Resenha Politica

O projeto Genesis é mais uma lorota para promover a realocação de professores – por Robson Oliveira

GÊNESIS

O Governo de Rondônia, através da Secretaria de Estado da Educação, importou do Estado de Goiás um projeto de recadastramento de pessoal da educação com o objetivo de relocar os professores da rede estadual rondoniense com a justificativa de ser um projeto inovador – o que não é. Segundo Valdo Alves, Secretário de Estado da Educação, Gênesis não seria um projeto tão somente de recadastramento de professores, mas uma concepção de gestão. Lorota, a gênese do projeto, em síntese, é verificar onde pode tirar um professor de uma escola e recolocar em outra mais deficitária. Não há em sua essência nada que mude os currículos ou a própria pedagogia que a médio prazo melhore os índices educacionais rondonienses.

 CONTRASSENSO

Professores que entraram em contato com a coluna garantem que o projeto não mexe na qualidade de ensino e nem aponta caminhos que implementem medidas para qualificar o corpo docente. Denunciam também, a exemplo de artigo publicado pelo professor Francisco Xavier (um baluarte na luta pela melhoria do ensino e da qualidade de vida dos professores), que para implementar o projeto o governo criou um malfadado grupo de trabalho no qual reuniu profissionais com salários astronômicos em relação aos demais servidores públicos. E compõem a equipe uma professora de matemática que nunca esteve no local de trabalho pela qual passou no concurso. No mínimo um contrassenso.

 INOPERÂNCIA

Contestam ainda a declaração do secretário Valdo quando afirma que existem milhares de professores fora da sala de aula (sete mil) sem que o governo tenha tomado uma atitude nesses sete anos de administração. Por que então esperaram o final do segundo governo para mexerem com a vida profissional de milhares de professores sob a alegação de separar o joio do trigo? Tratar quem educa nossos filhos e são pessimamente remunerados de joio não é algo educado, mesmo que entre a categoria haja uns poucos ruins. O governo no mínimo foi inoperante. Faltou o digníssimo secretário adicionar em sua recente entrevista ao site Rondoniadinamica. “Se um homem ferir alguém com um objeto de ferro de modo que essa pessoa morra, ele é assassino; o assassino terá que ser executado. ”
Números 35:16. Embora possamos encontra no livro de Gênesis tal assertiva, não é o que se deseja ao secretário. Mas o professor Virgílio não teve a mesma sorte…

 PEDAGOGIA INOVADORA

Uma cidade do interior da Bahia (Riacho de Santana) conseguiu melhorar todos os índices escolares ao adotar em sua grade curricular o que vem sendo chamado de pedagogia da alternância. Consiste em os estudantes passarem a semana na escola e uma em casa. No tempo escolar, eles vivenciam um currículo que se estrutura a partir de um eixo chamado “Plano de Formação” que, como explicam pedagogos, organiza as alternâncias na escola e no meio sócio profissional (família/comunidade). Isso garante um currículo transversal que considera os conteúdos da Base Nacional Comum, mas também os que se relacionam diretamente com o campo, como Ecologia, Agroecologia, Desenho e Topografia, Recursos hídricos, Educação, Legislação e Defesa Ambiental, Geografia, Planejamento, Gestão e Tecnologias Ambientais, Urbanismo e Paisagismo.

 EXPERIÊNCIAS

Como são exitosas as experiências da alternância e que são voltadas para o aluno do campo, o mesmo projeto foi oferecido à SEDUC para que fosse implantado imediatamente no assentamento Flor do Amazonas e foi rejeitado.  A coluna verificou que o projeto seria todo financiado pelas Usinas: material didático, estrutura física e acompanhamento técnico. Caberia ao estado como contrapartida a parceria na cedência de professores já que o projeto atenderia centenas de famílias num raio de cem km do local do assentamento. Com a palavra a SEDUC.

 FILIAÇÃO

São cada vez mais fortes nos bastidores políticos a desfiliação do governador Confúcio Moura do MDB. Membros do partido revelaram a coluna que Moura tem dado sinais de que deixará o partido para ingressar no PDT ou PSB. Há quem diga que com ele muitos outros emedebistas estariam sendo instados a deixar o partido. Ocorrendo, pode ser um tiro no pé, visto que os bochichos dos bastidores não são tão alvissareiros da forma que propagam os auxiliares do governador.

 CAMARADAGEM

Chegou-se a se cogitar uma filiação ao PCdoB, mas as posições ideológicas que o governador ao longo do tempo expressou em seu BLOG são totalmente distintas dos comunistas. No entanto, esteve em Brasília reunido com a Direção Nacional do PCdoB e anteontem, na capital, se reuniu com a direção local da legenda e a senadora Vanessa Grazziotin. A conversa não rendeu nenhum acordo, embora os comunistas queiram filiar Cláudia Moura que vem a ser a esposa de Francisco de Assis (cunhado de Confúcio Moura) para que ela seja candidata a deputada federal. O governo Moura mantém uma camaradagem com dirigentes comunistas que exercem cargos comissionados no segundo escalão.

 CAPITULOU

Quem recuou da pré-candidatura a governador foi o senador Acir Gurgacz (PDT) desde que o Supremo Tribunal Federal começou a votar um processo que lhe deixou inelegível. Nesta terça-feira (27) o processo retornou à pauta e o senador levar tinta. A qualquer momento perde o cargo de senador. Entretanto, independente do revés judicial é visível que Gurgacz já havia capitulado aos movimentos do vice-governador Daniel Pereira (PSB) em viabilizar a própria pré-candidatura. Acir esperava de Daniel a reciprocidade do apoio que o pedetista lhe deu nas eleições passadas para ser o vice da chapa de Confúcio. 

PAPO FURADO

As explicações dadas pelo Diretor Geral do Departamento de Estradas e Rodagens, Ezequiel Neiva, sobre as denúncias feitas pelo MP de irregularidade na arbitragem que concedeu a uma empreiteira 30 milhões a título de repactuação referente a ponte do anel viário de Ji-Paraná, são infundadas. Ele declarou que a tunga milionária recebeu a chancela da Justiça como se uma Câmara Arbitral estivesse vinculada a estrutura organizacional do Poder Judiciário. As justificativas não passam de papo furado para engabelar os incautos e minimizar o desgaste político, haja vista que Ezequiel é candidato a candidato a deputado estadual. Esta ponte ainda vai dar muita dor de cabeça aos envolvidos e vem despertando o interesse do Poder Legislativo. Aliás, falta apenas uma assinatura de um dos deputados estaduais para que se alcance o número mínimo de assinaturas e seja instalada uma CPI para investigar os fatos.

VELADA

Quem acessa as postagens de Ezequiel Neiva no facebook percebe que o chefe geral do DER utiliza de obras públicas para fazer propaganda política, embora seja de forma velada. Um exemplo crasso é a obra do espaço alternativo que já rendeu aos auxiliares do governo muitas ações judiciais. Tudo indica que deverá render ainda muito mais. É propaganda velada sim, basta prestar atenção ao texto e esperar o momento da desincompatibilização para comprovarmos que estas obras serão usadas pelo provável candidata a deputado estadual.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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