Brasil

Governo cria programa de incentivos para impulsionar data centers no Brasil

Medida provisória assinada pelo presidente Lula antecipa benefícios fiscais e busca fortalecer infraestrutura digital e geração de empregos

Pegar a melhor rota num aplicativo de trânsito, pedir comida por delivery, chamar um carro ou fazer uma transação financeira pelo celular são atividades comuns no dia a dia de quase todo mundo. Mas nada disso acontece por passe de mágica.

Por trás de todas essas ações, existe um centro de dados que possibilita a interligação de redes e garante que o sinal chegue até o usuário. É como um aeroporto internacional, onde diferentes conexões acontecem para que os passageiros — nesse caso, os dados — cheguem ao destino em frações de segundos.

São os chamados data centers, que abrigam uma grande infraestrutura composta por servidores, sistemas de armazenamento e equipamentos de rede. O objetivo é coletar, processar e distribuir dados de forma segura e contínua.

Para impulsionar esse mercado, o governo federal criou o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (REDATA). A medida provisória foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro e busca incentivar o crescimento de áreas estratégicas da indústria 4.0, como computação em nuvem e inteligência artificial.

Durante visita ao SBT, nesta segunda-feira (13), o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou a importância da iniciativa.

“Os incentivos fiscais para datacenter estão previstos para a reforma tributária, que ficará disponível a partir de 2027. O REDATA nada mais é do que antecipar esses incentivos para 2026, para que a gente não perca essas janelas de investimento desses equipamentos de data center, tão importantes para o fortalecimento das infraestruturas de telecomunicações no Brasil”, explicou o ministro.

Acesso ao programa

O advogado especialista em direito tributário Daniel Lanes explica que, para ter acesso ao programa, as empresas precisam cumprir requisitos específicos.

“Só têm direito a esse benefício as empresas previamente habilitadas ao regime que cumprirem as exigências: usar 100% de energia limpa, ter eficiência hídrica máxima de 0,05 litro por kWh, investir 2% em pesquisa e inovação e destinar 10% da capacidade para o mercado interno”, detalhou o advogado.

Para o setor, o incentivo pode acelerar novas conexões e impulsionar investimentos. “A gente está vendo, principalmente nos equipamentos de processamento, armazenamento e transmissão de dados, uma possível redução na faixa de 50 a 60%. Isso, de fato, vai trazer mais movimento e acarretar toda a cadeia de valor”, afirmou Felipe Quintanilha, diretor de empresa.

O investimento em data centers também traz outra boa notícia: a qualificação do trabalhador brasileiro. “Quanto mais investimentos em tecnologia e equipamentos sofisticados, mais será necessário que as universidades se preparem para formar jovens capacitados e superqualificados. Assim, essas pessoas poderão se inserir no mercado de trabalho altamente qualificado, competindo com o mundo”, completou o ministro.

FONTE: SBT NEWS

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]