Cultura

Emmy Awards 2022 recusa onda sul-coreana e premia ‘Succession’

A série “Round 6” perdeu para “Succession” em número de prêmios

Em mais uma disputa que opôs a tradicional e conceituada HBO e a moderninha e faminta Netflix, na entrega de troféus do 74° Emmy desta segunda-feira, a primeira levou a melhor, reconquistando seu histórico título de suprassumo da televisão americana.

Com “Succession” e “The White Lotus” abocanhando dois dos três principais prêmios -os de melhor série de drama e minissérie–, a emissora deixou para trás o gigante do streaming, um ano depois de ele conquistar, pela primeira vez, as estatuetas dessas mesmas duas categorias.

A mais incerta disputa da noite estava entre “Succession” e a novata “Round 6”. A primeira levou a melhor na categoria de drama, mas recebeu uma quantidade menor de troféus –foram três contra seis, o que pode indicar o início de seu esgotamento.
“Succession” triunfou nesta segunda também em ator coadjuvante, para Matthew Macfadyen, e roteiro. Já “Round 6” foi a preferida em ator principal -uma vitória histórica para Lee Jung-jae- e direção.

Boa parte dos troféus, vale lembrar, foi entregue antes da cerimônia principal, no Creative Arts Emmy, festa com ênfase nas categorias técnicas. “Round 6” saiu dela com mais quatro prêmios, por direção de arte, performance de dublês, efeitos especiais e atriz convidada, para Lee You-mi.

Ao escolher o drama familiar sobre ricaços em vez do sucesso da Netflix na seção principal, no entanto, o Emmy decidiu não embarcar na onda de cultura sul-coreana que tem tomado o Ocidente, dois anos depois de o Oscar fortalecer tudo isso com o prêmio de melhor filme que deu a “Parasita”. Ao menos não cegamente.

Não que a Academia de Artes e Ciências Televisivas dos Estados Unidos tenha se negado a abraçar o frenesi em torno da produção audiovisual do país. Mas ao optar pela terceira temporada de um drama previamente premiado e, antes mesmo da cerimônia, barrar “Pachinko” das indicações principais, mostrou que a torre de Babel criada pelo streaming com suas superproduções em língua não inglesa ainda encontra resistência.

É também uma mensagem que a academia manda às plataformas que se desesperam para aprimorar algoritmos e lançar uma infinidade de produções semanalmente. O prêmio de “Succession”, afinal, mostra que a indústria não busca diversidade pela diversidade e que apuro técnico e refinamento ainda são imprescindíveis para definir quem se destaca no mar de títulos que desnorteia o espectador.

Neste mar tem desaguado, principalmente, um tsunami de minisséries. A grande vencedora da noite, aliás, foi “The White Lotus”, que ficou à frente de dramas e comédias como o mais premiado título desta edição, com dez troféus.

O caminho para a consagração estava óbvio havia semanas, com a produção da HBO levando também ator coadjuvante -Murray Bartlett-, atriz coadjuvante -Jennifer Coolidge-, direção, roteiro e, claro, melhor minissérie, além de categorias técnicas previamente anunciadas.

Apesar de apenas confirmar expectativas, a seção foi das mais acirradas na hora de selecionar os indicados, o que insinua um aumento na relevância dessa seção do Emmy, normalmente preterida em relação a drama e comédia.

Isso porque o formato tem se consolidado entre nomes poderosos de Hollywood e atraído cada vez mais público, por ficar numa espécie de meio-termo entre cinema e TV. Uma minissérie, afinal, não é um compromisso de prazo tão longo, mas permite que os fãs passem mais tempo com os personagens.

Várias grandes minisséries do ano ficaram de fora deste Emmy e, mesmo entre as que entraram para os indicados, sobrou pouco espaço diante da rapa de “White Lotus”. “Dopesick” e “The Dropout” conseguiram troféus em ator -Michael Keaton- e atriz -Amanda Seyfried–, mas só.

Em comédia, “Ted Lasso” levou pelo segundo ano o prêmio principal. A produção da Apple também recebeu as estatuetas de ator –Jason Sudeikis–, ator coadjuvante -Brett Goldstein- e direção.

Entre as poucas surpresas da noite, “Abbott Elementary” venceu em roteiro e atriz coadjuvante de comédia, o que gerou uma reação de incredulidade em Sheryl Lee Ralph e, pouco depois, um agradecimento musical e emocionado.

Quanto à cerimônia, ela optou em seu início pela solução óbvia e excessivamente feliz dos números musicais, já usada à exaustão no Oscar e no Tony. O apresentador, Kenan Thompson, abriu a noite com dançarinos ao som de temas famosos, como os de “Friends”, “Stranger Things” e “Game of Thrones”. O resultado foi confuso e, como normalmente acontece nesses casos, levemente embaraçoso.

Também houve mais autorreferência que o normal. Foram montagens homenageando os gêneros televisivos, aparições de personagens de “Os Simpsons” e “Star Wars” no Microsoft Theater e aplausos para elencos de clássicos.

Importante é dizer que, no quadro geral, a HBO também reconquistou o trono, depois de a Netflix, no ano passado, a ter superado, com 44 prêmios contra 19. Nesta edição, a primeira embolsou 37, e o gigante do streaming, 26.

O resultado pode dar fôlego a um estúdio que passou as últimas semanas mergulhado em instabilidade, o que gerou piadas na cerimônia. Com a recente fusão da defunta WarnerMedia com a Discovery, surgiram promessas de cortes na HBO Max, apagamento de títulos da plataforma e insegurança generalizada quanto aos rumos da produção serializada da HBO.
Agora, os troféus talvez pesem na escolha dos executivos para seus rumos. Mas para saber será preciso sintonizar nos próximos episódios.

FONTE: FOLHAPRESS

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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