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Jesuíno Boabaid preside audiência pública para discutir a importância do taekwondo nas escolas do Estado

O parlamentar chamou várias lideranças para mostrar os problemas, que o esporte passa em Rondônia e propostas para melhoramento…
O deputado Jesuíno Boabaid (PMN) presidiu nesta segunda-feira (5) audiência pública para falar da importância do taekwondo para as crianças e adolescentes das escolas do Estado de Rondônia, Participaram da reunião várias lideranças e mestres do esporte, que expuseram os problemas enfrentados pelos que vivem do esporte.

Segundo o parlamentar, a audiência teve por intuito principal discutir incentivos, para que o esporte seja mais reconhecido no Estado. “Estamos reunidos com esses órgãos para que saibamos quais as dificuldades para um reforçamento neste esporte e para reconhecê-lo como algo de muita importância para os jovens de Rondônia”, afirmou Boabaid.

O presidente da Federação de taekwondo do Estado de Rondônia (Fetron), Robson de Oliveira, esteve presente e apresentou várias propostas para o incentivo no esporte. Ele citou como exemplo um projeto feito na Escola Municipal Chapeuzinho Vermelho, o “Estudando e Aprendendo”. “No projeto nós levamos alimentos, diversão e arte para os alunos. Queremos fazer ações sociais diferenciadas, para chamar a atenção do público para o esporte e uma melhor desenvoltura na cidadania, por consequência”, argumentou.

De acordo com a apresentação do presidente, a Federação de Taekwondo, apesar das dificuldades, já consagrou este ano uma campeã brasileira juvenil e, desde 2002, conta com mais de 14 atletas com medalhas de ouro, um campeão brasileiro master e dois vices-campeões brasileiros universitários. “O problema sempre são os recursos. Queremos acordar os políticos daqui, para uma realidade que está ocorrendo e ninguém procura consertar: hoje Rondônia quase não tem recursos voltado para o esporte”, afirmou.

O representante da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), Expedito Santana Junior, ressaltou que o governo coloca como regulamento nas escolas que o taekwondo faça parte da disciplina de educação física. “O problema de não possuirmos esse ensinamento direto nas escolas é que não temos profissionais capacitados. Temos professores de educação física, não mestres de taekwondo”.

Ele afirmou, ainda, que o Estado reconhece o esporte nos Jogos Escolares de Rondônia (Joer). “Nós estamos desenvolvendo há vários anos dentro do Joer as artes marciais, porém são poucas as escolas que possuem seus campeões, tendo em vista os problemas já citados”.

A mestre em taekwondo, Sandra Soares, também fez uso da palavra e propôs a formação de comissão, para os professores que desejam ensinar a arte marcial. “Isso faria com que os projetos que já existem andassem mais rápido, já que há problemas com o quadro de professores para ensinar isso nas escolas”, afirmou.

O coordenador de esportes e lazer da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), Edvaldo Botelho, afirmou que há uma lei que está em fase de publicação e que virá a ajudar os atletas de todas as categorias, incluindo o taekwondo. “Nós daremos uma bolsa ao atleta, no valor de R$ 610. Não é tanto dinheiro, porém já é um bom incentivo a um atleta que quer competir e não tem dinheiro para comprar um uniforme ou uma faixa”, exaltou.

Segundo Botelho, a bolsa também irá contemplar os técnicos. “Nós estaremos conversando com as federações, tanto coletivas quanto individuais, mostrando de que forma eles serão contemplados com esses valores”. Ele afirmou que este ano, houveram problemas com licitação de passagens para atletas, porém existem entidades e federações que estão dando apoio. “Nós, como governo do Estado, não podemos nunca ajudar diretamente o atleta, porém podemos incentivar os municípios. Se trouxerem os projetos para nós, iremos ajudar”.

De acordo com a representante da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Luciana Ferreira, o projeto “Mais Educação” do governo federal é uma porta de entrada para parcerias. “Já existem escolas que desenvolvem esse projeto e pode haver parcerias das escolas com associações e federações”.

Por fim, Jesuíno disse que irá pedir cópia das leis e dos projetos apresentados na audiência e irá convocar uma nova reunião, com diferentes autoridades. “Estaremos chamando outras associações e representantes da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Porto Velho para ouvir e apresentar propostas quanto ao assunto”, concluiu.

ALE/RO

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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