Interior

“II Festival Nacional do Tambaqui da Amazônia”, movimentou a cidade de Ji-Paraná

Piscicultura é uma atividade latente em duas regiões do Estado: Central e Vale do Jamari

O sucesso do “II Festival do Tambaqui da Amazônia” em Ji-Paraná foi tamanho, que todas as bandas de tambaqui, cerca de mil foram vendidas com antecedência pela equipe organizadora. Os bons números foram contabilizados também em outros municípios da Região Central e cidades no eixo da RO-429, que compõem o Território Central.

As equipes da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Casa Civil, Prefeitura Municipal, Câmara Municipal e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), chegaram cedo, por volta das 4 horas da manhã no Ginásio Poliesportivo Gerivaldo José de Souza (Gerivaldão). Foram mais de 60 profissionais envolvidos na organização, venda e atendimento em sistema de drive thru.

Mil bandas de tambaqui foram assadas em Ji-Paraná

“Graças a Deus cheguei cedinho e já garanti minha banda de tambaqui para o almoço de domingo. Me surpreendi bastante com tamanha organização. Meu maior arrependimento foi ter comprado pouco, poderia ter comprado mais bandas, já que o  tambaqui é um peixe delicioso”, disse o gerente de supermercado, Waldemar Albuquerque.

Realizado em todas as capitais do país, no Distrito Federal e em mais 30 cidades em Rondônia, que é o maior produtor do peixe em cativeiro do Norte do País e o terceiro do Brasil, atingindo uma produção média de 65.500 mil toneladas só em 2020, fomentou e divulgou ainda mais a qualidade da produção, que envolve 4,3 mil produtores no Estado, com plena capacidade de atender outras Unidades da Federação e o mercado internacional.

A piscicultura é uma atividade muito latente em duas regiões do Estado: Central, onde se concentram pequenos produtores, e Vale do Jamari, região em que há grandes empreendimentos, incluindo três indústrias de beneficiamento de peixe, duas delas em Ariquemes. Outros frigoríficos estão instalados em Porto Velho, Itapuã do Oeste e Vale do Paraíso.

“O incentivo do Poder Executivo é muito grande, Rondônia é um Estado muito rico na produção de tambaqui. O governador Marcos Rocha liberou recentemente junto com o “Tchau Poeira” em Alvorada D’Oeste R$ 1,5 milhão para agroindústria dos pescadores do município, que vai beneficiar cinco toneladas de peixe por dia. Esse valor já soma com mais R$ 900 mil de emenda parlamentar quase R$ 2,5 milhões investidos, garantindo mais uma indústria de peixe para essa a região”, explicou Everton Esteves, secretário regional executivo da Casa Civil.

Secretário regional em Ji-Paraná destacou os investimentos do Governo do Estado

O produtor rural, José Terezino que mora em Ji-Paraná, adquiriu seus tickets com duas semanas de antecedência. Para ele, o sucesso do festival está demonstrando ao Brasil, que Rondônia tem uma capacidade de produzir muito mais e atender outros estados e países, que ainda não consomem o peixe de Rondônia. “Aqui não se trata simplesmente de comer um tambaqui assado no final de semana, que é muito gostoso por sinal, se trata de uma produção, que cresce todos os dias, e que está preparada para expandir seus horizontes” destacou.

O empresário Fábio Camilo comprou tambaqui para toda a família, foram 18 bandas levadas no porta-malas do carro. “Aqui é um mix de coisas boas. O preço está excelente, o tambaqui é um peixe delicioso e para melhorar, hoje é domingo, e um peixinho assado não tem coisa melhor”, detalhou.

O presidente da Câmara Municipal de Ji-Paraná, Wellington Fonseca, elogiou a iniciativa do Governo do Estado em parceria com a Prefeitura de Ji-Paraná. “Uma ação como essa é boa para o Estado e excelente para nosso município. Temos muitos produtores investindo na piscicultura, que já tem um mercado promissor. Um evento como esse torna-se uma grande vitrine para o Brasil conhecer nossa piscicultura e outras riquezas do agronegócio”, relatou.

No Estado o valor arrecadado de R$ 400 mil será revertido em doação para instituições como a Apae, Hospital Santa Marcelina, Hospital do Amor, entre outras entidades filantrópicas. “Nós Apae, que atendemos mais de 260 alunos estamos muito felizes com essa parceria com o Governo de Rondônia e prefeitura de Ji-Paraná, em contemplar nossa entidade com esse repasse. Recursos que vêm em momento muito oportuno, possibilitando um atendimento digno e humanizado na nossa entidade”, ressaltou a secretária da Apae, Vanessa Alvarenga.

José Terezino e a esposa Raimunda Moreira levou três bandas de tambaqui assado

Segundo o gerente do escritório local da Emater, Gabriel Cordeiro, “esse evento encerra com gostinho de quero mais. O sentimento de dever cumprido nos enche de orgulho, principalmente em saber que todas as bandas foram vendidas. Muitos que deixaram para última hora não conseguiram comprar aqui no ginásio. O nosso estoque esgotou antes do evento começar. É a clara demonstração da força da nossa piscicultura”, comemorou.

Para essa abrangência nacional o evento contou com diversos parceiros, sendo eles:  Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Rondônia, Lions Club, Zaltana Pescados, Associação de Criadores de Peixes do Estado de Rondônia (Acripar), Agrofish Nova Aurora, Agro Indústria Rodrigues, Pescados do Vale, Rondofish e da WS Pescados , além dos parceiros em cada um dos municípios que são importantes para a realização do evento.

FONTE: SECOM/RO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

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    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. 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PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. 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