Resenha Politica

Resenha Política: Fundão de 5,7 bilhões é uma vergonha – Por Róbson Oliveira

DEVASTAÇÃO

Esta coluna já havia alertado que o setor agrícola, pecuário e madeireiro, de Rondônia, acabaria sofrendo boicote em seus produtos no mercado europeu caso não adotasse medidas de contenção à devastação ambiental. Lembro que na época um pecuarista abordou este cabeça chata para criticar o alerta dado na coluna. O boicote aos produtos oriundos da Amazônia é uma realidade e a tendência é que seja estendido por outros continentes.

COMMODITIES

Embora os preços das commodities sejam fixados pelas leis da oferta e da demanda no mercado internacional, há uma produção que a compõe em larga escala. As carnes argentina, uruguaia, australiana, americana e escocesa são também competitivas e tentam ocupar espaço comercial que os produtos brasileiros alcançaram.

NEGACIONISTAS

Porém, o uso indevido do solo amazônico com aumento do desmatamento para a exploração desses produtos fará com que os mercados consumidores busquem outras alternativas para forçar o Brasil a respeitar os tratados internacionais sobre as questões climáticas e preservação do Meio Ambiente. Não adiantará em nada nossos produtores ficarem revoltados porque vão ser compelidos a se enquadrar para voltarem a competir no mercado internacional. O eco dos gritos que escutamos é da defesa ambiental e não do histerismo negacionista do nosso agronegócio.

GARIMPAGEM

A exploração aurífera no leito do Rio Madeira conseguiu deixar um enorme prejuízo ambiental para as futuras gerações, apesar dos especialistas na área alertarem para os danos ambientais, sociais e econômicos que o setor provoca, parte de nossas autoridades, por pura demagogia, estimulam os garimpeiros a continuarem explorando a atividade.

POLÍTICAS

Os registros majoritários desta atividade de garimpagem ilegal são devastadores para a sociedade, além do prejuízo com a sonegação que o setor costuma operar, a violência se instala. Nos últimos três anos, são crimes perpetrados com mais intensidade em razão do desmonte das políticas afirmativas que compatibilizavam o desenvolvimento com a preservação e por revogação de leis voltadas a normatizar o setor com racionalidade e tecnologia.

VACILO

O governador Marcos Rocha demorou para exonerar um auxiliar de farda por denúncia supostamente de assédio sexual. São crimes que exigem soluções rápidas e precisas para a proteção da vítima, especialmente quando o suposto autor ocupa cargo de tamanha relevância e que comanda aqueles com a missão constitucional de manter a paz e o cumprimento da lei. Uma demora vacilante, mas antes tarde do que nunca. 

PAVÃO

Como a coluna havia antecipado há duas semanas, o senador Marcos Rogério assumiu a direção regional do PL defenestrando do posto o ex-deputado federal Luiz Cláudio. Após a rasteira, o ex-deputado deixa o PL e vai aguardar passar as festas do final do ano para definir o caminho a seguir. À coluna Luiz Cláudio avisou que Marcos Rogério está fora dos seus planos para governador e que a postura arrogante do senador é hoje seu maior adversário.

REFLEXO

Apesar de Rondônia ser um estado agrícola e com uma predominância política mais conservadora e que votou maciçamente na última eleição nacional em Bolsonaro, as primeiras pesquisas de final de ano que a coluna conseguiu acesso indicam que os ventos começam a mudar com Lula ganhando terreno. Bolsonaro ainda é bem avaliado em Rondônia, mas não é mais a quase unanimidade das eleições de 2018. Pode ser reflexo da realidade nacional e, a continuar o vento soprando em favor do petista, o reflexo na eleição estadual é bem possível que levante a poeira e embace os candidatos a governador partidários do presidente. Os Marcos que se cuidem…

CAMPANHA

Faltando menos de um ano para o primeiro turno das eleições, o governador Marcos Rocha tem anunciado a construção de unidades de saúde na capital e interior como forma de dar visibilidade a sua candidatura à reeleição. São obras fundamentais para a população. O maior desafio é concluir parte destas obras e colocá-las à disposição do cidadão antes do segundo turno, senão será um tiro no pé. Obras inacabadas são ótimos cabos-eleitorais para a oposição. Em Guajará, por exemplo, há um hospital construído e que não está funcionando conforme projetado.

SEM-VERGONHICE

Os membros da bancada federal que votaram favoráveis à destinação de 5,7 bilhões  dos recursos públicos para serem torrados nas próprias campanhas eleitorais deveriam ser rejeitados nas urnas. É uma ignomínia a aprovação de um fundão bilionário enquanto brasileiros estão passando fome. Marcos Rogério (PL), Mariana Carvalho (PSDB), Jaqueline Cassol (PP) e a senadora sem votos Maria Eliza (MDB) deveriam ser banidos nas urnas pelo eleitor. Todos aprovaram esta sem-vergonhice bilionária e todos presidem as respectivas legendas e serão responsáveis pela distribuição da grana. Votaram contra: Coronel Chrisóstomo (PSL), Léo Moraes (PODEMOS), Expedito Neto (PSD), Mauro Nazif (PSB), Sílvia Cristina (PDT) e Acir Gurgacz (PDT).

ENERGISA

Para minimizar os efeitos da carestia que assola os mais desfavorecidos, a Energisa entregou vinte e sete toneladas de alimentos nos últimos dias a pessoas em situação de vulnerabilidade, inclusive em comunidades indígenas. Lançou também o programa “Descarbonômetro”, destinado a monitorar a redução de gases de efeito estufa. A ferramenta permite acompanhar o resultado do maior programa de desligamento de termelétricas do país, em curso na Amazônia. São ações desta natureza que as maiores empresas sediadas no estado deveriam adotar porque unem a solidariedade com a preservação ambiental.

MARCO

Mais de cem mil famílias estão inscritas na tarifa social de energia. A quantidade é quase o triplo de quando a Energisa assumiu a concessão há três anos. Tais políticas adotadas pela empresa revelam que começa a mudar de atitude em relação aos rondonienses, uma vez que ao assumir o setor no estado foi alvo de muitas críticas pela forma avassaladora com que tratou os consumidores de Rondônia. É uma mudança substancial que melhora a imagem da empresa e prestigia o consumidor mais carente.

NATAL

Desejo aos leitores um Feliz Natal e muita saúde, além de resiliência em tempos bicudos.

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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