cotados para substituir Luiz Inácio Adams no comando da advocacia geral da União: Paulo Henrique Kuhn, Beto Vasconcelos e Flávio Caetano. Beto já foi citado na Operação Porto Seguro. Flávio Caetano foi o coordenador jurídico na campanha de Dilma em 2014.

NÃO TEM JEITO

Mario22Quando o assunto é o prefeito Mauro Nazif não tem jeito. Sempre há fundadas suspeitas de corrupção. Nem com a aprovação das contas pelo TCE o prefeito escapa das operações anticorrupção. A polícia judiciária e o grupo especializado em investigações de corrupção (Caex/Gaeco) fizeram operação na Secretaria Municipal da Administração, a Semad, apreendendo documentos importantes para deslindar a suposta maracutáia em torno do contrato de informática da prefeitura.

NA MIRA

Mario22No burburinho sobre o assunto, fala-se em milhões desviados. Há acusação específica da participação de Mário Medeiros, o titular da pasta, que antes de se transformar em homem de confiança de Nazif era ligadíssimo, num passado recente, a Ernandes Amorim.

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Em Linhas Gerais – por Gessi Taborda

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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