Teia Digital

Empreendedorismo no Norte e Nordeste na periferia – Por Silvio Persivo

Discutir teses não tem exceção. “Todo o argumento permite sempre a discussão de duas teses contrárias, inclusive este de que a tese favorável e contrária são igualmente defensáveis” (Protágoras)

 

FINALMENTE LIBERADA LICENÇA AMBIENTAL DA BR-319

Anunciada, na última quinta-feira, 28 de julho, pelo IBAMA, que a licença prévia para a licitação do trecho do meio da BR-364 foi liberada, o que permite que o Ministério da Infraestrutura finalmente inicie a recuperação desta parte da rodovia essencial para a ligação do Amazonas com às demais regiões do Brasil, inclusive com Porto Velho, e que deve retirar do isolamento cerca de 100 mil pessoas que vivem no seu entorno. Aparentemente é o fim de uma longa luta empreendida, em especial pelos setores produtivos de Rondônia, que receberam com alegria a notícia. A licença prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que tem validade de 5 anos, para o trecho do meio, entre o Km 250 e o Km 656 da rodovia, pode agora receber as obras de reconstrução. No momento a rodovia conta dois trechos pavimentados: os primeiros 198 quilômetros e os 164 quilômetros finais e com as duas grandes pontes, a do Careiro, em Manaus, e a do Rio Madeira, em Porto Velho, que são investimentos de mais de R$ 2 bilhões sem a utilização devida por falta da conclusão da estrada que, por sinal, foi feita na década de 70 e por mais de vinte anos não se consegue fazer sua recuperação. É uma grande vitória do atual governo federal na medida em que vai assegurar o intercâmbio comercial de Rondônia com Manaus e evitar os problemas e o custo alto das viagens por meio fluvial, que levam em média 5 a 6 dias.  Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araujo Coelho, “A reconstrução da estrada, além de permitir a interligação rodoviária entre o Pacífico e o Atlântico irá contribuir para o comércio interestadual e, principalmente, para

garantir melhor qualidade de vida da população no entorno da rodovia”. Com a rodovia reconstruída se prevê que, em apenas nove horas, será possível fazer o trajeto entre Manaus e Porto Velho.

RONDÔNIA APRESENTA SALDO POSITIVO DE CONTRATAÇÕES EM JUNHO

Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), Rondônia, em junho, teve um saldo positivo de 2.501 postos de trabalho formal confirmando  a tendência de crescimento observada no estado desde o último fevereiro. Na Região Norte, Rondônia continua a ocupar a terceira posição na criação de vagas de emprego com carteira assinada. Apenas o Pará e o Amazonas, que possuem economias muito mais fortes,  registraram maior efetivo de contratações, com saldos de 9.833 e 5.235, respectivamente.

EMPREENDEDORISMO NO NORTE E NORDESTE NA PERIFERIA

Na terceira edição do Lab NIP – um programa gratuito de aceleração liderado pela Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia (ANIP), surgiu  entre os destaques, um estúdio de games do universo nordestino dentro dos jogos; um delivery de dentro e fora da favela; uma solução de educação empreendedora para mulheres; um instituto que democratiza conhecimentos de ciência e tecnologia; uma iniciativa para transformar lixo em renda; e uma empresa que resgata e renova a tradição do artesanato da zona rural baiana. Mangrove (Pernambuco), TrazFavela (Bahia), Vem Cá Mulher (Ceará), Instituto Nacional Leva Ciência (Amapá), Recicla Belém (Pará) e Grupo Raízes (Bahia), respectivamente,  integram essa nova geração de empreendedores que ilustram a força criativa presente nos diferentes territórios do país. A edição Norte e Nordeste, segundo DJ Bola, presidente-fundador de A Banca e um dos idealizadores da Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia, foi um marco para a ANIP.  “Criar uma edição dedicada a essas duas regiões foi uma movimentação possível graças as pessoas que conhecemos e aos conhecimentos que adquirimos na realização de cinco edições anteriores, nas quais pudemos conhecer diversas iniciativas de diferentes quebradas de todo o Brasil. O evento  contou com 226 negócios inscritos, sendo 66,8% de empreendedores nordestinos e 30,5% nortistas. Mulheres, negras e nordestinas são maioria na liderança dos negócios inscritos: mais de 54% se autodeclararam mulheres cisgênero e, entre elas, 91,7% se autodeclararam de raça negra (preta e parda). Priscila Martins, diretora de Parcerias da Artemisia, analisou alguns dados importantes da última edição. “A maioria dos negócios que capacitamos está no estágio de prototipação (43,3%), ou seja, com o projeto do negócio desenhado, começando a fazer os primeiros testes; 36,7% estão em MVP e primeiras vendas; os demais (20%) estão em estágio de tração, com o produto/serviço rodando e vendas constantes”, afirma. E acrescenta que os negócios selecionados tiveram, em conjunto, receita gerada no valor de R$ 605 mil até agosto de 2021; juntos, contavam com 264 pessoas atuando no negócio, entre empreendedores, sócios e colaboradores. A nota foi feita com release de Betania Lins da Frida Luna Comunicação.

EMPRESÁRIOS INDUSTRIAIS DE MANAUS RECLAMAM DE QUEDA DO IPI

Baixar impostos sempre é o desejo de todo empresário, não é? Nem sempre, pois há uma grita de setores produtivos de Manaus porque o governo federal baixou, na última sexta (29), por decreto, deu um desconto linear de IPI, concedendo a redução de 35% na alíquota do tributo para 4.000 produtos nacionais e importados. Publicado numa edição de extra do DOU (Diário Oficial da União) os industriais reclamam que havia sido prometido pelo Ministério da Economia que não atingiria os produtos da ZFM-Zona Franca de Manaus, mas alguns foram incluídos na lista, a exemplo dos bens de informática, eletroeletrônicos e concentrados para refrigerantes. Havia sido concedida uma medida cautelar para salvaguardar os produtos da Zona Franca, no âmbito da Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 7.153, porém, em tese, a nova publicação invalida as anteriores, eliminando o objeto de ação judicial. Numa nota, o Ministério da Economia assegurou que o novo decreto garante o “compromisso do governo” de reduzir em 35% o IPI da “maioria dos produtos fabricados no Brasil”. A pasta também informou que a medida cumpre a decisão judicial expedida pelo ministro Alexandre de Moraes.

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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