Em Linhas Gerais

Hildon deixou claro que “não delegou a ninguém” a incumbência de anunciar os nomes de seu secretariado- por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O jornalista é forte e poderoso não pelo bem que ele faz, mas pelo mal que pode fazer.” IBRAHIM SUED (1924/1995), jornalista, apresentador de tv, colunista social e crítico brasileiro.

 PULO DO GATO

Todos os novos prefeitos, experientes ou debutantes, terão de enfrentar um cenário ruim, de dificuldades. Para passar o período de sufoco e não infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal, como me disse ontem um perito em contabilidade pública ligado ao TCE, onde o filho do colunista, dr. Aldrin Willy é auditor fiscal, “os novos prefeitos deverão ficar atentos a cada quadrimestre”, especialmente às variações da folha e ao custo dos contratos firmados.

 RECEITA

Dentre os novos prefeitos, quem defendeu a melhor receita – como compromisso de campanha – para alavancar novos projetos e soluções para problemas antigos foi exatamente Hildon Chaves, o prefeito que assumirá em 1º de janeiro o comando da capital rondoniense.

Não há, disse, melhor saída em tempos de crise como agora do que buscar as parcerias público-privadas (PPPs) para atrair investimentos e até gerar empregos. E ao contrário do que pode pensar alguns dos novos prefeitos, as PPPs não servem apenas para grandes obras. E, como se sabe, a CEF tem dinheiro para a PPP.

 SUCESSO

Quem vai assumir o comando de alguma prefeitura rondoniense no próximo ano deve se conscientizar de que há uma chave infalível para o sucesso da gestão e crescimento político do chefe do Executivo. E é até meio simples: É não roubar e nem deixar roubar.

É não deixar nenhum secretário fazer despesa sem o conhecimento do prefeito.

Há um senso comum entre os personagens do andar de cima de que dinheiro público não é de ninguém. Por isso estamos assistindo todos os dias denúncias de suspeitas de roubo e até a prisão de ordenadores de despesas em praticamente todos os municípios. Dinheiro público – não se deve esquecer – é dinheiro de todos nós. O roubo desse dinheiro gera todas as desgraças e problemas nas escolas, na segurança, no transporte e na saúde.

 OUTRO BAQUE

A incompetência do prefeito (argh!) que sai vai deixar mais um baque na economia de Porto Velho. Mauro na verdade passou toda a sua gestão enganando a população de Porto Velho e até a si próprio, quando dizia sem ao menos corar, coisas maravilhosas sobre o “o fomento e o crescimento do turismo” na capital rondoniense.

O lamentável prefeito não fez nada para transformar Porto Velho em destino do turismo nacional e até mesmo regional.

Informações do setor hoteleiro sinalizaram o fim das atividades do Vila Rica. Como se vê, o mal causado por Nazif a Porto Velho ainda vai perdurar por muito tempo.

 ESPÍRITO NATALINO

Se a cidade de Porto Velho fizesse parte das capitais onde ainda há prefeitos de verdade, certamente também estaríamos começando a sentir o espírito natalino na iluminação decorativa para a importante efeméride da cristandade. Boa parte das capitais com gestão séria no Brasil, onde o turismo não é apenas uma falácia, a população e os turistas já se encantam com a iluminação natalina. Aqui, até agora, nada. Um ar de abandono bem próprio para o ocaso de um (ainda) prefeito que nunca deveria ter sido.

 RISCO DE EXPLOSÃO

Praticamente todas as cidades rondonienses sofrem com o déficit habitacional. Esse déficit e mais acentuado em Porto Velho, onde o Programa Minha Casa Minha Vida foi usado mais para incensar a política populista dos últimos governantes, especialmente no período em que a cidade sofreu nas mãos do petismo.

Agora a realidade é um pouco pior pelo aumento no número de pessoas que não estão conseguindo pagar as prestações dos imóveis.

Essa é uma situação catástrofe em todo o Brasil, prenunciando-se o risco de se repetir o fracasso do antigo BNH, inventado no período em que o país estava nas mãos dos generais.

