Resenha Politica

Terceira onda da Covid que assola a Europa acende o sinal de alerta em todos os países para que nossas autoridades não relaxem da vacinação e das ações de proteções preventivas – Por Róbson Oliveira

BLOCO

O governador Marcos Rocha reuniu no último domingo, em Porto Velho, um número denso de correligionários com a promessa de filiação ao novo partido União Brasil – uma junção entre o PSL e o DEM. Prefeitos, vereadores, assessores governamentais e militantes deram o tom com que o governador vai à reeleição. Quem assistiu ao evento percebeu que o uso da máquina pode ser um elemento que desequilibra o pleito que anuncia.

COOPTAÇÃO

Pelo menos três dirigentes de partidos não alinhados ao governador reclamaram à coluna do assédio dos governistas sobre prefeitos e vereadores. A cooptação, pela apuração da coluna, partiu principalmente do chefe da Casa Civil que convoca as lideranças municipais para uma conversa ao “pé do ouvido”. Quem capitulava ao assédio recebia como promessa supostas obras em seus municípios as custas do executivo estadual.

TRAIÇÃO

Não há nada de novo na política estadual prefeitos e vereadores aderirem ao governante de plantão, especialmente candidato à reeleição. A fidelidade deste apoio sempre está condicionada às pesquisas eleitorais durante o processo eleitoral.

BICHADO

Na política, infelizmente, a fidelidade depende das circunstâncias momentâneas e Marco Rocha pode estar “comprando” um apoio que pode não sobreviver aos seis próximos meses. Até porque seu governo não é uma unanimidade estadual. Além do mais, nem todos os prefeitos estarão bem com o eleitor quando a campanha começar. Alguns deles que aderiram domingo passado já estão prematuramente nesta condição de “bode bichado”.

ANIMAÇÃO

Não é possível alegar é que os correligionários que compareceram ao evento chapa branca não estivessem animados. Foi um evento barulhento e bastante consistente para um governador apático e sem o brilho de líder. Os adversários foram surpreendidos com a animação do encontro do União Brasil. Quem se arriscar convocar um igual vai ralar para igualar ao evento de Marcos Rocha. Nem adianta dizer que o local estava lotado de ocupantes de CDs, até que estavam no local, mas havia muita caravana de pessoas sem vinculação com cargos de confiança. Verdade seja dita.

HABILIDOSO

Junior Gonçalves, Chefe da Casa Civil, capitaneou as adesões dos prefeitos e vereadores ao projeto de reeleição de Marcos Rocha. Ele tem se revelado um articulador hábil nos bastidores, embora seja um principiante na política. Junior tem passado a perna em dirigentes políticos com anos na militância e articula uma chapa majoritária competitiva. De besta tem somente aquele cabelo de boi lambido, além das calças apertadas. Mas é habilidoso e carismático quando aborda suas presas. Nem toda raposa da política estadual tem a capacidade de arregimentar apoios quanto o rebento dos Gonçalves.

CRÍTICOS

Opositores do governo em contato com a coluna protestam contra o uso supostamente indevido do DER em obras municipais ao invés de estar melhorando as rodovias estaduais. São críticas reais, mas não é algo novo o uso deste departamento para fins eleitorais. O próprio Confúcio, na reeleição, investiu pesado nas pavimentação de vias públicas nos municípios. Na capital, por exemplo, construiu durante o processo eleitoral o Espaço Alternativo. Uma obra que os munícipes de Porto Velho utilizam diariamente e ajudou na reeleição do ex-governador emedebista. Portanto, o protesto não se sustenta uma vez que o eleitor quer que o governante faça obras, seja eleitoreira, seja voluptuária.

BICUDOS

A confusão das prévias organizada pelo PSDB para escolher um candidato que se apresente como uma terceira via para presidência da república, revelou a desorganização que virou o ninho tucano. O PSDB é hoje um partido que se definha e engalfinha-se. Nos estados o problema é semelhante e a legenda vai às urnas sem nomes capazes de causar furor a um eleitorado incrédulo com os bicudos.

COVID

A terceira onda da Covid que assola a Europa acende o sinal de alerta em todos os países para que nossas autoridades não relaxem da vacinação e das ações de proteções preventivas. O Brasil está com números aparentemente baixos de óbitos do vírus. No entanto, é preciso redobrar os cuidados porque é possível que estes índices voltem a subir, uma vez que em Rondônia, os números de infectados sinalizam aumento.

HEURO

O Tribunal de Contas do Estado liberou o Governo de Rondônia a dar início às obras do Heuro, hospital que vai substituir o João Paulo II. O governo foi às mídias sociais alegar que o TCE não encontrou nenhuma irregularidade no projeto o que é uma mentira. Houve adequação do projeto às recomendações da fiscalização do TCE para corrigir eventuais irregularidades. É uma obra de milhões de reais que exigirá dos órgãos fiscalizadores acompanhamento a par e passo para evitar distorções.

COINCIDÊNCIA

É curiosa a quantidade de empresas oriundas de Goiás que vencem as licitações em Rondônia. Uma curiosidade que chama a atenção para a competência técnica dos goianos. Obras, aviação, material de consumo, entre outras, são algumas das habilidades empresariais dos goianos. Seria bom os rondonienses melhorarem suas expertises para que possam vencer certames do governo criando empregos para os rondonienses. Muito curioso mesmo tanta competência que contrasta com nossa incompetência.

NATAL

Já estamos num período natalino e as ruas da capital ainda não receberam o embelezamento que a época requer. Nos anos anteriores esta época as luzes natalinas reluziam deixando a cidade mais linda. Ao que parece o setor responsável em enfeitar a cidade não consegue superar a inoperância burocrática.

NOTA DEZ

Os advogados elegem hoje a nova diretoria da OAB-RO na eleição mais acirrada de todas organizadas. No final do dia saberemos quem venceu um pleito com interferências externas. Márcio Nogueira, candidato da chapa 10, lidera um grupo consistente para exercer com dignidade a presidência da autarquia. Não sei quem vence, mas sei que é no 10 que votarei por ser a melhor proposta.

SHOW

O primeiro show pós covid em Porto Velho ocorrerá no próximo dia 2, no Aluísio Ferreira, em espaço aberto. Há uma expectativa de que a atração Gustavo Lima reúna uma multidão que pode ultrapassar os vinte mil. A coluna conversou com os organizadores e verificou que todos os cuidados sanitários estão sendo respeitados. A aglomeração é inevitável, mas as regras sanitárias estabelecidas pela prefeitura serão seguidas rigorosamente. Um show para quebrar paradigmas. A ameaça de suspensão do evento que andou sendo comentada por aí não existe. O show está confirmado.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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