Em Linhas Gerais

Falta de concurso público: a quem interessa não cumprir a Constituição – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“É muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.” ARIANO SUASSUNA (1927/2014), dramaturgo, romancista e poeta, reconhecido como idealizador do Movimento Armorial na cultura nordestina.

VAGAS ABERTAS

São 134 vagas disponibilizadas para suprir a demanda de professores da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Desse total, 100 vagas são para as escolas da cidade e as 34 restantes para os estabelecimentos de ensino localizados na zona rural de Porto Velho. Dez por cento das vagas estão reservadas para os portadores de necessidades especiais. O processo consistirá somente de prova objetiva que será realizada no dia 16 de julho. As inscrições serão on line, no site do município (www.portovelho.ro.gov.br) e não haverá cobrança de taxa.

BRIGA DE RUA

É verdadeiramente vergonhoso o tom das manifestações das mais altas autoridades do Brasil quando tentam rechaçar as denúncias sofridas. O pronunciamento de Michel Temer após a denúncia da PGR é uma declaração de guerra ao Procurador Geral, feita num tom de briga de rua. Como alguém num cargo tão importante pode usar termos tão chinfrins?

INFLAÇÃO

Após 14 anos de meta de 4,5%, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu ontem, estabelecer uma referência menor para a inflação brasileira. Isso significa que o Banco Central, em 2019, vai perseguir os 4,25%, mas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – o índice oficial de inflação – poderá ficar entre 2,75% e 5,75%, sem que a instituição tenha descumprido o objetivo.

SEM CONCURSO

Nos últimos dias o jornal Alto Madeira destacou como manchete principal uma situação no mínimo inusitada: a falta de realização de concurso público para a contratação de servidores em duas instituições de alto simbolismo republicano e democrático, a saber: Câmara Municipal de Porto Velho e Assembleia Legislativa, onde o concurso público não é realizado há cerca de 30 anos.

A QUEM INTERESSA

Essa situação leva os cidadãos-contribuintes-eleitores cumpridores da Constituição a se perguntarem: a quem interessa a manutenção desse sistema praticamente perene de lotar essas instituições do chamado “servidor comissionado” que certamente age sem o verdadeiro sentido da função pública, muitas vezes de forma enfática em cumprir meros objetivos não republicanos daqueles a quem deve sua nomeação?

SEM RESTRIÇÕES

Essa prática comum nas últimas décadas ocorre, salvo melhor juízo, sem qualquer restrição das instituições que têm de obrigar as instituições públicas a respeitar os preceitos constitucionais. Ora, para que serve a Constituição? Se somos um estado democrático, regido por uma Constituição, como pode prevalecer essa prática? Como podem autoridades públicas investidas em cargos de representação popular usar esse esquema para premiar seus apaniguados e montar verdadeiras arapucas para perseguir os desafetos dos “donos do Poder”?

QUADRO

Ao escrever essa coluna que fecha o mês de Junho sou obrigado a falar desse quadro em que rigorosamente homens públicos com muito poder, incapazes de entender o papel da livre expressão na imprensa, dos jornalistas capazes de criticar e opinar de forma independente, desenvolvem ações de perseguição.

É O SISTEMA

Enquanto quem no jornalismo age de forma independente sofre na própria pele essa ação mesquinha, aqueles que se sujeitam a colocar sua pena para atender interesses dos mesmos “poderosos” são prestigiados ou simplesmente livres para agir no serviço público como isentos de cumprir as mais comezinhas obrigações do Estatuto do Servidor.  Não estou falando de nomes, mas do sistema vigente.

TENTATIVAS

Depois de mais de 3 décadas cumprindo o papel determinado no serviço público exatamente no dia em que saio de férias com a ideia de concluir, no retorno, meu direito à aposentadoria terei de enfrentar mais uma batalha contra aqueles que não medem esforço em destruir quem tem coragem de revelar o cenário antirrepublicano e de desrespeito à Constituição, facilitando práticas corruptivas e destruidoras dos melhores valores éticos.

PARTIDARIZADO

Mesmo numa casa política, a gestão não deveria – como ocorre – ser partidarizada. É… verdadeiramente não é fácil consertar isso. Daí tais instituições públicas conseguirem deixar de realizar por décadas o Concurso Público exigido pela Constituição. São poucas pessoas entre as gentes de bem com coragem de manifestar sua indignação contra o que está errado.

QUAL É?

E qual a dá imprensa (de seus cardeais) que acham (se é que acham) que estão fazendo “jornalismo” com seus indicados para cargos pagos com o dinheiro do contribuinte, quando a única contrapartida a que estão sujeitos é proteger o projeto criminoso que já rendeu tantas Operações da PF, processos e condenações de alguns que, por anos, meteram a mão na bufunfa do contribuinte?

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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