Resenha Politica

Grampos: Ninguém sucumbe a chantagem quando ela não contém veracidade. Ao sucumbir aceitou a safadeza. – por Robson Oliveira

REPERCUSSÃO

Nas mídias sociais tem repercutido com mais intensidade a suposta tramoia urdida pelos deputados estaduais Jesuíno Boabaid e Maurão de Carvalho para enquadrar o governador Confúcio Moura e forçá-lo a permanecer no cargo até o fim do mandato para o qual foi eleito. De acordo o grampo que captou a conversa, a trama consistia em chantagear o governador com a abertura de CPI’s – Ponte do anel viário de Ji-Paraná, um terreno adquirido de forma supostamente acima do valor de mercado e um empréstimo do BNDES conhecido como Programa Integrado de Desenvolvimento e Inclusão Socioeconômica (PIDISE). O objetivo da trama seria evitar a assunção do vice-governador à titularidade do cargo.  A repercussão tem sido estrondosa.

AOS FATOS

Não é de hoje que a Assembleia Legislativa de Rondônia frequenta as páginas dos noticiários envolvida em escândalos. Prova disso é que os três últimos presidentes cumprem penas severas. Mas na atual gestão não havia surgido concretamente um fato que envolvesse o atual presidente em malfeitos até aparecer essa gravação entre ele e um deputado numa suposta combinação de chantagear o chefe do executivo, o que é algo extremamente reprovável e exige uma apuração interna e externa para que tudo seja esclarecido.ASSEPSIA

Posto isso, os diálogos capturados, embora de forma ilícita, são gravíssimos. Há neles evidências de que o parlamento teria deixado de cumprir suas funções de fiscalização do executivo mesmo sabendo de fatos supostamente ilegais cometidos pelo governador. Em geral, os deputados não gozando de boa reputação – registre-se que não todos -, o escândalo anunciado corrobora ainda mais para este desgaste e, para minimizar os estragos, exigirá que tudo seja devidamente apurado: tanto a tramoia dos envolvidos na chantagem quanto as denúncias envolvendo o chantageado. É preciso passar tudo a limpo. Afinal, quem não deve não teme.

 RECUO

Algumas manifestações feitas por aí criticam de forma ácida os dois deputados estaduais – Jesuíno e Maurão – pelo recuo do governador Confúcio Moura da pré-candidatura ao Senado Federal.

 SUCUMBINDO

Não sabemos se por cretinice ou desfaçatez, as manifestações colocam o governador Confúcio Moura como vítima de uma armação com objetivos de chantageá-lo a permanecer no cargo até o final de mandato.  Ora, caso seja verdadeira a hipótese de que o governador recuou da pré-candidatura senatorial por chantagem, a única dedução possível é de que “alguma coisa está errada no reino da Dinamarca”. Ninguém sucumbe a chantagem quando ela não contém em seu conteúdo alguma veracidade.  Ao sucumbir aceitou a safadeza. Daí não adianta explicações cretinas nem insolentes.

 INOCENTE

Embora o deputado estadual Hermínio Coelho (PDT) seja um daqueles parlamentares dado a embustes e impropérios, o que já lhe rendeu uma condenação judicial, o envolvimento do seu nome nesta trama foi feito por terceiros e, pelo diálogo grampeado, sem o seu consentimento. Seria usado como uma peça chave na trama por ser publicamente o único opositor ao governador na Assembleia Legislativa e por utilizar um vernáculo nada convencional para um parlamentar contra seus desafetos. Não há nada que o incrimine a chantagem. Aliás, é bom que se diga, esses fatos presumidamente criminosos foram temas de duros discursos do deputado. Não se furtou inclusive de requerer uma CPI para passar tudo a limpo, mas os pares optaram em segurar a investigação para proteger Confúcio Moura de eventuais desgastes políticos.

 ROMPIMENTO

Ao desfazer os atos de nomeações na PM e DER feitos pelo vice, o governador agiu sem aviso prévio. O motivo do rompimento entre os dois foi um conjunto de fatores e não apenas as chantagens de dois deputados estaduais. Nas coxias do Palácio Madeira a coluna apurou que a forma açodada pela qual Daniel Pereira assumiu a postura governamental depois que Confúcio Moura anunciou que renunciaria no dia 12, foi o principal motivo das relações azedarem. O titular do cargo teria ficado irritado com as movimentações políticas do vice e com a postura autoritária com que Daniel passou a se comportar. Acrescente-se aí as intrigas que em política são elementos devastadores. Quem conhece os meandros da contenda sabia antecipadamente que cedo ou tarde os dois se bicariam, visto que Daniel possui em sua gênese a vocação para o embate, típica dos sindicalistas. Esta coluna cantou a bola.

 INGÊNUO

Faltou a Daniel Pereira experiência para lidar com as idiossincrasias do poder e maturidade para evitar choque com Confúcio Moura. Vaidoso por natureza, Daniel deixou o poder subir ao cabeção e passou a se comportar como governador de fato e candidato à reeleição imbatível. Nas urnas nunca conseguiu votações expressivas e virou vice-governador por indicação do senador Acir Gurgacz (PDT), razão pela qual na primeira entrevista concedida após a confusão descartou a candidatura a governador. De acordo com ele, agora está livre para disputar o Senado, Câmara Federal ou Assembleia Legislativa. Pura ingenuidade!

 ESCUTA

Nessa “estória” não há santo. Restou claro que a gravação – tudo indica ser uma escuta ambiental sem autorização judicial – somente veio a público depois que as relações entre governador e vice azedaram. Ao que parece vazada propositalmente para provocar esta situação beligerante entre os dois poderes e criar um clima de conspiração. Esqueceram um pequeno detalhe: dois deputados envolvidos na trama não eram suficientes para afastar um governador e nas escutas não há indícios de que a maioria regimental para um afastamento estivesse em conluio com aqueles. A escuta é criminosa e tem que ser também apurada porque quem a fez pode ter grampeado outras autoridades.

ALOPRADOS

Alguns aloprados que aguardavam ser convocados para compor o governo de Daniel Pereira estão revoltados com Confúcio Moura nas redes sociais. Exigem que o governador renuncie e fazem cada prognóstico torto que revelam o desespero. Esquecem que o governador foi reeleito para cumpri um mandato de quatro anos, a renúncia é um ato individual. Amigos do governador garantiram a coluna que ele realmente fica no posto, mas Confúcio permanece em silêncio em meio ao turbilhão. Ademais, em política tudo é possível. Aguardemos!

 CURIOSIDADE

Restou uma curiosidade para quem não frequenta os gabinetes palacianos: quem é Michele? Quais contas teria pago? Pela degravação dos áudios é uma personagem importante na corte. E não é a boba.

 NOMEAÇÃO

O retorno do coronel Enedy ao comando da PM têm vários significados. Quem decifrar entenderá o gesto do governador  de renomeá-lo ao posto do Comando Geral. 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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