Resenha Politica

O silêncio de Confúcio Moura em relação à renúncia para concorrer a uma vaga ao Senado Federal passou a ocupar o maior espaço do noticiário político – Por Robson Oliveira

CONFISSÃO – Desde que se tornaram públicos os desentendimentos entre o governador Confúcio Moura (MDB) e o seu vice Daniel Pereira (PSB), surpreendendo o mundo político estadual, o vice concedeu várias entrevistas radiofônicas onde teceu loas e criticou o governador. Foi um misto de bate e assopra com sabor de pedido de reconciliação. Nestas entrevistas, a exemplo de uma dada ao programa Maurício Calixto, na rádio Rondônia, sexta-feira passada (9), Daniel Pereira reconheceu que sem a estrutura governamental não tem cacife para manter a pré-candidatura a governador. Trocando em miúdos: sem usar a máquina estatal – o que é legalmente discutível – seu futuro político está fadado ao fracasso já que é servidor público e não amealhou recursos nos anos de labuta para torrar numa campanha. Foi, em síntese, o que confessou.

LOROTA – Quem conhece os bastidores da política (calha) rondoniense e não espera mimo do vice numa eventual ascensão à titularidade, sabe que o desentendimento entre o governador e o vice não tem nenhuma conexão com o diálogo gravado sorrateiramente entre os dois deputados boquirrotos, Maurão de Carvalho e Jesuíno Boabaid, numa suposta trama para evitar que o vice assuma o governo. Usaram a gravação como cortina de fumaça para evitar que o rondoniense enxergasse que a relação entre governador e vice andava estremecida em função de fatos aparentemente inconfessáveis. A gravação em si não teve o condão de azedar as relações entre eles (Moura e Pereira), embora o conteúdo seja reprovável. Tudo lorota!

DISSIMULADO – O silêncio de Confúcio Moura em relação à renúncia para concorrer a uma vaga ao Senado Federal passou a ocupar o maior espaço do noticiário político, visto que saindo do governo viabiliza em tese a candidatura do vice à reeleição. A verdade é que Confúcio sempre quis ser candidato a senador e utiliza da dissimulação como estratégia para ganhar tempo e avaliar com exatidão as probabilidades. Não estava no script do governador anunciar a pré-candidatura precocemente para criar esse clima de dúvidas, mas os cardeias do MDB precipitaram o anúncio visando evitar a desfiliação de Confúcio do partido. As tratativas de Confúcio Moura com o DEMOS, o PDT e PCdoB eram monitoradas por todos. Os democratas contavam como certa a filiação do governador. Com o PCdoB houve uma conversa em Brasília com Valter Sorrentino e em Porto Velho com a senadora Vanessa Graziotin sobre a filiação, ambos do Comitê Central comunista.

NATA – Há uma precipitação em afirmar que na hipótese de Confúcio Moura se lançar candidato ao Senado uma das vagas é sua. Cada campanha é uma campanha com as suas circunstâncias e sempre há no meio o imponderável. As convenções são em julho e até lá muita água (podre) vai passar por debaixo dessa ponte… Não existe vaga nata e a cada eleição o eleitor rondoniense tem aprontado surpresas.

EPÍLOGO – Vem do núcleo político familiar a maior pressão para que Confúcio Moura dispute as eleições de outubro. As irmãs Cida e Cláudia Moura são as principais entusiastas da renúncia. Cláudia – esposa do polêmico Assis – ensaia uma pré-candidatura a deputada federal e sinalizou ingressar no PCdoB. É possível que seja apenas um ensaio, mas o irmão governador tende a ceder às pressões e se jogar na disputa eleitoral. Sem a máquina governamental a sua disposição e com o vice também candidato, Moura vai ter que botar a mão no bolso para garantir o favoritismo. Esta é uma reprise de um filme surrado para quem cobre as campanhas eleitorais de Rondônia.

ENIGMÁTICO – Na primeira oportunidade que o governador aceitou falar publicamente sobre o vice após o desentendimento foi enigmático: “Daniel é o vice que todo governador sonha”. Em se tratando de Confúcio a frase pode ser um sarcasmo ou um elogio. Na dúvida é bom o vice rezar para que o governador durma em paz!

