Resenha Politica

Ex-Deputado Luiz Claúdio avalia nova legenda para possível candidatura em 2022 – Por Róbson Oliveira

É a primeira vez que um chefe de governo de Rondônia ignora a posse do presidente do Poder Judiciário, uma postura que revela a forma descortês com que o governador trata os demais poderes

PL 

Após a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL, presidido pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, supostamente mensaleiro, a legenda passou a ser disputada nos estados pelos bolsonaristas. Em Rondônia, por exemplo, o senador Marcos Rogério deverá ser o novo donatário do partido em substituição ao ex-deputado federal Luiz Claudio.  

REVOADA 

A reunião que sacramentou a defenestração do ex-deputado foi tranquila, mas Luiz Claudio informou à coluna que vai avaliar os cenários e buscar uma nova legenda que possa lhe proporcionar uma candidatura a deputado federal sem atropelos nem manobras sorrateiras. A maioria dos dirigentes municipais do PL rondoniense seguirá o ex-deputado e deve se desfilar do partido.  

AUSÊNCIA 

Não passou despercebida a ausência do governador Marcos Rocha (União Brasil) da posse dos novos dirigentes do Tribunal de Justiça de Rondônia. É a primeira vez que um chefe de governo de Rondônia ignora a posse do presidente do Poder Judiciário, uma postura que revela a forma descortês com que o governador trata os demais poderes. Assumiram os cargos diretivos do TJ os desembargadores Marcos Alaor Diniz Grangeia (presidente), Osny Claro de Oliveira Junior, vice-presidente, José Antonio Robles, corregedor geral.  

ANTIPATIA 

É enorme a repulsa pela qual o senador Marcos Rogério tem provocado entre seus pares na bancada federal de Rondônia. Quando instados para falar sobre o comportamento do senador quase todos os colegas tecem críticas ácidas ao Marcos Rogério. Publicamente, evitam criticar, mas também não elogiam. O senador que não tem nada de otário ao perceber o descontentamento generalizado começa a se distanciar de uma eventual candidatura a governador para pavimentar uma vaga na reforma ministerial que o presidente Jair Bolsonaro será compelido a fazer em razão dos ministros que disputaram as eleições 2022. Nos bastidores brasilienses o nome de Marcos Rogério sempre está entre aqueles que podem virar ministro quando as mudanças começarem.  

VIOLÊNCIA  

Um estudo elaborado por um grupo de professores e especialista da Universidade Federal de Rondônia sobre violência em nosso estado, revela dados estarrecedores que nunca são divulgados à sociedade. Para se ter uma ideia da brutalidade, Rondônia figura vergonhosamente em primeiro lugar em roubo, segundo lugar em violência doméstica e estupro, e quarto lugar em homicídio. São dados vexatórios para um governo que tem como mandatário um coronel que respondeu por alguns anos pela política carcerária estadual e, em tese, conhece (ou deveria) bem a área da segurança pública. Os dados tabulados pelos docentes da Unir são muito significativos e demonstram que as ações governamentais na área são pífias para conter a violência, em particular contra as mulheres e vulneráveis.  

FAKE 

É impressionante como os partidários do presidente Jair Bolsonaro multiplicam a distribuição de fake news, inclusive autoridades. A última bobagem inverídica anuncia que o presidente tenha sido eleito a personalidade do ano pela revista Time. A verdade é que a revista norte-americana elegeu como personalidade do ano o homem mais rico do mundo, o multibilionário Elon Musk. De acordo com as regras da premiação, o título é conferido a quem mais influenciou os acontecimentos dos últimos 12 meses. Exceto os mais avexados bolsonaristas, ninguém de juízo perfeito levou a sério a fake de que Bolsonaro seja uma figura importante no contexto internacional. Exceto pela alienação mental.  

AUTOFAGIA  

A subprocuradora-geral da república, Sandra Cureau, foi às redes sociais, nesta terça-feira, para criticar as candidaturas de Sérgio Moro e do ex-colega de MPF, Deltan Dallagnol, ambos filiados ao Podemos. Na postagem a procuradora diz: “Estou constrangida pela postura dos dois. Enfim, era isso o que pretendia a República de Curitiba? Uma carreira política? Se era, temos que concordar que obraram bem no sentido de se tornarem conhecidos. Quem já ouviu falar deles antes?”, escreveu. É uma manifestação de alguém do próprio MPF, não é de um militante de esquerda, o que demonstra o clima interno hostil da instituição após os acontecimentos que se sucederam com a divulgação dos diálogos juridicamente reprováveis entre o juiz e membros da força tarefa.  

OMISSÃO 

Pouco adiantou a posição omissa do Governo de Rondônia quanto à proposta de adoção do passaporte vacinal para quem ingressa no território nacional. O STF, liminarmente, obriga o governo a exigir o documento aos cidadãos que visitam o país. Outra obrigatoriedade é a exigência da vacina para entrar nas repartições públicas.  

GENOCÍDIO 

Marcos Rocha tem seguido fielmente as orientações do governo federal contra as recomendações científicas para conter a contaminação pelo coronavírus. Inclusive quando foi às ruas distribuir o denominado Kit Covid, foi criticado majoritariamente pela comunidade científica. Por coincidência, o estado de Rondônia, campeão em entrega de kit covid foi, proporcionalmente, o primeiro em óbitos decorrentes  do corona.  

ARTICULADOR 

Quem acompanhou os bastidores da escolha da lista sêxtupla para desembargador federal destinada ao quinto constitucional para o TRF1, sendo escolhida entre os indicados a advogada rondoniense Rebeca Moreno da Silva, de Ji-Paraná, sabe que toda a articulação para que ela constasse na lista do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil foi o conselheiro federal Andrey Cavalcanti. Carismático, rápido nas conversas de “pé de ouvido” e bem influente em  Brasília. Portanto, não será zebra ele conseguir que a pupila seja escolhida para o cargo de desembargadora federal.  

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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