Em Linhas Gerais

A indicação de Alexandre de Moraes para o STF é uma jogada de mestre de Michel Temer – por Gessi Taborda

 FILOSOFANDO

“Cada criatura é um rascunho a ser retocado sem cessar.” GUIMARÃES ROSA (1908/1967), escritor brasileiro, nascido em Minas Gerais, autor de sucessos literários como “Grandes Sertões Veredas” e “Sagarana”.

 SEM TEMOR

Maurão de Carvalho, o presidente da Assembleia Legislativa rondoniense, não tem apenas a preocupação de viabilizar seu nome como “candidato ao governo” rondoniense pelo PMDB, partido de caciques importantes, como o senador Valdir Raupp. Até o momento, Maurão não teme manobras que possam “congelar” seu projeto político maior provocando um vídeo tape dos fatos ocorridos com ele quando estava no PP e acabou vendo sua campanha rifada pelos interesses de Ivo Cassol, garantindo a vaga para Jaqueline Cassol.

 BIOGRAFIA

Se nesse momento o afável Maurão não se preocupa com as evidências de que o PMDB tem como maior preocupação renovar o mandato de senador de Valdir Raupp sacrificando, se necessário, a suposta candidatura própria ao governo; o deputado Maurão continuará trabalhando no sentido de reforçar sua biografia positiva no comando da Casa, deixando um legado de competência na gestão do poder legislativo.

Concluir esse novo mandato de presidente da Assembleia com o mesmo rigor, respeito aos servidores e competência na gestão econômica da Casa, vai consolidar sua passagem na direção do parlamento estadual como um dos melhores presidentes que o legislativo já teve no estado.

 PRESSÕES

Na chefia do legislativo por mais dois anos, Maurão vai continuar se norteando pelos princípios republicanos, sem aceitar pressões de companheiros de parlamento para “perseguir” antigos servidores identificados por sua linha crítica, como ocorreu no passado, especialmente na famigerada gestão daquele presidente que ficou conhecido como “irmão Valter”, antes do seu encerramento na carreira política num xilindró cumprindo pena por chefiar uma quadrilha de corrupção no Legislativo rondoniense.

A estratégia de Maurão de Carvalho para enfrentar pressões de colegas nasce de sua experiência conceitual do líder cristão de que a tese da intimidação não pode ser adotada ferindo costumes e conceitos que ao longo do tempo serve para gerir a todos. Algo assim muito próximo de uma máxima do grande Millôr Fernandes sobre a questão dos privilégios: “ou se restaure a moralidade ou nos locupletemos todos”.

 POLÍTICOS

É fácil compreender o que leva a classe política a perder cada vez mais credibilidade junto à população. As coisas mudam constantemente com a população ganhando mais protagonismo até em estados como Rondônia e, mesmo assim uma parte do pessoal no exercício do mandato político insiste em viver em outro mundo, outro Brasil.

Alguns nem entendem ou acreditam no dilema desse tempo em que as denúncias, investigações, processos e até prisões aconteçam praticamente todos os dias. Há uma guerra contra a corrupção, contra os métodos batidos e rebatidos de surrupiar o dinheiro do erário.

Acreditar que isso não vai dar errado por imaginar obter sucesso com intimidações e pressões urdidas na cartilha do “antigo jeitinho” é uma tremenda bobagem. Quem não tem temperamento para suportar críticas, para não aceitar confrontações deveria não estar na vida pública. Afinal, qualquer homem público participante de rotinas antirepublicanas pode ser o investigado de amanhã.

 ASSUSTADOR

Nos primeiros 30 dias de sua gestão o prefeito Hildon Chaves descobriu desarranjos assustadores na administração da capital rondoniense. Ele identificou – como disse – um dos ralos por onde estava esvaindo-se exageradamente recursos da municipalidade. A política da gestão passada em alugar imóveis não levou em conta os preços do mercado e fechou contratos estabelecendo aluguéis superfaturados. Esses contratos estão sendo revistos, quando não cancelados. A situação é tão extremamente degringolada que o prefeito Hildon pensa em realizar uma sindicância sobre esses contratos… Podem acontecer revelações de arrepiar o cabelo de quem abomina o desperdício de dinheiro público.

 FAXINAÇO

O sucesso alcançado pelo novo prefeito de Porto Velho nos 30 dias da nova gestão tem muito a ver com o faxinaço realizado em praças, parques e ruas da cidade. Trabalho como não se via nas gestões anteriores.

O faxinaço vai continuar, mas também serão desenvolvidos trabalhos para resgatar os compromissos de campanha no segmento da Saúde, da Educação, da geração de empregos e renda, etc. O prefeito afirmou para a coluna que pretende realizar até o fim de seu mandato um governo participativo, de trabalho, com muita transparência e seriedade.

 MAÇONS

A loja maçônica Grande Oriente do Brasil completará no próximo dia 11 seu 35º aniversário de instalação. Naquele dia, em secção magna, os maçônicos entregarão ao prefeito Hildon Chaves uma comenda. O evento vai acontecer no Palácio Maçônico Euclides Sampaio Fróes, localizado na rua Herbert de Azevedo, 2045, no bairro de São Cristóvão. A cerimônia está marcada para as 19 horas e será presidida pelo Grão-Mestre Juraci Jorge da Silva.

 ABERTURA

Os vereadores da capital eleitos em outubro passado realizaram ontem a sessão de abertura da 48ª sessão legislativa da 12ª legislatura da Câmara Municipal. A sessão, iniciada às 15 horas, foi comandada pelo vereador Maurício Carvalho, o novo presidente do legislativo municipal, no plenário Bohemundo Álvares Affonso.

 TÁ CHEGANDO

O horário de verão está chegando ao seu final. Ele vai terminar às zero horas do dia 19, que cairá num sábado.

 BIZARRA

Difícil de entender quais os motivos da estranha escolha dos prefeitos rondonienses. A Associação Rondoniense de Municípios passa a ser presidida por alguém que não é prefeito. Algo como colocar na presidência de uma Escola de Samba alguém fora que sequer seja seu folião.

 EM ALTA

A indicação de Alexandre de Moraes para a vaga de Teori Zavaski é uma jogada de mestre de Michel Temer para agradar tucanos e também o PMDB. Afinal, o Ministro da Justiça é tucano. Para tucanos citados nas delações da Odebrecht não poderia haver nome melhor para o STF. Devem calcular que ter alguém que vem do ninho tucano como ministro pode livrar “amigos” encrencados na Lava Jato. Alexandre de Moraes, por ser político, é visto com bons olhos. Não custa lembrar também que Moraes já foi advogado de Eduardo Cunha. Se for para STF, o PMDB herdará o Ministério da Justiça.

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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