PATUSCADA – Quem sepultou qualquer chance de empinar uma eventual candidatura a governador foi o presidente da Assembleia Legislativa na alopragem do grampo com os diálogos que foram tornados públicos. Maurão saiu chamuscado desse episódio e não soube explicar a encrenca quando tornada pública. A ingenuidade que demonstrou nos diálogos confirma a desconfiança do mundo político de que lhe falta condições objetivas para governar o estado. A patuscada deixou o MDB numa sinuca de bico.

FORA – Embora os democratas sonhem em lançar candidatos a governador na maioria dos estados, o sonho rondoniense em lançar o deputado federal Marcos Rogério não passará da vontade de sonhar maior do que a imaginação alcança. Em contato com a coluna, Marcos Rogério descartou a possibilidade de disputar o Governo de Rondônia. O parlamentar é candidato a candidato à reeleição.

DEFINIÇÃO – Quem anda longe dos holofotes é o ex-senador Expedito Junior (PSDB) que optou por avaliar melhor o quadro longe das polêmicas para definir os destinos eleitorais. Jr anunciará o cargo que disputará somente depois que acabar o prazo das filiações (janela aberta pela Justiça Eleitoral) que é sete de abril. Até esta data, segundo informou a este cabeça-chata, qualquer informação sobre o seu futuro político é mera conjectura. No entanto, a possibilidade de ficar fora do pleito é zero.

GOLPE – As regras que estabeleceram o financiamento das campanhas de 2018 parece que foram instituídas para favorecer os atuais mandatários. Passou despercebido que as amarras legislativas postas são obstáculos a quem não dispõe das estruturas partidárias para financiar a campanha. Quem sonha com uma assepsia mais ampla nas casas legislativas vai se decepcionar com os resultados das urnas. Num país acostumado com golpe os resultados das anomalias são sentidos tempos depois.

ATENTO – O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia está atento às manifestações dos pré-candidatos que tentam driblar a legislação eleitoral com campanhas antecipadas. Quem insistir em cometer este erro tende a ficar inelegível. O uso desregrado da máquina também não será tolerado, especialmente para quem anuncia sub-repticiamente a intenção de usá-la desavergonhadamente.

GREVE – O mais cômico – para não dizer irritante – em relação ao movimento paredista dos trabalhadores em educação do estado é perceber que autoridades governamentais reconhecem que os salários estão defasados e não fazem nenhum esforço para melhorá-los. A justificativa do equilíbrio orçamentário para não conceder aumento à categoria é fraca já que a área possui limites constitucionais que podem ser remanejados em favor do aumento salarial. Todos dizem que a greve é justa, mas vão à justiça para impedir a paralisação. Em período eleitoral o discurso é sempre politicamente correto, o problema é a prática…

RETORNO – Depois de quinze meses aperfeiçoando o curriculum acadêmico na Itália no curso de doutoramento, retorna à capital o respeitado advogado Diego de Paiva Vasconcelos. Foram meses de estudos e publicações em periódicos nacionais e internacionais. A coluna dá boas-vindas ao mestre e amigo. Eis aí um ítalo-rondoniense da melhor cepa.

PÉRIPLO – Quem retorna também esta semana de um périplo às terras de Tio Sam é o confrade Gessi Taborda. Todos os dias o confrade nos alimentava com as belezas americanas que despertam em muita gente curiosidade. Curiosidade que este cabeça-chata ainda não foi atraído por preferir os encantos do velho mundo.

LOLAPALLOZA – Já o jornalista Rubens Coutinho (editor do tudorondonia) faz a ponte aérea Porto velho/São Paulo para desfrutar com a filha – minha afilhada – de mais uma edição do festival internacional LOLAPALLOZA, com o melhor do rock in roll mundial. Aos que ficam na terrinha sugiro apreciar uma boa música no ‘Buraco do candiru’, do amigo Danin.

 AUTOR: JORNALISTA ROBSON OLIVEIRA –  COLUNISTA RESENHA POLITICA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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