Interior

Governo dá apoio logístico e assistencial a operação de retirada de invasores em reserva no Vale do Jamari

A Sedam recebeu a denúncia da permanência de pessoas nas proximidades da Resex Aquariquara que não eram moradoras tradicionais do local e que já estavam adentrando na unidade sem autorização do Estado

O Governo do Estado de Rondônia, por intermédio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), preparou a logística e promoveu assistência durante desocupação e reintegração de posse da zona de amortecimento da Reserva Extrativista (Resex) de Aquariquara, localizada nos municípios de Machadinho D’Oeste e Vale do Anari.  A determinação foi da Justiça motivada pela ação civil pública ajuizada pelo Estado de Rondônia e o Ministério Público (MP), em atuação conjunta.

A Sedam recebeu a denúncia da permanência de pessoas nas proximidades da Resex Aquariquara que não eram moradoras tradicionais do local e que já estavam adentrando na unidade sem autorização do Estado.

Foi realizada uma abordagem para a retirada voluntária dessas pessoas, buscando o entendimento entre as partes. No entanto, por não haver entendimento da outra que estavam invadindo, foi necessária a operação para efetivação da retirada.

No primeiro momento, foram realizadas diversas tentativas de acordo. Em uma reunião, foi dado um prazo de 48 horas para que as famílias invasoras saíssem do local, voluntariamente, a uma distância mínima de 30 quilômetros da Resex.

Porém, as famílias invasoras não cumpriram com à distância especificada, e se instalaram em propriedades particulares nas imediações chamadas de zonas de amortecimento, dentro do perímetro que compreende a decisão judicial.

À vista disso, a promotora de Justiça do MP, alinhada com os magistrados e os oficiais de Justiça, com anuência do proprietário e toda retaguarda jurídica em cumprimento à legislação, solicitou o cumprimento da desocupação dentro da propriedade, mesmo sendo particular. Inclusive, o juiz solicitou à Polícia Civil (PC) a identificação de todas as pessoas para juntar ao processo, a fim de cruzar informações em casos de novas invasões com os mesmos envolvidos.

Em cumprimento da decisão judicial, dois oficiais de Justiça da Comarca de Machadinho D’Oeste tomaram à frente da ação. Para o oficial de Justiça, Kelno Carvalho, o intuito da operação é “evitar um estímulo às novas invasões”. Segundo ele, essas áreas são especialmente protegidas e têm por objetivo proporcionar qualidade do ar e ao meio ambiente às pessoas que vivem na Amazônia.

De acordo com a oficial de Justiça, Daniele, “o apoio ao cumprimento foi realizado de forma pacífica, adequada e o mais humana possível”, comenta.

O chefe da Coordenação de Unidade de Conservação (CUC) da Sedam, Fábio França, pontua que muitos invasores estão sendo enganados por pessoas de má índole, dizendo que a área é passível de ganho, sendo que não é. Diversas vezes, por notificações, fora explicado a essas pessoas como funcionava a unidade, contudo continuaram irredutíveis e permaneceram no local, demonstrando claro, a necessidade da operação para se fazer cumprir a lei.

“Entra no site da Sedam, vá na aba da CUC e veja o rol das unidades e as leis que as criaram. Se for de uso sustentável, vai poder saber sobre o plano de manejo sustentável e quais moradores têm direito de estar dentro da terra”, explica o coordenador.

A promotora de Justiça em Machadinho d’Oeste, Naiara Lazzari, informou que após a retirada, das famílias, pelo acionamento dos órgãos de assistência social dos dois municípios, todas foram cadastradas a fim de garantir que tenham condições de retornarem ao local de origem, por meio da providência de transporte ou passagem, conforme a necessidade.

Toda estrutura construída na Resex de Aquariquara foi derrubada pela equipe da Sedam, com intuito de evitar o retorno do movimento.

A Sedam levou um engenheiro florestal para fazer a perícia no local a fim de constatar o crime ambiental e realizar os autos de infrações, caso sejam necessárias. Atualmente, cinco unidades de conservação estão sendo invadidas no Estado.  As investigações para saber se há alguém por trás do movimento estão em andamento. Inclusive, existem outras ordens judiciais em curso para executar a desocupação em outras unidades que foram objetos de invasão.

ATUAÇÃO DA SEDAM

O estudo realizado pela polícia local solicitou que a Sedam providenciasse 16 pessoas para preparar a logística, o qual foi apresentado o total de 21 pessoas para dar continuidade à fiscalização na unidade de conservação, mesmo após a retirada. Vale constar que a reintegração de posse é de competência dos oficiais de Justiça com apoio policial.

O papel da Sedam neste ato foi simplesmente o apoio logístico e assistencial, bem como promover condições para que os representantes da Justiça pudessem cumprir seu dever.

A Sedam tem cumprido com tudo que foi solicitado no estudo de situação a fim de proporcionar o melhor apoio, seja ele logístico ou assistencial.

Ao final da ação, a Secretaria ofereceu alimentação a todas às famílias. O coordenador, Fábio França foi até ao município Vale do Anari para prestar apoio e esclarecimento às pessoas que foram retiradas da Resex, e ainda proporcionou alimentos para o período noturno.

“Foi uma operação bem desenvolvida, com a participação de diversos órgãos e atores que trabalharam de forma direta e indireta que contribuíram para sucesso da ação, desde os relatórios iniciais de constatação confeccionados pela Polícia Ambiental que deram suporte a ação ajuizada pelo procurador Geral do Meio Ambiente, em conjunto com a promotora de Justiça, em que obtivemos êxito na decisão”, pontua, em agradecimento à equipe, o coordenador da CUC.

ASSISTÊNCIA POSTERIOR

A operação contou com a presença da gerente Regional da Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seas) e cinco conselheiras tutelares, sendo três do Vale do Anari e duas de Machadinho D’Oeste, além da  equipe técnica municipal nas escolas que foram ponto de apoio durante a operação.

O Corpo de Bombeiros Militar e Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), foram oficiados para acompanhar o caso.

A Seas foi convidada pela Sedam para fazer o acompanhamento e apoio, junto à execução municipal, às famílias, fazendo a identificação e os devidos encaminhamentos. “Nós trabalhamos no posterior, garantindo atendimento de qualidade a todos, em especial as crianças”, comenta Fabiana Renata, gerente regional de assistência social.

Diante da operação, saindo do espaço, as famílias serão reintegradas à sociedade, como também serão acompanhadas para cadastro em programas sociais, conforme a necessidade. Já os Conselhos Tutelares dos dois municípios, órgãos que prestaram total apoio à operação, em garantia ao direito das crianças e adolescentes, verificaram a documentação, frequência escolar (para saber se está baixa), e se as vacinas estavam regularizadas.

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Conforme a Lei 9985/200, as unidades de conservação são divididas em duas categorias. As Unidades de Proteção Integral é proibida o uso direto dos seus recursos ambientais, sendo  permitido apenas o uso indireto como passeio ecológico, pesquisas e visitas, entre outras. Já as Unidades de Uso Sustentável conciliam a conservação da natureza com uso sustentável de parcela dos recursos naturais, conforme o plano de manejo e de utilização de cada uma.

Atualmente o Estado possui 40 unidades de conservação. Somente na região de Machadinho D’Oeste tem um total de 16. A Unidade de uso sustentável é a única que permite moradia, desde que seja de comunidade tradicional, da qual é feita uma pesquisa sociológica para saber se tem direito. Então uma pessoa de fora não pode entrar na unidade e estabelecer residência, pois não é considerado um morador tradicional.

FONTE: SECOM/RO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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