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Governo entrega LDO de 2023 e propõe salário mínimo de R$ 1.294

Executivo apresentou projeto ao Congresso nesta quinta-feira (14). Déficit primário é estimado em R$ 65,9 bilhões

O governo federal enviou ao Congresso Nacional nesta quinta-feira (14) o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para o ano de 2023. No documento, o Executivo propõe um salário mínimo de R$ 1.294 para 2023, apenas R$ 82 mais alto do que o valor atual, de R$ 1.212.

A correção do salário mínimo é de 6,7%, valor inferior ao da inflação, que nos últimos 12 meses, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), avançou 11,3%. Dessa forma, a recomposição salarial sugerida pelo governo não deve aumentar o poder aquisitivo do trabalhador brasileiro. O aumento efetivo do salário mínimo, de todo modo, dependerá de uma lei específica.

No documento elaborado pelo governo, a inflação prevista para o ano que vem é de 3,3%. Para 2024 e 2025, a projeção é de 3%. Os valores estão abaixo da estimativa do Ministério da Economia para 2022, que é de 6,55%.

“Com a esperada dissipação dos riscos no cenário internacional também se acomodarão as condições financeiras internacionais, refletindo-se em menores custos para controle da inflação no país, o que permite projetar a convergência para o centro da meta de inflação nos próximos anos”, pontua o governo na LDO.

No texto, o Executivo apresentou uma meta de déficit primário (que é quando o governo não gera recursos suficientes para superar os seus gastos) pelo décimo ano consecutivo. Para 2023, o governo estima um rombo de pelo menos R$ 65,9 bilhões nas contas públicas.

No projeto da LDO, o governo estima um crescimento de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em cada um dos próximos três anos. Segundo o Executivo, “a expectativa de continuidade do crescimento inclui a melhora das condições do mercado de trabalho, com a continuidade da recuperação do emprego, tanto em postos formais quanto informais”.

A LDO estabelece as metas e prioridades da administração pública federal para o exercício seguinte, e serve de base para a construção da LOA (Lei Orçamentária Anual). O projeto precisa ser aprovado pelo Congresso até 17 de julho, que só pode entrar em recesso depois disso. Durante a tramitação no Parlamento, os valores sugeridos pelo governo podem ser alterados.

FONTE: R7.COM

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