Resenha Politica

ELEIÇÕES 2022: Especulações de possíveis nomes pós-carnaval 2022 deverão agitar o cenário em Rondônia – Por Róbson Oliveira

Vivemos momentos sombrios de retrocesso em todas as áreas, mas a ambiental tem sido mais espezinhada e depredada em nome de um falso e cretino desenvolvimento

MEIO AMBIENTE

É impressionante como parte dos políticos de Rondônia insiste por vias legislativas ou por condutas omissivas do Governo do Estado em liberar o avanço da depredação sobre nossos mananciais ambientais. Há quase trinta anos que o estado estruturou sua legislação compatibilizando desenvolvimento com preservação quando instituiu seu código florestal a partir do Planafloro. Quase três décadas depois uma casta política sem consciência em seguir a legislação construída através de debates públicos e apoio técnico especializado tenta liberar todas as atividades minerais, vegetais e agrícolas em reservas, parques ou terras indígenas. Vivemos momentos sombrios de retrocesso em todas as áreas, mas a ambiental tem sido mais espezinhada e depredada em nome de um falso e cretino desenvolvimento.

EMPULHAÇÃO

Os maiores exploradores do agronegócio já perceberam que os países mais desenvolvidos vão impor restrições aos seus produtos (carne, minério, madeira, agrícolas) caso não se adequem aos tratados internacionais de proteção ambiental. Não adianta a empulhação idiota de que eles (países desenvolvidos) acabaram com suas florestas para se desenvolverem e, nós, subdesenvolvidos, temos também o direito de cometer as mesmas atrocidades para alcançar o desenvolvimento pleno. Lorota, este tipo de papo não se sustenta e nem impede que nossos produtos sofram boicotes. Somente uma pessoa tosca e completamente equina (perdão aos jumentos) acredita na empulhação e a reproduz como se fosse mudar a realidade. 

LEIS

Esta coluna havia alertado que mudanças legislativas inconstitucionais na lei ambiental seriam barradas pelo Supremo Tribunal Federal. Todas as matérias aprovadas pelo Poder Legislativo sobre o tema foram desfeitas pelo STF, embora nossas autoridades insistam em apresentar matérias igualmente inconstitucionais. Na área aurífera não tem sido diferente. 

GARIMPAGEM

A coluna também já alertara meses atrás sobre a leniência do Governo do Estado em não tomar uma atitude contra as balsas de garimpo que há três anos vêm apoitando no Rio Madeira para extração ilegal de ouro. Nenhuma ação para coibir a extração fora da lei foi tomada; ao contrário, o setor responsável no estado pela área é favorável a extração mesmo que isto signifique o assoreamento do leito do rio e a contaminação do pescado pelo uso criminoso do mercúrio. Basta verificarmos as publicações nos grupos privados de Whatzapp que postam diariamente incentivando a atividade.

INÉRCIA

 A Secretaria de Meio Ambiente hoje não atua na prevenção aos mananciais de Rondônia e nem no combate ostensivo da exploração ilegal das nossas riquezas naturais. Há, em tese, uma complacência administrativa e política, é o que podemos deduzir. É uma inércia que revela supostamente a falta de interesse em cumprir as funções que justifiquem a existência para que foi criada. 

ELETRICIDADE

Por razões inconfessáveis sempre vemos políticos criticarem as usinas pela diminuição do peixe em nossos rios, embora sejamos um grande produtor de pescado por manejo. Algumas das críticas são procedentes e merecem ser feitas, mas toda a tecnologia disponível para que os peixes posam ultrapassar as comportas e seguirem rio adentro foi utilizada para mitigar os danos. A produção de energia elétrica por este vetor hidráulico tem um custo ambiental calculado e ações concretas para mitigá-los. Nos próximos anos seremos obrigados a produzir ainda mais energia uma vez que os carros futuros serão movidos por ela. 

SONEGADORES

Já em relação à atividade garimpeira a exploração aurífera é feita de forma primitiva, criminosa e sem controle estatal. É uma atividade “marginal” porque não paga impostos, não melhora a renda dos ribeirinhos e não controla os insumos utilizados e que poluem os rios. Além de contribuírem historicamente por onde passam com eventualmente o aumento da violência, prostituição e o tóxico. Sonegam tudo que arrecadam. E o contribuinte é compelido a financiar a segurança, saúde e as demais mazelas que a atividade proporciona. 

EMPREGOS

Se compararmos quem mais emprega entre as atividades elétrica, extrativismo, aurífero e madeireiro a primeira, de longe, é quem mais cria postos de trabalho em Rondônia, São atividades que necessitam uma fiscalização constante dos órgãos de controle para que os danos sejam compensados de forma transparente e concreta. Enquanto aquela contribui com a arrecadação estadual, as demais sangram o tesouro em razão da sua exploração a margem da lei. 

OLHO VIVO

É preciso que os eleitores abram o olho e verifiquem como nossos senadores e deputados federais estão votando as matérias mais polêmicas no Congresso Nacional. Nos próximos meses eles voltam às ruas para pedir votos. Alguns deles, a bem da verdade, votam conforme mandam e não sabem sequer o que estão votando. Colocar emendas para os municípios qualquer um faz e faz até melhor, o problema é votar em matérias de interesse da população sem grilhões. Olho vivo em 22. Quem conhece esta bancada federal não reconduz a maioria. Três é que se salvam, basta verificar a produção legislativa disposta no portal transparência.

ELEIÇÃO

Em três meses (após carnaval) a campanha eleitoral começa de vez no país, inclusive em Rondônia. Dois nomes da capital vão render muitas especulações sobre as candidaturas majoritárias. Léo Moraes e Hildon Chaves, ambos bons de urnas, deverão procrastinar o quanto puderem qual cargo vão disputar. O colégio eleitoral da capital, onde dividem literalmente o eleitor, é capaz de fazer a diferença por uma das vagas ao segundo turno para governador. Um deles desistindo de concorrer ao governo, certamente sobrará somente uma vaga a ser disputada pelos demais concorrentes. Quem viver verá. 

ESPECULAÇÃO

As possíveis candidaturas a governador do senador Confúcio Moura e do ex-governador Ivo Cassol também vão proporcionar muitas especulações embora o segundo esteja inelegível e o primeiro, matreiro como sempre, esteja no limbo. Dificilmente os dois levem a tempo e a cabo as pretensões. Eles já não são a dose amarga do passado suportável no presente…

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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