 DESEMPREGO

Diante das dificuldades para atender a demanda por novas residências e até equacionar o índice crescente da inadimplência de famílias contempladas recentemente com unidade do Minha Casa Minha Vida, cidades como Porto Velho corre o risco de ver proliferadas as favelas e até do retorno da ocupação desvairada de áreas urbanas.

Quem raciocina economicamente essas questões acabam concordando que a solução está na geração de emprego e renda para as famílias.

 FOCO DA GESTÃO HILDON

Aliás, são 25% dos beneficiários dos programas habitacionais de renda mais baixa que não estão pagando as prestações. Isso ocorre mais pela perda de empregos na família, o que está levando esses beneficiários a acumularem prestações atrasadas e, por isso, correndo o risco de perder a “propriedade” após o atraso de três prestações.

Ainda bem que o novo prefeito tem uma visão clara desse drama. Em seus discursos de campanha colocou como prioridade recuperar a economia da cidade, única saída para gerar o número de empregos que a população necessita.

 VAPORES ETÍLICOS

Ainda ontem recebi mais informe sobre a polêmica que se estabeleceu em torno da formação do secretariado do novo prefeito. E do informe constou inclusive uma interpretação de que os nomes arrancados do baú das reminiscências bucólicas de Porto Velho nasceram de uma tertúlia etílica e nada mais. E acrescentou: na hora H, o novo prefeito vai anunciar nomes verdadeiramente consentâneos com o ponto de vista defendido na campanha, de melhorar a economia portovelhense.

 OUSADIA

A tônica do novo secretariado será mesmo a de priorizar estratégias para atrair mais investimentos para a cidade. Certamente os nomes vazados (e nunca publicamente afirmados por Hildon) como integrantes do andar superior da gestão municipal não permitiriam, por mais boa vontade existente, que o novo prefeito agisse com mais ousadia na busca de novos recursos (e até de investimentos privados) para fomentar o crescimento sustentado de Porto Velho do que seus antecessores no cargo.

O anúncio do novo secretariado será feito pelo próprio Hildon Chaves, quando se verá que muitos dos nomes especulados nunca estiveram na escalação do prefeito.

 VAI REPERCUTIR

Com a crise carioca consumindo no incêndio das práticas de corrupção o PMDB carioca (Sérgio Cabral e Eduardo Cunha passando uma longa estadia em Curitiba) não dá para esconder a repercussão desses fatos no desmantelamento do cenário político-eleitoral para o partido em 2018.

Certamente o tabuleiro da disputa em Rondônia também vai sofrer essas consequências, especialmente pelo fato do principal cacique peemedebista daqui, o senador Valdir Raupp, estar na mira da Lava Jato e ter sofrido nos últimos dias o pedido de bloqueio patrimonial da parte do judiciário. Já se fala nos lugares mais altos do comando do PMDB em buscar novos nomes para a disputa. E não será, claro, o derrotadíssimo Pimentel.

 AGENDA NO DF

O prefeito eleito Hildon Chaves promove esta semana, em Brasília, um jantar para bancada federal de Rondônia no Congresso, com o objetivo de estreitar ainda mais a colaboração de deputados e senadores rondonienses em favor de projetos visando a melhoria econômica e da qualidade de vida dos moradores da capital rondoniense.

Após cumprir uma intensa agenda no DF, Hildon volta para Porto Velho onde vai adiantar a solução dos impasses em torno da formação de seu futuro gabinete e, como disse, melhorar a sintonia fina no segmento da comunicação de seu governo, que começa no dia 1º de janeiro.

 DE FORMA CLARA

Hildon deixou claro para a coluna que “não delegou a ninguém” a incumbência de anunciar os nomes de seu secretariado, mas disse entender que “haja” muitas especulações agora em torno do assunto.

O prefeito está, como demonstrou, procurando definir “um nome incontestavelmente gabaritado” para fazer a comunicação de seu governo. “Levo em consideração que na nossa gestão terá de ser dada transparência total aos atos da prefeitura”, destacou Hildon, que acrescentou: “Vamos encontrar, com um profissional gabaritado, o caminho para que a comunicação a ser estabelecida com a população se faça de forma clara”.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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