Extra

Google recorre ao STJ para não fornecer dados sobre Marielle

Google Brasil está no centro de polêmica envolvendo o Ministério Público do Rio (MP-RJ) e o Ministério Público Federal (MFP) no Caso Marielle. Após ser obrigada pelo Tribunal de Justiça do Rio a fornecer, a pedido do MP-RJ, a lista de pessoas que pesquisaram na ferramenta de buscas o nome “Marielle Franco”, entre 10 e 14 de março do ano passado, a Google recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reverter a decisão. Em parecer sobre o recurso, o MPF ficou do lado da empresa e alegou que o pedido do MP-RJ “atenta contra direitos e garantias de indivíduos não relacionados ao crime”.

A vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados, no Estácio, em 14 de março do ano passado. Para reforçar a prova contra os dois acusados — o sargento reformado da PM Ronnie Lessa e o ex-soldado Élcio Queiroz — e buscar outros envolvidos, o MP-RJ pediu à Justiça que quebrasse o sigilo para saber, nos cinco dias que antecederam o crime, os nomes de quem pesquisou no Google, além de “Marielle Franco”, as palavras-chave “vereadora Marielle”, “agenda Marielle”, “agenda vereadora Marielle”, “Casa das Pretas”, “Rua dos Inválidos 122” e “Rua dos Inválidos”.

Até o momento, a principal prova contra Ronnie Lessa foi obtida por intermédio da quebra do sigilo telemático. Os investigadores conseguiram mostrar que o acusado monitorou pelo menos um encontro privado da vítima, com seu ex-marido Eduardo Alves, pouco antes de ser morta. Os promotores que atuam no processo acreditam que a lista de usuários poderá fornecer provas decisivas para o caso, razão pela qual o posicionamento do MPF causou mal-estar no MP-RJ.

Ao recorrer ao STJ, a Google alegou que o pedido “não contém mínima individualização de pessoas nem imputação de conduta ilícita aos afetados, de maneira a configurar autêntica ordem exploratória, com repercussão negativa desarrazoada para terceiros alheios às investigações”. A tese foi acolhida pelo subprocurador-geral da República Marcelo Muscogliati, que pediu ao STJ que atenda ao recurso da empresa. Procurada, a Google informou que protege “vigorosamente a privacidade dos usuários” e que busca apoiar o trabalho das autoridades investigativas.

Operação prendeu mulher de suspeito de matar parlamentar e motorista

Na última quinta-feira, uma operação da Polícia Civil e o Ministério Público do Rio cumpriu cinco mandados de prisão contra alvos ligados ao sargento reformado da PM Ronnie Lessa, apontado como assassino de Marielle e Anderson. Batizada de “Submersus”, a operação tinha entre seus alvos a própria mulher de Lessa, Elaine de Figueiredo Lessa , e o irmão dela, Bruno Figueiredo. Além dos dois, também foram detidos preventivamente José Márcio Mantovano, o Márcio Gordo, e Josinaldo Lucas Freitas, o Djaca.

De acordo com as investigações, Elaine teria organizado o sumiço da arma usada por Lessa nos assassinatos. A suspeita é que a submetralhadora HK-MP5 tenha sido jogada no mar da Barra da Tijuca , próximo às Ilhas Tijucas, com a ajuda de Bruno, Djaca e Mantovano. A polícia acredita que a arma do crime foi buscada por Mantovano em um apartamento usado pela sogra do sargento reformado no Pechincha e, no dia seguinte, descartada no mar com a ajuda do irmão de Elaine.

Um vídeo obtido pelo Globo mostra Mantovano saindo com uma caixa do condomínio do Pechincha onde, supostamente, a submetralhadora estaria guardada. Na gravação, ele aparece na portaria do prédio, entra e, dez minutos depois, sai com uma caixa de papelão. Um minuto depois dessa saída, Mantovano volta a entrar no edifício e, cerca de trinta segundos depois, sai de novo com um ventilador em uma das mãos e um par de muletas e um objeto parecido com uma vassoura dentro de um saco plástico na outra.

FONTE: EXTRA

 

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]