Em Linhas Gerais

Maurão é produto ruim e quanto mais exposto na TV mais voto perde – por Gessi Taborda

ESTÍMULO

Faltava isso: a proximidade das eleições. Estou estimulado, confesso, a escrever bastante daqui para o dia decisão sobre todos os aspectos da política rondoniense, com pinceladas na política do Brasil. Ainda não ouso afirmar como será o desfecho final dessa disputa, mesmo tendo o conhecimento de algumas pesquisas, até as realizadas em Rondônia. As pesquisas são passíveis de diversas contaminações e nem por isso devem ser desprezadas por quem se ocupa de análises do cenário eleitoral e suas modificações. Dito isso, fica perfeitamente claro que essas “anotações” são leituras nascidas da minha experiência de observador político, reforçadas pelas sondagens de opinião que estão espalhadas por ai nas principais coordenações das campanhas.

AS DÚVIDAS

Elas existem ainda na formatação final das alianças e somente após a análise dos pedidos de registros das candidaturas pela Justiça Eleitoral essas dúvidas desaparecerão. Enquanto não ficar definido o destino, só para citar um aspecto, da candidatura de Acir Gugacz (PDT), já impugnada, não dá para saber quem irá para o segundo turno com Expedito Júnior. Sem o empresário dono da União Cascavel, integrante do grupo Eucatur, o candidato tucano tem até uma possibilidade vencer no primeiro turno.

PREFERIDO

Gurgacz tem condenação em segunda instância. Vai ser difícil superar o obstáculo imposto pela Lei da Ficha Limpa. Pessoalmente não apostaria nenhuma ficha na aprovação de sua candidatura pela Justiça Eleitoral. Isso deve animar os tucanos que, no caso de segundo turno, prefeririam enfrentar o candidato do MDB, o deputado Maurão de Carvalho fácil de ser derrotado.

RUIM

Entre os candidatos escalados para a disputa do governo no estado de Rondônia a questão do tempo da na TV terá um peso específico. E o deputado Maurão de Carvalho terá uma grande fatia desse tempo não só por ser o candidato do MDB. Mas esse longo tempo na TV pode até jogar contra o candidato.

O MDB nunca quis ter candidato próprio. E acabou escolhendo um candidato ruim. Quem manja de comunicação sabe que quanto mais se expõe um produto ruim, pior para ele. A rigor Maurão é um candidato ruim, sem grande conteúdo, sem um nível de conhecimento adequado para se apresentar como um administrador de uma economia do tamanho da de Rondônia…

EMPACOTADO

Não vai ser fácil para os marqueteiros do MDB “empacotar” o candidato do partido e esconder sua gritante pobreza cultural no tratamento de temas um pouco mais complexo. O Maurão real – acostumado a disputar cargo de deputado estadual – corre o risco de perder uma montanha de votos se sua exposição for grande. Só não ganhará o prêmio de candidato caricato pelo fato de ter concorrentes como o Pimenta de Rondônia.

JINGLE

Dificilmente a música de campanha feita para Expedito Júnior será superada por algum adversário. Quando massificada ela terá tudo para se tornar o grande “hit” do período. Só me lembro de outra que teve essa força de comunicação com o eleitorado: a do “4040”, que lançou o nome de Oscar Andrade na política.

PRESIDIÁRIO

Preocupa-me bastante essa idiota polarização político-ideológica alimentada pela mídia pró-Lula. Ele está sentenciado e preso. Mesmo assim consegue jogar lenha na fogueira de sua vaidade, estimulando entre os brasileiros mais ódio e menos esperança. Dá para ver o crescimento do índice daqueles que estão desistindo da democracia cada vez mais desacreditada no país órfão de lideranças autênticas e de estadistas.

ASSUSTADOR

Vai ser difícil sair do buraco. Não desejo ser um simples pessimista, mas como acreditar em espaços para investimentos públicos se 98% do Orçamento brasileiro está comprometido com despesas obrigatórias? A situação é tão desesperadora que se o novo presidente da República decidir que precisa investir um pouco mais educação e saúde constatará que não temos dinheiro para isso. A corrupção provocou um rombo inimaginável nas finanças públicas. E nem assim, de acordo com certas pesquisas, o povo coloca o tema como algo fundamental na hora de escolher seu candidato. Daí a liderança do encarcerado de Curitiba.

MISTIFICAÇÃO

Ainda não defini o meu voto no tocante aos candidatos proporcionais. Todavia sei que não votarei, em hipótese alguma, em candidatos ligados a siglas de esquerda. Tive um entusiasmo esquerdista na juventude, como tantos outros. Mas a esquerda cansa. Fiquei convencido da necessidade de incentivar o pensamento liberal se desejarmos um país de fato. Afinal a gente descobre com o tempo que governo não cria emprego. Só a pujança da iniciativa privada pode gerar empregos sustentáveis.

FRACASSOS

Cheguei a Rondônia na sua época de grande crescimento nas mais diversas áreas. Foi no período da transição de território federal para estado. Vi a formação de um legislativo respeitável, do qual nos orgulhávamos. Havia tribunos, homens de sólida formação moral e ética. O parlamento não estava cheio desses personagens caricatos de hoje, com nomes esdrúxulos criados em total desrespeito ao vernáculo.

Depois de um tempo a decadência foi enorme e a política parou de frutificar.

O estado passou a colher fracassos e corrupção de sobra, levando para a cadeia políticos e servidores públicos. E agora estamos diante de um novo desafio eleitoral. É preciso uma reflexão acurada para escolhermos melhores os representantes do povo.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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