Em Linhas Gerais

Legislativo rondoniense vai encaminhar ao Congresso uma moção contra a reforma previdenciária – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O que faz a vida tão especial é o fato de que ela nunca se repete.” EMILY DICKINSON (1830/1886), poetisa americana. De família abastada, Emily teve uma educação do mais alto nível, frequentando um seminário para alunas brilhantes e de famílias riquíssimas. Precisou deixar a instituição ao recusar, publicamente, a declarar sua fé.

LUTA TERRÍVEL

Possivelmente nunca houve uma luta tão titânica para se chegar à Câmara dos Deputados do que a prevista para o próximo ano, quando reconhecidos pesos-pesados da política do estado estarão inscritos na disputa. Há medalhões em todos os rincões rondonienses, incluindo nomes que por lá já passaram e que ocuparam cargos importantes em Rondônia, seja no legislativo e também executivo. São candidatos supostamente cacifados em termos de dinheiro, com profundo conhecimento das manobras político/partidárias que facilitam o caminho das urnas.

AMORIM

Na lista aparecem nomes de proeminência, como o (agora) vereador Ernandes Amorim, importante caudilho ariquemense, onde ganhou várias disputas nas urnas.

Há também aqueles que tentarão (de novo) a reeleição, como é o caso do caricato Lindomar (“Papagaio de Pirata”) Garçom, sempre procurando mexer o doce com as costumeiras ladainhas de que “garante recursos” praticamente para tudo e para todo estado. Na verdade praticamente ninguém sabe apontar qualquer grande obra em colégios eleitorais importantes concretizadas com “dinheiro” de Lindomar, algo como o famoso “ouro de tolo”.

CONFÚCIO E MAURO

Fala-se nas coxias que o próprio Confúcio pode optar pelo retorno à Câmara se compreender as enormes dificuldades “para enfrentar uma candidatura” de senador. Confúcio não pretende correr o risco de ficar sem mandato, imaginando eventuais problemas no âmbito da Justiça por pisadas de bola no executivo rondoniense.

E nesse mesmo tom do oportunismo outro nome da carimbada política está na relação: Mauro Nazif. A turma do quibe pretende recuperar o trauma da imensa derrota na eleição passada, em Porto Velho, com o retorno de sua principal liderança à Brasília. Na lista de figuraças da política interessadas em ir para Brasília estão ex-prefeitos, alguns empresários cheios da bufunfa, os federais que pretendem renovar o mandato; e também deputados estaduais que sofrem o fastio de sucessivas reeleições. Mudar de casa parlamentar é no mínimo um alívio.

CARTEL

Levando-se em conta o alinhamento de preços praticados pelos postos de revenda de combustíveis em Porto Velho da para constatar a prática da cartelização, excessivamente danosa para os consumidores. Esse não é o único problema. Reclamações apontam também a prática costumeira das fraudes nas bombas. Um consumidor foi abastecer o carro no Auto Posto Calama e ficou surpreendido na hora da cobrança. Seu carro, claro, não estava com o tanque (de 50 litros) completamente vazio. Mesmo assim, de acordo com o registro da bomba, no tanque de seu carro entrou 60 litros. O consumidor quis reclamar, mas não adiantou. Não dá para saber se há má vontade dos fiscais do setor em cumprir com suas obrigações punindo postos com bombas adulteradas. Quem sabe alguma autoridade do MP resolve enfrentar o cartel dos postos a partir de agora…

NO ATACADÃO

Enquanto o consumidor não puder contar com a ação do MP e da ANP no combate à constatada cartelização no comércio de combustíveis de Porto Velho, a melhor opção é abastecer-se no posto do Atacadão. Além de funcionar no sistema Carrefour, o preço da gasolina chega a ser 50 centavos mais barato que na rede cartelizada. Já que as autoridades não conseguem enfrentar os especuladores do setor, certamente se o consumidor deixar esses “espertalhões” às traças eles – quem sabe – vai baixar os preços ou sucumbirão diante da falta de consumidores.

 MOÇÃO

Se a articulação der certo, o Legislativo rondoniense vai encaminhar ao Congresso, em Brasília, uma moção contra a reforma previdenciária, assinada pela maioria absoluta de seus membros. Depois do posicionamento de senadores rondonienses contra essa reforma, ficou mais fácil para os deputados locais se posicionarem. Essa disposição dos deputados estaduais sinaliza que não será fácil para o governo estadual mexer na previdência dos servidores rondonienses.

 PÂNICO

A divulgação de que saiu dinheiro (muito dinheiro) da hidrelétrica de Santo Antônio (que tem a Cemig como acionista) pelas vias transversas para o mineiro Aécio Neves, como se publicou na mídia nacional (O Antagonista), alguns caciques políticos rondonienses (publicamente reconhecidos pela ligação umbilical com o setor elétrico) entraram em pânico. Até mesmo quem perdeu proeminência ao ficar sem mandato.

 INEGÁVEL

Ontem um político interiorano desenhava o retrato em formação nos redutos mais importantes quebradas do mundaréu rondoniense para as eleições de 2018. Já se pode – dizia o político – falar numa crescente onda antiraupista e anticascavel capaz de tirar os caciques dessa enorme taba.

 CURTO E GROSSO

Para evitar mais delongas e chicanas, o prefeito Hildon Chaves deve anular a vergonhosa e, salvo melhor juízo, concorrência pública direcionada, feita no apagar das luzes da gestão de seu antecessor, que ainda é objeto de análise no TCE. Hildon, disse a fonte, vai elaborar uma licitação nova, republicana, aberta aos empresários de verdade e todo o Brasil, visando os interesses maiores dos usuários desse sistema.

 PREVISTO

Isso é Brasil. Como a coluna previu ontem, o TSE decidiu dar mais 5 dias para a defesa da chapa Dilma – Temer. Na prática (só valem dias úteis) esse prazo vence no próximo dia 11.Mas já se sabe que nada acontecerá no dia 11. Acontece que o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes viaja um dia antes (10) e só retorna no dia 25, após acompanhar as eleições presidenciais da França. Com isso o julgamento só começará no final deste mês, se começar.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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